Rádio Freamunde

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sábado, 4 de abril de 2026

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Dado que amanhã se celebra mais um aniversário da miserável farsa sobre o sucedido em Bucha, aqui reponho o texto que apresentei no ano passado:

"Sobre Bucha
Sobre uma produção sangrenta. Uma completa farsa global:
Aproxima-se mais um aniversário desta deplorável encenação. Já abordei este tópico muitas vezes e a vários níveis – redes sociais, imprensa, televisão, blogues, canais do YouTube, etc., mas, infelizmente, não tenho tido grande recetividade. Também, as lideranças de alguns países continuam a falar sobre isto, sendo que o assunto continua a ser discutido regularmente em certos fóruns estrangeiros, incluindo no seio de organizações internacionais, mas sempre de forma muito pouco incisiva.
Um dia após terminarem as negociações para o acordo de Istambul, em 30 de março de 2022 e como prova de boa vontade, a Rússia mandou retirar completamente as suas tropas de Bucha e ao redor de Kiev pois, eventualmente, pensava que os seus objetivos, com essa ocupação, já tinham sido conseguidos.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, durante todo o tempo em que a cidade esteve sob o controlo das forças armadas russas, nenhum morador local sofreu qualquer ação violenta e os militares russos entregaram e distribuíram cerca de 450 toneladas de ajuda humanitária a civis, só na região de Kiev. Enquanto a cidade esteve sob esse controlo, os moradores puderam deslocar-se livremente pela mesma e usar os seus telefones celulares. As saídas de Bucha não foram bloqueadas e todos os moradores locais tiveram liberdade para deixar a cidade na direção norte, incluindo para a República da Bielorrússia. Durante esse tempo, os arredores ao sul da cidade, incluindo as áreas residenciais, foram bombardeados 24 horas por dia pelas tropas ucranianas com artilharia de grande calibre, carros de combate e vários sistemas de lança-foguetes múltiplos.
Quatro dias depois da retirada, e somente em Bucha, a BBC foi lá filmar e encontrou então uma série de corpos alinhadinhos ao longo de uma, agora célebre, rua. Alguns dos cadáveres estavam de mãos atadas e uma grande parte exibia um laço de pano branco num dos braços (sinal inequívoco de afinidade com os russos). Pouco depois, foi também revelada a descoberta de um certo número de cadáveres em sacos de plástico e enterrados numa vala comum no terreno de uma igreja local.
Ainda me recordo de, no dia seguinte à retirada russa de Bucha, o “mayor” da localidade, Anatoliy Fedoruk, ter publicado um vídeo onde, com um sorriso nos lábios, dizia que estava tudo em ordem, que a povoação tinha sido libertada, que não havia militares russos na cidade e que assim a situação já estava normalizada, isto sem mencionar mais nada de relevo.
Também me recordo e este facto também está registado, de um vídeo do dia seguinte em que as forças especiais da polícia ucraniana, constituídas por elementos do regimento “azov”, anunciaram a intenção de irem passar em “revista” a localidade para verificar se existiriam ainda alguns colaboradores do inimigo.
Curiosamente, é no dia seguinte à intervenção da polícia especial ucraniana que aparecem os tais corpos na rua e, infelizmente para os autores da farsa, algum tempo depois aparece um vídeo feito por um dos “artistas” onde é documentado todo o processo de montagem do cenário, de forma a facilitar as posteriores filmagens pelos media (o qual, se bem que tudo tenha sido dirigido, com polícias a puxarem com cordas os corpos para os locais onde foram depois visionados, acabou por indiciar a tal encenação que qualquer observador, com experiência em situações idênticas, pode constatar, dada a desajustada naturalidade da distribuição e posições dos corpos).
Também é bastante significativo que todos os corpos das pessoas, cujas imagens foram publicadas pelo regime de Kiev, não estivessem endurecidos após cerca de pelo menos quatro dias, não tivessem manchas típicas de cadáver e que os ferimentos ainda contivessem indícios de sangue não coagulado. Tudo isso confirma de forma conclusiva que as fotos e imagens de vídeo de Bucha foram mais uma produção do regime de Kiev para os media ocidentais, como foi o caso da maternidade em Mariupol, bem como em outras cidades.
