Amigos, a educação e conhecimento, cultura, em geral, a educação cívica e a educação que se dá e se bebe em intimidade, em casa de cada um!
Estávamos no início do tradicional e já histórico Desfile da Descida da Avenida da Liberdade, no dia 25 de Abril de 2022.
Um jornalista de uma televisão, em directo, entrevista o coronel Aprígio Ramalho, Vice-Presidente da Associação 25 de Abril, militar destacado de Abril e muito admirado pergunta-lhe apenas isto:
" Manifestar e celebrar o 25 de Abril, quarenta e oito anos depois, PORQUÊ ?"
O jornalista não entende o porquê da celebração. Aprígio Ramalho responde-lhe com muita calma e sem responder a uma eventual provocação o seguinte: " Não percebi. O quê? Como diz?"
O jornalista repete exactamente a mesma pergunta.
Apígio Ramalho responde-lhe: " Isso é o pergunta que deve fazer a si, que cada um terá que responder. O povo porquguês é que saberá se tem razões para celebrar o 25 de Abril. Eu, não tenho dúvidas!"
E retornam a emissão ao estúdio onde os jornalistas de serviço fazem um novo compasso de espera para passar a emissão a outra jornalista também na Avenida da Liberdade.
E, outra coisa não encontraram com interesse senão perguntar à repórter "que cartzes mais originais encontraste já por aí?"
E a resposta foi os cartazes "VEGAN", os apelos aos vegetarianismos.
Afinal, pergunto-me eu, depois de ouvir e ver de novo a transmissão em directo das televisões, as nossas, portuguesas, da comemoração popular deste 25 de Abril, 48º aniversário, a que e a quem se deve tanta falta de preparação dos profissionais, tanta falta de cultura e educação? Sim, claro, à Educação, às políticas educativas que temos tido desde 1974, as anteriores eram ainda mais obtusas mas ensinavam a falar e escrever, pelo menos.
E deve-se à educação ministrada nas escolas e universidades mas também à dada e absorvida em nossas casas, à privadíssima, intima, familiar.
Tomou-se a falsa ideia que a formação das pessoas, a informação em geral, os Valores, passariam por osmose. E não passam, muitas vezes.
A educação básica e superior também não se preocuparam em dar pleno conhecimento do Portugal antes e depois de Abril, dos Valores de Abril, do civismo, da democracia e do direito à liberdade com responsabilidade.
E demos nisto, 48 anos depois. Cidadãos superiormente formados, licenciaturas, mestrados, doutoramentos a rodos e quanto a educação cívica e aos valores de Abril, do novo Portugal Democrático, nada, ou muito pouco. Ouvi este ano, mais insistentemente nas televisões e li em jornais apelidar o Movimento dos Capitães, do MFA e o 25 de Abril de " O GOLPE de ESTADO!"
Não foi, foi uma reacção popular, um movimento popular, na altura quase uníssono, havia sempre os pides, legioonários e os encostados ao poder da ditadura para estarem contra. Mas foi um Movimento Militar, no início, como tinha mesmo que ser naquela madrugada perfeita como disse a poetisa mas logo se transformou num movimento popular, de massas , de norte a sul do país. E nada tinha a ver com políticas partidárias, as pessoas queriam apenas respirar Democracia e Liberdade, acabar com guerras coloniais e o isolamento do país da comunidade internacional.
A culpa do que ouvimos agora a estes profissionais é um pouco de todos nós. Sem dúvida das variadíssimas politicas de educação. Mas muito do que cada um não fez em casa na prepararação dos jovens das gerações seguintes, dos "sabedoes de agora", os deturpadores da história, de agora.
Junto, para elucidar e ilustrar, excertos em vídeo, do que acabei de expor. Talvez alguns consigam ver, outros não. Depende dos sistemas operativos dos respectivos computadores. Mas o essencial ficou dito.
Viva a PAZ, a Liberdade, a Democracia e o 25 de Abril.
Afinal, foi mesmo por isso que o tivemos!
CPM
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