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sexta-feira, 29 de abril de 2022

BRINQUEM, BRINQUEM:

Mas depois não se queixem.
Espanha sempre sedenta de grandeza notícia que enviou para a Ucrânia, em navio, a maior remessa de armamento - 200 toneladas. Material que será descarregado no porto de Gdynia, Polónia, e depois reencaminhado para a Ucrânia por um percurso de 700km. Antes deste carregamento, a Espanha já tinha enviado para a Ucrânia 1370 lançadores de granadas e 700 mil cartuchos de metralhadora.
A Alemanha diz que vai enviar armamento pesado. De uma maneira geral todos os países europeus da NATO, Portugal incluído, têm enviado armamento
Os Estados Unidos também enviam mas como não fazem nada de graça estão à espera que o Congresso aprove uma lei, pelos vistos de vigência universal, que permita vender os bens apreendidos aos oligarcas russos para com esse dinheiro se ir pagando o auxilio que está sendo prestado. Boris Johnson, que em matéria de dinheiro pertence à mesma equipa, também já deu a entender que é preciso pagar os fornecimentos, nem que seja com dinheiro do Banco Mundial.
Deixando de lado estas particularidades anglo-saxónicas, o que se está a ver é que a NATO, mais do que ter uma guerra por procuração, está mesmo a participar na guerra.
Portanto, mais dia, menos dia a Rússia vai atacar estas cadeias de abastecimento fora da Ucrânia E depois? Depois é muito simples: como a Rússia não tem qualquer hipótese de travar uma guerra convencional com 30 países da NATO, mais alguns que, pelo caminho, nela se vão pendurar, como a Finlândia e a Suécia, vai usar outros meios...
E depois chamem os tipos da RTP, da SIC (o Rogeiro e o Milhazes) e da CNN para em directo fazerem uma reportagem a cores e ao vivo.

Por este andar não vale a pena marcar férias...Talvez valha a pena é ir já de férias para o sul da África, sempre são mais uns dias...

José Manuel Correia Pinto 

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