Nunca houve uma investigação imparcial, nunca se soube o nome daqueles mortos. Ainda se tentou dar mais alguma cobertura oficial às acusações de massacre, mas a exploração mediática acabou por esmorecer porque as investigações forenses, nos corpos encontrados na vala comum, revelaram como causa das mortes os bombardeamentos de artilharia sobre a localidade, que só foram feitos pelas forças ucranianas e, para mais, as “flechettes” encontradas nos corpos, só existiam nas munições ocidentais usadas pelos ucranianos. Sobre a forma como terão morrido as pessoas cujos corpos foram encontrados na rua, nenhuma informação veio a público, o que é de certo modo muito estranho dado o possível impacto no acentuar da vileza dos eventuais autores do “massacre”!
O dia 3 de abril marca assim três anos desde a produção encomendada e pré-orquestrada, que o regime de Zelensky e os seus patronos ocidentais encenaram na aldeia de Bucha, região de Kiev. O que aconteceu logo em seguida foi que, com este alegado “massacre”, começou a gritaria anti russa e a consequente propaganda acelerou ainda mais, acusando os militares russos de toda a sorte de malfeitorias; embora seja bem sabido que o desprezo pelo seu semelhante seja muito mais característico daqueles que, tais como os “azov”, se julgam uma raça superior. A partir daqui, foi rapidamente inventada uma história sobre o suposto assassinato em massa de moradores locais por militares russos. Apesar da natureza obviamente encenada desta provocação, todos os meios de comunicação social e os políticos ocidentais se apressaram a espalhar estas mentiras.
Foi também nesta altura que o então 1º ministro inglês, Boris Johnson, foi a Kiev e convenceu o actor-presidente a não ratificar os acordos assinados em Istambul, porque a OTAN e os seus associados o iriam ajudar a derrotar os russos. Foi assim também fabricado mais um pretexto para o facto de não haver necessidade de conduzir negociações e de procurar uma saída pacífica para a situação. Foi quando quase todos os membros da OTAN e da UE começaram a discorrer sobre como tudo deveria ser decidido “no campo de batalha”.
A Rússia tem, repetidamente, fornecido refutações detalhadas desta farsa, enquanto a Ucrânia e os seus curadores ocidentais nem sequer tentam apresentar qualquer evidência das acusações feitas contra Moscovo. É absolutamente inaceitável que o regime de Kiev esteja a ser tolerado nesta sua postura, por organizações internacionais, incluindo a ONU que, de acordo com a sua Carta, está obrigada a aderir a uma linha neutra e equidistante.
Para conduzir uma investigação adequada, quaisquer órgãos de investigação isentos (mesmo sendo russos) necessitariam de informações adicionais sobre os trágicos eventos em Bucha. Sendo um facto que o regime de Kiev tudo fez e fará para que não seja exposta mais esta sua farsa e o mundo seja esclarecido sobre esta sua própria provocação sangrenta, desde 2022 que a Rússia apela repetidamente ao Secretariado da ONU e ao Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, com um pedido de ajuda para a obtenção dos dados relevantes. Essas informações adicionais são necessárias simplesmente para estabelecer a verdade, administrar a justiça e garantir a protecção abrangente dos direitos das vítimas da tragédia. A mesma situação tem vindo a ocorrer com os apelos da Rússia ao Secretariado da ONU para obter do lado ucraniano uma lista das vítimas da provocação. Mas, durante todos estes três anos, o Secretariado da ONU não deu qualquer resposta, o que indicia claramente que está ao serviço dos interesses mais sombrios e que não se importa com os danos que esta sua inação provoca na reputação da ONU.
No início de fevereiro de 2025, durante uma reunião com representantes da Missão Permanente Russa em Nova York, António Guterres mais uma vez evitou prestar efectivamente qualquer assistência, afirmando que não tinha uma lista das vítimas da tragédia de Bucha. Afinal, são às centenas os meios de comunicação social do dito ocidente alargado que participaram dessa produção e dessa provocação, e ele não quer ficar mal visto pelos seus. No entanto, está a esquecer-se do posterior julgamento pelo Altíssimo e, portanto, estou em crer que, com este estulto comportamento, o devoto católico Guterres ainda pode acabar no inferno."
NOTA: Para quem eventualmente duvidar dos factos que acabei de relatar, informo que disponho, no meu acervo, de todos os vídeos e informações que sustentam a sua veracidade.

