Há na Igreja católica uma organização que, por enquanto, trocou o cinto de explosivos pelo cilício, a Bíblia pelos 999 pontos para a meditação, a liberdade pela censura e a fé pelo poder. Substituiu o Espírito Santo, a quem era delegada a obrigação de iluminar os cardeais nos conclaves, na eleição de João Paulo II e de Bento XVI, a quem subsidiou, sobretudo ao primeiro, as atividades políticas e o marketing pessoal.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
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terça-feira, 7 de abril de 2026
A Opus Dei não é a Al-qaeda, mas assemelha-se:
A Opus Dei é, sem esquecer a Comunhão e Libertação e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, a seita católica mais reacionária e mais poderosa. Tem a obsessão de criar santos, a começar em casa, sem prescindir de alegados mártires que apoiaram ditaduras. Em Espanha, faltam altares para tantos defuntos franquistas.
O «Caminho» é para os membros da seita o que o Mein Kampf é para o nazismo. Os 999 pontos para a meditação é o número cabalístico com que santo Escrivá remeteu para o 666 do Apocalipse. É a besta de patas para o ar, monsenhor Escrivá a fazer o pino.
Os membros da Opus Dei cultivam a discrição, malgrado os escândalos financeiros que atraem. A falência dos empórios Rumasa, Matesa, e Banco Ambrosiano, são manchas para que faltou benzina, e que não impediram a canonização meteórica do fundador.
Impulsionadores das beatificações e canonizações, dilataram a indústria dos milagres e industrializaram a santidade. Apenas lhes correu mal a escolha de um jesuíta para PDG do Vaticano, papa que correu o risco de ser chamado precocemente à divina presença do patrão, como aconteceu ao Papa João Paulo que após 33 dias de pontificado se esqueceu de respirar.
Enquanto não recupera o poder sobre o catolicismo, a Opus Dei promove milagres e santos, combate a cultura e a liberdade, e, em Espanha, prepara quadros para o VOX e PP nos eus colégios e na Universidade de Navarra.
Tendo o Vaticano abandonado a atualização do Index Librorum Prohibitorum, talvez por vergonha, deixou o trabalho sujo para a Opus Dei, o que, para os devotos, é um precioso serviço ao Divino. O Deus da Opus Dei abomina a cultura e a liberdade, e encarrega-se a Obra de proscrever os livros perniciosos para a salvação.
Carlos Esperança
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