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domingo, 7 de junho de 2026

AS CONCLUSÕES DE JOSÉ SARAMAGO:

 


Não é Sagrado, é Crónica

Você já sentiu que, diante das complexidades e dores do mundo, as páginas de um texto antigo são o único farol moral capaz de guiar a humanidade cristã? E já parou para pensar se a aceitação cega dessas mesmas palavras não nos faz ignorar relatos de uma violência nua, crua e contraditória?
Neste vídeo explora-se o diagnóstico visceral de José Saramago sobre as narrativas do Antigo Testamento e o conceito tradicional de divindade. Analisa-se a sua frase mais impactante e desconfortável: "O Antigo Testamento é uma crónica de crimes em nome de Deus." Entenda-se como essa denúncia radical, vinda de um homem de origem humilde e que alcançou o topo da literatura mundial, desafia dogmas milenares e força a olharmos para a história com honestidade intelectual.
Prepare-se para um mergulho na história de coragem intelectual de Saramago, o seu exílio voluntário e as suas obras monumentais e censuradas, como "O Evangelho segundo Jesus Cristo" e "Caim".
O que você vai descobrir nesta reflexão:
• O Peso do Genocídio Ordenado: Como a ordem de extermínio total contra os amalequitas desafia a nossa própria definição moderna de justiça.
• O Dilúvio e as Vítimas Inocentes: A perturbadora pergunta feita por Saramago sobre a responsabilidade moral diante de uma extinção em massa.
• A Moralidade no Banco dos Réus: Uma análise sobre como a regulamentação da escravidão e a punição coletiva moldaram séculos de preconceitos históricos.
• O Humanismo como Única Resposta Real: O caminho sugerido por Saramago para encontrar uma ética baseada na empatia concreta, sem a necessidade de dogmas sobrenaturais.
Este não é um ataque à fé de ninguém, mas um convite à honestidade intelectual. A escolha é de cada um: o conforto do silêncio ou a realidade que transforma?
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