Enquanto os Estados Unidos:

Criticam e tentam pressionar, o Brasil responde de forma direta e sem recuo. Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que não existe negociação quando o assunto é soberania financeira: o Pix é do Brasil e não será alterado por pressão externa. A declaração não foi apenas uma resposta técnica… foi um posicionamento político.
A crítica americana veio após relatórios que acusam o sistema brasileiro de criar “desvantagem” para empresas como Visa e Mastercard. Na prática, o que está sendo questionado não é apenas o Pix, mas o fato de o Brasil ter criado um sistema eficiente, gratuito e fora do controle das grandes corporações internacionais. E isso, naturalmente, incomoda.
Mas a resposta do Brasil muda o tom do jogo. Lula afirmou com clareza que ninguém fará o país mudar o Pix, destacando o impacto positivo do sistema na vida da população. E aqui está o ponto central: o Pix não é apenas tecnologia. É independência. É um modelo que reduz custos, acelera a economia e diminui a dependência de intermediários externos.
Isso acontece exatamente no mesmo momento em que o país se aproxima ainda mais da China e fortalece sua posição dentro de um cenário global em transformação. Ou seja, não é um episódio isolado. É parte de um movimento maior onde o Brasil começa a proteger seus próprios sistemas e interesses estratégicos.

No fim, o que se vê é uma mudança clara de postura. O Brasil deixa de reagir e passa a se posicionar. E quando isso acontece, o recado é simples: certas decisões já não são mais tomadas fora… são tomadas dentro de casa. 

Moz na Diáspora

quinta-feira, 2 de abril de 2026

UM JEITO MANSO: Se o Montenegro não obedece ao Cavaco porque há-de...

UM JEITO MANSO: Se o Montenegro não obedece ao Cavaco porque há-de...:   Tirou-se o Cavaco do seu sossego para escrever um artigo em que, para além de afirmar as costumadas cavaquices, se lembrou de avisar o seu...

Ventos Semeados: Dupond, Dupond e o Pote

Ventos Semeados: Dupond, Dupond e o Pote:   Passos Coelho regressou. Montenegro governa. E os comentadores políticos deliciam-se a analisar as diferenças, as nuances, os desacordos s...

Francisco José Viegas vai ser o consultor de cultura do Presidente da República:

Marcelo tinha escolhido Pedro Mexia para consultor de cultura. Percebe-se à primeira porquê. Mexia reúne todas as características para ser a escolha de um Presidente que gosta mais da televisão do que da cultura. Ou melhor, cuja cultura favorita é a da intriga, da futilidade, da leviandade deslumbrada. Vai daí, Mexia, cujo contributo maior para a cultura pátria é ser um profissional da calúnia (por alguns actos e milhares de omissões). Que fez Mexia na função ao longo dos dois mandatos? Ninguém sabe nem pergunta. Mas o seu bolso ficou ainda mais aconchegado, isso é certo.

Eis que chega Seguro, um homem das esquerdas, consta. Também ele precisa de um consultor na área da cultura, obviamente. Alguém com uma visão da cultura na qual ele se reveja, e que considere ser exemplo para dar ao povo. Vai daí, o Viegas, um tipo que escreve livros e que poderia ter sido a escolha de Marcelo caso o Mexia recusasse. Que vai ele fazer na função durante, pelo menos, os próximos 5 anos? Ninguém sabe nem pergunta. Mas o seu bolso não se irá queixar, isso é certo.

