Tout va très bien madame la marquise, vai tudo bem, marquesa! Letra da canção de Jay Ventura é conhecida. A marquesa , ausente da propriedade, telefona ao mordomo James e pergunta pela novidades que a aguardam. James garante à marquesa que está tudo bem. A égua morreu, porque estava nos estábulos que arderam, e estes arderam porque o castelo ardeu, porque o marquês se suicidou quando lançou as velas sobre a mobília, porque estava arruinado…
Nós, os europeus, somos a marquesa a quem o James, a senhora Van der Leyen, o senhor Borrel, ou o senhor Mitchell garantem que na Europa «tout va bien, madame». Não haverá gás, ou será muito mais caro, mas tudo vai bem. Não haverá petróleo. Que se dane. Haverá milhões de refugiados, inflação, carências, «mais tout va bien.»
O Le Monde informa agora que se calhar haverá uma fome mundial, porque faltará o trigo, de que a Rússia e a Ucrânia representam 30% da produção mundial
Mas tudo vai bem. Os dirigentes europeus pensaram em todas estas consequências para as suas opções de seguidismo da política dos EUA.
Aqui fica o link para o artigo do Le Monde. E como dizia a rainha francesa, Maria Antoniaeta, se não tiverem pão comam brioches! Os franceses como se sabe cortaram-lhe a cabeça, desnecessariamente, diga-se e fizeram uma revolução que dura até aos nossos dias.
Carlos Matos Gomes



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