Vale a pena ouvir isto: Os Vassalos não estão no PS por acaso
O título é auto-explicativo. Alberto Gonçalves explora o episódio de Nélson Vassalo, que o levou a ficar em prisão preventiva, na perspectiva em que se trata de um militante do PS. E nesse exercício concentra-se em declarar que o PS atrai terroristas porque é um partido da extrema-esquerda, e a extrema-esquerda é terrorista. Termina a apelar à ilegalização do PS.
Não vale a pena fazer a lista das violações constitucionais, penais e deontológicas que a peça materializa. Vale a pena é recuperar a passagem em que o Gonçalves afirma que o Nélson tem “uma cabeça doente”. Porque, vai na volta, é capaz de ter razão. Há muitas cabeças doentes, tantas que nem sequer dá para contar. Do que se sabe do seu acto e declarações a respeito, parece altamente provável que a dimensão psiquiátrica seja mais relevante do que a ideológica ou política. Um dia se saberá, ou nunca.
Mas que dizer do Gonçalves? Seria justo, meramente adequado, desconfiar que tem uma cabeça doente? O febril e senil apelo ao ódio, o enésimo, contra o PS será motivo de alarme ou, nas imortais palavras do Zé Manel Fernandes, é tão-só a arte de “um dos colunistas mais originais e estimulantes do país”, “que é também um dos mais lidos”, sendo que “as pessoas que por vezes nos incomodam com as suas opiniões são também aquelas que nos desafiam a reflectir e a questionar certezas fáceis”?
O Observador está cheio de cabeças que não detectam na cabeça do Gonçalves patologia alguma. Não deve ser por acaso.
23 Abril 2026 às 8:23 por Valupi
Do blogue Aspirina B
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