Em Portugal há liberdade de expressão e cada um pode dizer o que entender. Tenho lido este tipo de argumento por parte de defensores da utilização da Ucrânia como base dos Estados Unidos (que é do que se trata), apoiando um tipo estrangeiro, apresentado pelas Tvs e outros órgãos de propaganda como presidente de uma associação de ucranianos (nunca se sabe como surgem e como se financiam estas associações, mas adiante), que propôs a ilegalização de um partido político português (que até fez parte da maioria que aprovou a Constituição da Republica Portuguesa). O homem está em Portugal e aqui há liberdade de expressão, afirmam os prosélitos. Uma betoneira também reagiria assim, chega a um ponto e vira o balde.
Acontece que, para serem coerentes: Em Portugal também há liberdade de religião: se um estrangeiro aqui vier declarar que não compreende que haja quem não defenda a excisão genital das mulheres, também o apoiam? O senhor Presidente da República está nessa de liberalidade por extensão à dos direitos do dito ucraniano? E porque não a proibição de as mulheres saírem à rua sozinhas, se um presidente de uma associação de muçulmanos o exigir? E quanto à poligamia, vamos admitir que haja partidos portugueses que sejam contra?
A Liberdade não é uma betoneira de onde sai tudo misturado, não é uma picadora, Portugal não é uma salsicharia (pelo menos para mim).
É racionalmente aberrante que um estrangeiro que se afirma defensor da liberdade do seu povo (com as enormes limitações do regime dos oligarcas ucranianos tendo Zelensiki como cabeça de cartaz) não tenham o senso, para não falar da vergonha, de afirmar que luta pela liberdade dos ucranianos decidirem do regime e da lei no seu país e venha com toda a desfaçatez limitar a liberdade da nação que os acolheu!
Já há por cá vigaristas indígenas com esta racionalidade que bonde!
Há em Portugal quem siga esta lógica de betoneiras e de gente sem escrúpulos!
Já agora, ao tal mestre de obras sem alicerces e até aos seus seguidores nacionais que o convidam para a sua roda, deixava um provérbio africano da tribo dos Babaya, na Tanzania: "De visita a casa dos outros, abre os olhos e não a boca".
Desenho de Jader Castro Oliveira
Carlos Matos Gomes


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