domingo, 13 de dezembro de 2015

Hoje e´ dia de Santa Luzia:

E como vem sendo habitual Freamunde celebra esta Festa/Feira no dia em que calha no calendário. Este ano calhou ao domingo. E como acontece quando assim calha era um mar de gente até `a hora em que escrevo este pequeno texto (11,30 horas). O facto de ser pequeno deve-se a que já escrevi vários textos em vários anos sobre a Festa/Feira de Santa Luzia. Por isso aproveito este para enviar umas fotos tiradas hoje.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Nossa Senhora da Conceição:


Fotografias da Capela de S. Francisco - onde está alocada a Nossa Senhora da Conceição - e da Procissão em sua honra. Publico-as com prazer. Porque e´ desta maneira que levo aos Freamundenses que estão ausentes da sua terra. Sei o que e´ estar ausente nestas épocas pois também já me aconteceu o mesmo. Desejo que "matem" essas saudades e evitem uma lágrima no canto do olho.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Debate do programa do governo:

Assisti através do Canal Parlamento e mais tarde nos canais generalistas. Gosto de estar informado e para o estar tem de se perder/ganhar tempo com este tipo de informação. Para o ver directamente uso o Canal Parlamento por que ali não há intervenções dos comentadores televisivos. E... que intervenções! Não sabem despir a camisola partidária e é por mais evidente que demonstram as suas filiações. Aliás, sou favorável a que deviam de ser obrigados, antes do programa para que vão, principalmente nos programas sobre política, a fazerem uma declaração de interesses. Assim sabíamos com o que podíamos contar. Mas voltando ao debate.
Foi um debate em que a direita mostrou o seu ressabiamento. No tratamento para com o governo, principalmente para com o Primeiro-ministro. Isto de chamar "Primeiro-ministro, vírgula, mas não eleito pelo povo português", é uma falta de respeito para com a terceira pessoa que representa o País. Será que para cima de três milhões de portugueses não fazem parte deste País! Não se lembra Paulo Portas e Telmo Correia que fizeram parte de um governo que nem a eleições foi. Passos Coelho ao chamar a António Costa chefe do governo não se lembra que ele nem para isso serve. Foi o que os tais para cima de três milhões de portugueses na primeira oportunidade lhe mostraram. E... mais a mais estão a desconsiderar o seu padrinho.
Nesses discursos só se via crispação. E, há um provérbio popular que diz: A agressividade verbal é o único recurso dos imbecis. Na direita portuguesa é o que se vê mais. De soluções para o País não se viu nada. Só discursos balofos para entreter a malta.
E como disse, a comunicação social, principalmente a tele-visionada, só dá relevos a discursos destes. Usam este estratagema também para entreter a malta. Não falam dos discursos do PS e dos partidos que apoiam o governo. Discursos com medidas e alternativas para o País. Por que as televisões não dão relevo ao discurso do líder parlamentar do PS, Carlos César, para mim dos melhores discursos que ouvi na Assembleia da República.
Ali foi dito as medidas que trazem soluções para o País. Mas este discurso para a comunicação social não faz sentido. O que elas gostam é de discursos que trazem crispação. É da maneira que ganham audiências.
Também o discurso do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, que já nos habituou aos seus interessantes discursos e, por vezes acérrimos, mas que ontem nos trouxe um discurso apaziguador que quer unir o que está desunido. É assim que se faz política.
Os ressabiamentos devem ser banidos. Os portugueses não querem que se continue a pregar no deserto. Não me admira que a continuar assim o PSD e o CDS numas próximas eleições vão ver o que mal fizeram a eles próprios.    

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Módicas alegrias:

Baptista-Bastos, jornalista: "Durante mais de quatro anos vivemos no terror das indecisões. Nunca soubemos o que nos ia acontecer, porque o Governo agora escorraçado fazia tudo de malévolo para os mais desprotegidos, sem dar contas e a seu bel-prazer. Acresce que uma comunicação social emasculada, substituídas as direcções e as consequentes ‘remoções’ dos colaboradores mais recalcitrantes, se tornou colaborante dessa miséria. Miséria a larga dimensão. Como acentuou Pacheco Pereira, na ‘Quadratura do Círculo’, esse terror atingiu o próprio espírito. Pensadas bem as coisas, há, de facto, algo de blasfémia nesta cruzada de Passos e os seus. O rolo compressor de um neo-liberalismo aplicado sem conhecimento da história, das singularidades culturais e das próprias instâncias dos povos abalou fortemente as características morais de cada qual. Portugal foi deles o mais afectado. Sem dó nem piedade, uma gente escalavrada subtraiu, aos nossos compatriotas mais indefesos, o pouco que os mantinha. Conheço razoavelmente a minha pátria amada; e choro com ela o que lhe foi aplicado, em inimaginável crueldade. O pior é que esta gentalha vai ficar impune. A França criou uma figura jurídica, a ‘indignidade nacional’, para castigar aqueles que haviam traído o conceito e o princípio do patriotismo. Quem fez o que fez já se passeia pelos corredores do Parlamento, com displicente desenvoltura. Dostoievky ensinou que Raskolnikov nunca foi punido, nem sequer pela consciência. Aqueles, como eu, que festejaram Abril e que por Abril se bateram, com a devoção de quem nada deseja a não ser viver num sítio decente e asseado, sentiram um módico alívio e um modesto regozijo quando Pedro, Paulo e adjacentes foram enxotados. Escrevo ‘módico’ e ‘modesto’ porque sou demasiado antigo para saber que não há conquistas definitivas, e que a força do ‘sistema’ é quase descomunal. Mas tenho três filhos e encho-me de orgulho quando os vejo, com outros milhares de jovens, desfilar e gritar nas manifestações da liberdade e da justiça, e contra todas as formas e métodos de repressão. Nunca lhes disse: ‘Tomem cuidado!’ Viver sem risco é imoral. Eles são eles e são todos. Enfrentando a hipocrisia dos falsos sermões; e aqueles que deixaram secar as límpidas lágrimas da emoção, porque já a não têm; combatendo os vendilhões que evocam o nome sagrado e traem os homens. É isso."

2 de dezembro de 2015

Malévolo: que deseja o que é ruim para os outros
Emasculada: castrada
Recalcitrantes: que resiste com teimosia, obstinado
Blasfémia: discurso, palavra proferida, que ofende fortemente uma divindade, insulta uma religião ou tudo que pode ser considerado
Escalavrada: que ameaça ruína
Gentalha: corja, escumalha