domingo, 24 de janeiro de 2016

Fui exercer o meu dever cívico:

Mas fi-lo mesmo pelo dever cívico. Não fosse isso não me dava ao trabalho de me deslocar até ao Centro Escolar de Freamunde e de contribuir para algum sujidade que lá fomos levar. É que a comunicação social tanto escrita, falada e observada deram-nos sobejas intenções de que tudo já estava resolvido. Assim sendo só me restou ir cumprir o meu cívico.

Contudo não deixei de votar no meu candidato e esse candidato não foi o que a comunicação social já tinha elegido. Não estou para ser um pau mandado da dita comunicação social. Gosto de ser eu a optar.

Contudo estou à espera que não haja vencedor na primeira volta. Por que na segunda volta a “luta” vai ser maior e aí é que se vai ver quem tem dedos para tocar guitarra.


O que é preciso é vir a segunda volta.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Bem prega Frei Tomás:

Vem este título a propósito do pedido de esclarecimento sobre as subvenções vitalícias ao Tribunal Constitucional. É que Frei Tomás dizia: olhai para o que digo e não para o que faço. Foi o que fizeram trinta deputados, vinte e um do PS e nove do PSD. O número condiz com os trinta dinheiros que Judas vendeu Cristo. E, aqui os deputados venderam o seu partido. Fizeram o pedido na calada da noite. Um pedido anónimo. Não tiveram a coragem de dar a cara. Mesmo hoje com a onda de indignação que avassala o País nenhum vem assumir o acto.

É de não ter vergonha e de não olhar para as leis que aprovam em desfavor dos portugueses mais pobres. Para estes que trabalhem até à véspera da sua morte. As suas reformas dão cabo da economia. Como quem recebe o salário mínimo pela sua reforma seja um factor de bancarrota para o País. Tenham vergonha senhores deputados!
 
Foram eleitos para defender o povo – o mais desfavorecido – e não para se governarem a vocês próprios. Então acham que doze anos de serviço público é o bastante para terem uma pensão vitalícia? E quem trabalha quarenta e mais anos!

Esses que se danem. Ou que acabem o resto da vida nos sem-abrigo. Não têm vergonha de ver uma parte da população a andar pelos caixotes do lixo à procura de algo para matar a fome ou andar pelas instituições de solidariedade com uma saca a ir buscar comida. E os que tem vergonha e preferem comer só uma refeição por dia. Vocês estão de bolsos e barriga cheia. 

Tenham vergonha e demitam-se.       

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Sampaio da Nóvoa:

Está a ser entrevistado na Antena 1 por Maria Flor Pedroso e a acompanhante da Antena 1 à campanha eleitoral de Sampaio da Nóvoa, que não me recordo o nome. As primeiras perguntas são de lana-caprina. São comparações com Cavaco Silva que para a campanha eleitoral não tem nada de interesse. Como se Cavaco Silva fosse um ícone de referência para Portugal!

De seguida vem a comparação com Marcelo Rebelo de Sousa. Não compreendo que numa entrevista sobre o candidato Sampaio da Nóvoa as perguntas incidem sobre Marcelo. Parece que há interesse em trazer Marcelo para onde não é chamado. Depois os jornalistas dizem que os candidatos só falam de Marcelo quando são eles que trazem Marcelo para a praça pública.

Sampaio da Nóvoa por uma questão de cortesia limita-se a responder mas devia dizer que está ali para falar dele. Parece que há jornalistas que têm interesse que Marcelo seja o vencedor. Para mim esta campanha está inquinada. Quero ver se Marcelo for derrotado o que vai a comunicação social dizer.

Estou a gostar, mesmo assim, da forma como Sampaio da Nóvoa está a responder às várias perguntas que lhe fazem as duas jornalistas. Como disse são perguntas de lana-caprina. Até lhe foi perguntado porque não cumpriu o serviço militar.

Foi insinuado que uma vez que Sampaio da Nóvoa foi jogador das camadas jovens da Associação Académica de Coimbra não foi por motivo da compleição física. Sampaio da Nóvoa respondeu que ficou apurado para todo o serviço militar mas que nunca foi chamado.

Aqui lembro, que naquela altura e essa altura deu-se antes uns dias – a ida às “sortes” – do vinte de Abril de mil novecentos e setenta e quatro. Sei que esta pergunta tinha uma armadilha, que era comparar Sampaio da Nóvoa com Marcelo Rebelo de Sousa.

Mas as datas foram diferentes. Enquanto Marcelo Rebelo de Sousa “fugiu” ao serviço militar na época da guerra ultramarina, Sampaio da Nóvoa não foi chamado porque as ex-províncias ultramarinas tornaram-se independentes e os soldados que eram centenas de milhares deixaram de ali cumprir o serviço militar.

Por isso, para os muitos mancebos que tinham ficado aptos para o serviço militar, ficaram na reserva territorial que é o mesmo que dizer que a qualquer momento podiam ser chamados. Portanto há uma diferença abismal entre Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa.

A entrevista findou e como disse foi de lana-caprina. Quero ver quando for a de Marcelo Rebelo de Sousa.    

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O lobo mau:

Gosto desta história e de vez em quando ela vem-me à memória pela rábula muito bem conseguida. O que o lobo – mais tarde apelidado de mau – engendrou para atingir os seus fins. Fez de tudo um pouco. Aliás, quando a fome se faz sentir usam-se todos os meios para a “matar”. Trasvestiu-se de avó da menina para a atrair para a transformar num saboroso pitéu. Não conseguiu os seus intentos e deu o fora como um derrotado.

