(Christophe Le Boucher, in A Viagem dos Argonautas, 12/03/2026)

Os bárbaros contra a civilização. Análise crítica e detalhada do conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
As meninas da pequena cidade de Minab mal tinham começado a sua semana quando a sua escola foi bombardeada pela coligação israelo-americana. Mais de 140 crianças e as 26 professoras foram mortas, além de uma centena de feridos graves — queimados ou esmagados pelos escombros — que carregarão para sempre o trauma deste cataclismo. O The Guardian descreve cenas de horror absoluto, onde pedaços de braços de crianças de seis anos estão ao lado de fragmentos de mochilas cor-de-rosa. Esta escola para raparigas tornou-se o palco do primeiro massacre de grande dimensão cometido pelos Ocidentais na sua guerra contra o Irão. Um horror ocorrido nas primeiras horas do conflito, de uma dimensão sem igual desde as atrocidades cometidas durante a Guerra do Vietname.
Nem Israel nem os Estados Unidos negaram o crime, simplesmente qualificado de “tragédia, se confirmada” pelo secretário de Estado americano Marco Rubio. Um antigo quartel dos Guardas da Revolução iraniana encontrava-se nas proximidades, mas já não está em funcionamento há cerca de dez anos. A explicação mais generosa consiste em supor que o alvo, escolhido com base em informações desatualizadas, era essa antiga base militar.
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Do blogue Estátua de Sal
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