Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

domingo, 24 de maio de 2026

O Zé Manel:

Vivemos um tempo de ingratidão, os filhos renegam os pais, e os trabalhadores, desprezam as instituições onde ganham a jorna.
Eu fico sempre emocionado quando vejo um homem grato.
É verdade!
Comovo-me até às lágrimas.
É o caso do Zé Manel.
Eu não quero saber lá dessa história que corre aí pelas redes sociais, do “mrpumpum” e dos móveis da faculdade de direito, quando ele era “soldado” do patusco generalíssimo arnaldo matos, e correligionário do escudeiro garcia pereira…
Nem dessa outra, de saír de presidente da Comissão europeia, pra presidente do maior banco mundial…
Isso é tudo inveja, dor de cotovelo ou de cor-o…
Gosto do Zé Manel.
Não gostava, mas agora gosto.
Pronto, convenceu-me.
Eu, quantas vezes rancoroso por brigas antigas, tenho mantido iminimizades ao longo de décadas.
Cada vez mais dou a mão à palmatória e arrependo-me.
É o caso. Ou melhor, os casos, porque são 2.
Bem recentes.
O Zé Manel preside a um júri da União e atribuiu umas medalhas de cobre a uns cidadãos.
E ele, imparcial e neutral, votou no professor de boliqueime.
Todos nós vimos há dias na televisão, a cavacal figura a botar discurso.
Tudo por obra e graça da gratidão do afilhado.
Dizem que em Portugal não há gratidão e que os filhos não querem saber dos “pais”.
Mentira!
Aqui está um exemplo, contrário.
O Zé Manel agradece a quem lhe deu a mão, quando ele não era nada, de comer quando ele tinha “hambre”, o trouxe do mrpp para secretário de Estado do deus, depois pra ministro e por aí a fora.
Fica aqui registada a minha grandecíssima admiração.
Mas o gesto que me impressionou ainda mais, foi a atribuição de um donativo ao centro de estudos políticos da universidade católica, onde ele é director e professor.
O Zé Manel é presidente de uma “coisa” chamada Fundação Luso Americana.(a presidência “roda” entre o ps e o psd)
Esta “coisa” nada em dólares,
que recebe da América pela utilização da base das Lages.
Ou seja, indiretamente a “massa” vem do erário público.
O Zé Manuel, sem que tivesse havido candidaturas, por sua iniciativa, fazendo jus à sua grande generosidade e ao imperativo moral de ser grato, atribuiu à “católica“ €100.000 -CEM MIL- de subsídio!
Digam lá:
Quais de vós meus poucos leitores, serieis capaz desta dupla gratidão?
Ah! pois é, esqueceis-vos logo de quem vos estendeu a mão, deu uma côdea e fez de vós gente…
Quando eu for grande quero ser assim!
Interiorizar os grandes valores do Zé Manel, os morais claro, não os do donativo.
É com pessoas destas que se forja a identidade nacional e se engrandece a história pátria.
Foi uma pena ele não se ter candidatado a presidente. E perdeu a oportunidade daqui a 5 anos.
Ele e o do Fundão e da ONU.
Mas como sabeis, este é um país de ingratidões, como dizia o padre amaro…
Com exceções.

Sem comentários:

Enviar um comentário