No fim das contas, a mensagem de Lula é simples e direta: um país que quer ser respeitado precisa estar preparado. Preparado para dialogar, para negociar, mas também preparado para proteger sua própria soberania se for necessário. E para ele, essa preparação começa com algo fundamental: capacidade própria de defesa.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
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segunda-feira, 9 de março de 2026
Lula voltou a tocar num tema:
Que muitos líderes preferem evitar: defesa nacional. Ao falar ao lado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, o presidente brasileiro deixou claro que um país que não se prepara para se defender acaba ficando vulnerável. A frase foi direta e forte: se uma nação não prepara sua defesa, qualquer dia alguém pode invadi-la.
Essa declaração não é apenas retórica política. Lula está a levantar um debate que muitos países do chamado Sul Global começaram a enfrentar com mais seriedade. Durante décadas, várias nações dependeram de equipamentos militares produzidos por grandes potências, comprando armas, tecnologia e sistemas de defesa de países mais ricos. Agora, o discurso começa a mudar: produzir a própria defesa pode ser uma questão de soberania.
Ao falar em parceria com a África do Sul, Lula mostrou que essa visão vai além do Brasil. A ideia é que países emergentes comecem a cooperar mais entre si para desenvolver tecnologia militar e capacidade de proteção própria. Segundo ele, não faz sentido continuar dependendo sempre dos chamados “senhores das armas”. Se duas nações têm indústria, tecnologia e capacidade científica, elas podem trabalhar juntas e fortalecer suas próprias defesas.
Esse posicionamento também coloca o Brasil novamente como protagonista em discussões internacionais importantes. Em vez de falar apenas de diplomacia ou comércio, Lula levanta um ponto estratégico: autonomia e segurança nacional. Em um mundo cada vez mais instável, onde guerras e tensões voltaram a crescer, discutir defesa deixou de ser apenas assunto militar. Passou a ser assunto de soberania.
Ao mesmo tempo, Lula também alertou para outra consequência das guerras atuais. Segundo ele, conflitos como o que acontece no Oriente Médio acabam afetando diretamente o mundo inteiro. O preço do petróleo sobe, cadeias de produção ficam mais frágeis e alimentos podem ficar mais caros. Ou seja, guerras distantes acabam pesando no bolso das pessoas comuns.
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