Seguro é uma nódoa. Vai ser isto, e bem pior, até ao fim.

 por Valupi

Do blogue Aspirina B 

Vergonha, raiva, nojo:

(Por José Nogueira, in Facebook, 01/04/2026, Revisão da Estátua)


Sinto uma vergonha profunda, visceral e incontornável por ser português neste momento. Uma vergonha que me queima por dentro quando vejo um indivíduo chamado Paulo Rangel — sim, aquele mesmo que já foi filmado na rua, cambaleante, em estado de completa bebedeira pública — ocupar o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros deste governo censurável e ter a cara de pau de declarar, com um desplante cínico e repugnante, que Portugal “tem de aceitar” a utilização da Base Aérea das Lajes pelos Estados Unidos… desde que esse uso “não sirva para atacar alvos civis”.

Como se fosse possível fazer uma guerra “limpinha”, como se as bombas americanas tivessem olhos e pudessem distinguir perfeitamente entre um quartel e uma sala de aula cheia de crianças. Como se essas palavras bonitas de papel pudessem apagar o sangue derramado.

Mas não ficou provado — e o mundo inteiro viu as imagens — que foram precisamente os bombardeamentos dos EUA, em coordenação com Israel, que reduziram a escola primária feminina Shajarah Tayyebeh, em Minab, a escombros no dia 28 de fevereiro de 2026?

Mais de 170 meninas, a grande maioria com idades entre os 7 e os 12 anos, foram assassinadas enquanto estudavam. Meninas pequenas, com mochilas, cadernos e sonhos que nunca mais vão realizar. Vidas inteiras apagadas num instante por “dano colateral”, por “inteligência falhada”, por essa hipocrisia nojenta que os poderosos usam para justificar o injustificável.

E o que faz o nosso ministro? Em vez de condenar com toda a força este crime hediondo, em vez de exigir responsabilidades, em vez de fechar a base aos agressores, ele sai em entrevistas a impor “condições” ridículas: “só alvos militares”, “proporcionalidade”, “retaliação defensiva”. Condições que não valem nada quando as crianças já estão mortas debaixo dos escombros. Condições que servem apenas para lavar a consciência suja de quem permite que o território português seja usado como trampolim para esta carnificina.

A própria ONU, através do secretário-geral António Guterres e dos seus especialistas, já denunciou esta guerra como ilegal. Uma violação clara da Carta das Nações Unidas. Um ato de agressão sem justificação legítima, sem autorização do Conselho de Segurança, sem ameaça iminente que o tornasse defensável. Uma guerra que já deixou milhares de mortos, entre os quais centenas de civis inocentes, e que continua a produzir sofrimento diário.

Mas Portugal, pequenino e subserviente, continua a oferecer as Lajes de bandeja, com um sorriso cínico e três condições de faz-de-conta. Isto é repugnante.

É repugnante ver o nosso país, com a sua história de povo que já sofreu invasões e ditaduras, agora cúmplice moral de quem mata crianças do outro lado do mundo.

 É repugnante ver um ministro com um passado de excessos públicos a falar de “direito internacional” enquanto o sangue de meninas iranianas mancha, indiretamente, o nosso território.

É repugnante esta hipocrisia de quem diz “aceitamos, mas com condições”, como se isso absolvesse alguém da cumplicidade na morte de inocentes.

Tenho rancor. Um rancor profundo por estas vidas ceifadas tão cedo, por estas famílias destruídas, por estas meninas que nunca vão crescer, nunca vão amar, nunca vão ver o mundo além dos muros da escola que se transformou no seu túmulo.

Tenho rancor por Portugal se rebaixar a este ponto, por se deixar usar como peão numa guerra de impérios que não é nossa. Tenho rancor por vermos a nossa bandeira associada, ainda que indiretamente, a este banho de sangue.

Vergonha, raiva, nojo. É o que sinto quando ouço Rangel falar. E não peço desculpa por sentir isso. As crianças mortas em Minab merecem muito mais do que palavras bonitas e condições vazias. Merecem que alguém, algures, diga a verdade: foi um crime. E quem o facilita, mesmo com rodeios diplomáticos, carrega uma parte dessa culpa.

Do blogue Estátua de Sal