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terça-feira, 26 de abril de 2022

"Discurso do Chega foi lamentável", diz Capitão de Abril!

Vasco Lourenço considera que partido de André Ventura não deveria ter sido legalizado pelo Tribunal Constitucional.

© Global Imagens
O capitão de Abril Vasco Lourenço criticou, esta segunda-feira, o discurso do Chega na sessão solene comemorativa da Revolução dos Cravos, na Assembleia da República, adjetivando-o de “lamentável”. O atual presidente da direção da Associação 25 de Abril defendeu ainda a ilegalização do partido.

Em declarações à CNN Portugal, no fim do desfile na Avenida da Liberdade, Vasco Lourenço defendeu que é preciso “reafirmar” ano após ano os valores de Abril e deu como exemplo o discurso proferido por André Ventura. 

“Hoje vimos um discurso lamentável que houve na Assembleia da República com um partido que se chama Chega. Vimos que é preciso estar permanentemente atento, porque a liberdade não é um bem que perdure para sempre e há sempre quem a queira tirar para a dar aos outros, com mentiras descaradas como aquelas que foram hoje proferidas por esse ‘fulano’”, começou por dizer, referindo-se ao líder do Chega.

“E, portanto, é preciso continuar a reafirmar os valores de Abril, sempre, todos os anos, porque os valores de Abril têm que ver com liberdade, com paz, com democracia, com justiça social, com solidariedade, com igualdade”, acrescentou.

Confrontado com o facto de a democracia implicar dar também voz ao Chega, Vasco Lourenço considerou que o partido não deveria ter sido legalizado pelo Tribunal Constitucional. 

“Se as instituições funcionassem bem, o discurso não tinha lugar. Porque se o Tribunal Constitucional tivesse cumprido a sua missão, aquele partido estava ilegalizado e nem sequer tinha ido a eleições, porque é inconstitucional, porque tem uma ideologia claramente fascista como hoje o voltou a demonstrar. Mas a democracia tem isto”, destacou.

Desta forma, Vaco Lourenço defende que é necessário continuar com “atos concretos de reafirmação de valores democráticos”.

Sublinhe-se que, no discurso desta segunda-feira, André Ventura pediu ao Presidente da República para não condecorar “aqueles que torturaram, mataram e expropriaram” em Portugal, defendendo que “quem cometeu atos terroristas, quem patrocinou e promoveu nacionalizações e expropriações não pode ser um herói, tem de ser considerado aquilo que é, um bandido”.

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25/04/22 18:10 ‧ HÁ 15 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO

POLÍTICA 25 DE ABRIL

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