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segunda-feira, 2 de maio de 2022

AS DENÚNCIAS DE UCRANIANOS POLITICAMENTE SUSPEITOS E DOS PORTUGUESES QUE OS APOIAM:

Os portugueses que estão a colaborar com a embaixadora ucraniana na sua acção política de ódio por cidadãos de outros países residentes em Portugal e de desrespeito pelas leis fundamentais do país onde está acreditada, antes de se lançarem em histéricas campanhas de difamação e segregação, deveriam parar para reflectir no imenso mal que estão a causar ao seu país. Esses portugueses que se deixam levar por emoções estimuladas pela miserável comunicação social que acompanha a guerra na Ucrânia, bem como os portugueses que politicamente pretendem tirar proveito dessa campanha pidesca levada a cabo por fachos ucranianos, além dos portugueses com altas responsabilidades políticas que se mantem em silêncio ou que têm um discurso ambíguo quando não podem deixar de se pronunciar, deveriam, todos eles, lembrar-se do seguinte:

Primeiro, Portugal está a prestar apoio humanitário a pessoas que nunca nos foram próximas e relativamente às quais não temos nenhuma especial obrigação de o prestar, mesmo que apenas moral, e muito menos de os colocarmos numa posição de privilégio relativamente a tantas outras pessoas pelas quais nada fizemos, absolutamente nada, quando tínhamos obrigações seculares para o fazer. Para que não haja dúvida refiro: a guerra civil de Angola de quase duas décadas; a guerra civil de Moçambique igualmente de longa duração, sem falar nos ataques que populações indefesas têm sofrido nestes últimos tempos por forças estrangeiras que defendem interesses nem sempre fáceis de identificar; as sucessivas revoltas e golpes de estado da Guiné Bissau que têm desorganizado a pobre vida de milhares de pessoas que já pouco ou nada tinham.
Segundo, Portugal está (irresponsavelmente) participando numa guerra que não é sua, com a qual nada tem e na qual não está em jogo nenhum interesse vital para o Estado Português e ao fazê-lo corre sérios riscos de se tornar um alvo fácil daquele que estamos a hostilizar – por outras palavras, está a participar numa guerra relativamente à qual não tem a mínima capacidade de avaliar e antecipar os riscos que dela podem, para nós, portugueses, resultar.
Terceiro, Portugal já recebeu muitos mais refugiados ucranianos do que alguma vez o principal instigador desta guerra – os Estados Unidos – receberá mesmo que ela se mantenha por mais dez anos!
Quarto, ó portugueses ensandecidos pela intoxicação televisiva – como se pode receber refugiados, integrá-los nos diversos serviços sociais que lhes vão prestar apoio sem RECOLHER DADOS? Como, meus ignorantes compatriotas? Nós, portugueses, também não os poderemos ter se perdermos a identidade civil ou se nos recusarmos a prestá-la.
Quinto, a discriminação racial, ou étnica ou política ou religiosa ou qualquer que seja a forma de que ela se revista não é admitida em Portugal: é um dos princípios basilares da nossa Constituição!
Em conclusão: Que os portugueses, principalmente os políticos, tenham juízo, não alinhem nestas campanhas histéricas e racistas promovidas pelas televisões.
Finalmente, que os ucranianos que aceitamos receber como refugiados, bem como os que cá residem, respeitem as leis portuguesas - se o não fizer, se vierem para Portugal para dar voz e corpo a práticas que banimos há cerca de meio século, só lhes resta como alternativas: ou partirem paea local que acolha essas práticas ou serem deportados por terem a ousadia de estar repetidamente a pôr em causa o Estado de Direito Democrático vigente em Portugal!
José Manuel Correia Pinto

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