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terça-feira, 3 de maio de 2022

PCP diz que declarações da associação de refugiados ucranianos são "ódio fascizante":

Partido comunista pede "um posicionamento inequívoco dos órgãos de soberania" sobre as declarações feitas no sábado pelo presidente da associação dos Refugiados Ucranianos.

Depois das declarações do presidente da associação Refugiados Ucranianos sobre o PCP, o partido liderado por Jerónimo de Sousa manifestou-se, exigindo “um posicionamento inequívoco dos órgãos de soberania” portugueses, para que “o seu silêncio, passados já vários dias, não possa ser tomado como cúmplice com tais conceções e propósitos antidemocráticos”.

No último sábado, Maksym Tarkivskyy, presidente da associação, disse não perceber a razão pela qual o Partido Comunista Português continua a existir no país. “É um partido que está, basicamente, a apoiar a guerra, não entendo mesmo”, disse.

O PCP considerou estas afirmações “de ódio fascizante”, “reveladoras da natureza antidemocrática do governo de Kiev e constituem uma intolerável afronta ao regime democrático em Portugal”. O partido sublinhou, no entanto, que as palavras ditas pelo presidente da associação Refugiados Ucranianos não devem “ser confundidas com o todo da comunidade imigrante e dos refugiados ucranianos que há anos encontram refúgio em Portugal”.

As declarações foram motivo para o PCP falar sobre o que considera ser um “total desrespeito pela democracia e a liberdade que há muito se instalou na Ucrânia”.

Estas declarações, feitas em Portugal, alertam para o que este poder constitui na Ucrânia contra o seu próprio povo”, acrescento o partido em comunicado.

Observador

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