Esta história faz-me lembrar o candidato a Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Trasveste-se de tudo. Usa frases como o lobo mau para atrair o povoléu. E que frases.




















Depois de se dizer e desdizer-se ainda assim faz uns ziguezagues que não lembram ao diabo. Diz-se o mais da esquerda da direita portuguesa. Dá beijos a toda a gente. Visita tudo e todos e até leva uma marmita com comida para almoçar num lar de idosos.

Quando era comentador na TVI não defendia esta classe. Foi a favor de inúmeros cortes que o governo de Passos Coelho fez aos mais velhos e reformados.

Quando um candidato a deputado pelo círculo de Viseu, julgo eu, que intitulou os idosos de peste grisalha, não ouvi Marcelo Rebelo de Sousa a condenar esse energúmeno. É que Marcelo gosta de se dar bem com Deus e o com Diabo. É um lobo mau transformado em cordeiro.

Pela minha parte estou e sempre estive atento a estes cordeiros. Por mim não leva o meu voto. Sou reformado e nunca fui defendido por Marcelo Rebelo de Sousa.

Se a minha opinião tiver valor para quem me lê que não vá na conversa deste lobo mau.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Papeis trocados:

Ouvi hoje na Antena 1 uma entrevista de Maria Flor Pedroso ao candidato presidencial Paulo Morais. O que ouvi, para mim, é de um candidato a Procurador-Geral da República. Mas estou equivocado. Para concorrer à Procuradoria-Geral da República, é pelo menos, preciso ser-se formado em direito o que em Paulo Morais não é possível. Por isso aconselhava-o a discutir problemas que digam respeito a directrizes da Presidência da República. Mas não.

Diz mal de tudo e de todos. Para ele todos são corruptos. Claro está sem ele incluído. É de Cavaco Silva, Passos Coelho, PSD, do qual entregou o cartão de militante talvez por não receber benesse nenhuma, de Sócrates, António Costa e até de Rui Rio que o aturou durante bastante tempo.

É uma panóplia de assuntos dos quais não leva um ao Ministério Público. Aliás, já tem um processo do Grupo Lena por declarações que o Grupo Lena diz serem falsas, no Ministério Público.

Acusar não custa. O que custa é provar. Assim com tanta demagogia prevejo que não vai ter um por cento dos votos. Vai ser um Marinho e Pinto em segunda edição. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Não estou esquecido:

Há muito que não escrevia um texto no facebook ou no meu blogue. Não era por falta de iniciativa mas sim porque estive duas semanas em Saint Étienne a passar a quadra do Natal e Ano Novo. Além disso o meu computador colapsou e não me fiz acompanhar com ele. O do meu filho é francês. Portanto o teclado é diferente o que me levou a não adaptar-me derivado à pontuação. Como gosto de ser um pouco perfeccionista resolvi não escrever nenhum texto. Ainda tentei no meu telemóvel mas só dava para pequenos comentários. Assim estive incomunicável com o facebook e blogue. Agora que já tenho o computador recomposto venho até junto de vós dar sinal de vida.
Com o tempo mau aqui em Freamunde e por todo o norte do País nem me aventurei a sair de casa. A chuva é bastante assim como o vento forte que não há guarda-chuva que lhe resista. Assim escrevo e vejo televisão. Ouço as notícias, especialmente a campanha eleitoral, e delicio-me a ouvir as baboseiras de Marcelo Rebelo de Sousa. O candidato que julgava que era meter-se no táxi contactar com alguns portugueses e a vitória era certa. Mas não é assim Marcelo. Há que confrontar-se com os outros candidatos.
E pelo que aconteceu com Sampaio da Nóvoa as coisas correram-lhe mal. O verniz estalou e a composição que Marcelo gostava de mostrar foi por água-abaixo. De serenidade passou a desbocado. Sempre a interromper Sampaio da Nóvoa mas cada vez mais mostrava os seus habituais ziguezagues.
É que se formos ao passado de Marcelo vemos o quanto foi protegido por seu pai, um ministro, que evitou que o seu filho fosse bater com os costados na guerrilha ultramarina de então. Aqui também teve a benevolência de Salazar e Marcelo Caetano seu padrinho de baptismo.
Protecção não lhe faltava. Assim, fala de peito feito, mas esquece a Mocidade Portuguesa, organização fascista, as cartas que escreveu a Salazar a agradecer-lhe a bondade para com ele e, outras coisas mais. Não falando da protecção da comunicação social quer escrita e televisionada. Pelo menos na TVI que durante quatro anos nunca teve um contraditório. Era uma espécie de jogo de avançada contra a defesa onde só existe uma baliza.
Assim, Marcelo julgava que eram favas contadas. Mas não. Elas vão ser contadas e de que maneira se houver uma segunda volta. O que eu julgo possível. Portanto Marcelo seja mais humilde. Sabe que os portugueses não gostam de fanfarrões.    

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

2016:

Entrou tímido e com pouca pompa. Nada se compara com a entrada do 2015. As circunstâncias são outras. Tudo se deve ao "feitio" de quem está ao leme do País. O de 2015 teve à sua frente uma "manada" de aldrabões. Teve os atentados de Paris e sobressaltos em outros países. Isto tudo no fim do seu mandato. Os temores ficaram para ti 2016. Por isso a tua entrada com timidez. Mas usa-se dizer que os receios mais tarde tornam-se em esperança. É o que o Mundo, principalmente Portugal, espera de ti. Por mim estou esperançado que vais ser um dos melhores anos desde que temos democracia. Por que neste momento não temos à frente do País charlatães. Confio em ti 2016.