quarta-feira, 27 de maio de 2015

O futebol não é só pontapé na bola. É mais que isso:

Todos os anos faço uma retrospectiva do campeonato que o S. C. Freamunde disputou. Este ano não quero fugir à regra. No ano passado por esta altura a alegria era maior nas hostes Freamundenses. Tínhamos sido campeões nacionais do Campeonato Nacional de Seniores. Mesmo assim é motivo para estarmos radiantes com a classificação alcançada.
Com um plantel de baixo custo fizemos coisas bonitas. Há quem diga que morremos na praia. Acho que não. Só morre na praia quem aspira com altos voos. E, o S. C. Freamunde só aspirava com a manutenção. Se fosse um clube apostado na subida tinha-o conseguido. Bastava que em Janeiro se reforçasse. Por que sabíamos que por essa altura vinham as lesões, castigos, e o plantel era reduzido.
Levamos o nosso futebol a todo o País. Fomos das equipas que mais transmissões teve na Sportv. Por alguma coisa foi. Pelo clube que é mítico. Pela terra e seus simpatizantes.
Quem vem para aqui jogar fica agarrado a este torrão. Temos exemplos de sobra de jogadores e treinadores que cilindraram através desta terra e clube. E que estão gratos por essa passagem por Freamunde. Há um ou outro, caso de Vítor Alves, que não deixa saudades. Não me refiro ao aspecto futebolístico. Esse, ele tem de sobra. Refiro-me sim ao aspecto humano.
Sou de opinião que os jogadores têm muito tempo de ócio. Que esse tempo devia ser aproveitado para aprenderem relações interpessoais, humanas, português e outras mais. Mas também devia ser extensivo aos directores, treinadores e corpo clínico. Entendo que assim o futebol ganhava outra dimensão. Faço votos para que o S. C. Freamunde tome este meu pedido. É que o futebol não é só o pontapé na bola. É mais que isso.
Mas voltemos ao campeonato da Segunda Liga de Futebol Profissional. Fomos a equipa menos batida em números de golos. A que mais tempo comandou a classificação geral. A que menos penaltis teve a seu favor. Em contrapartida a que mais penaltis sofreu. A que menos beneficiou da complacência dos árbitros. É isto que nos deixa prazenteiros. Não precisamos de favores para levarmos a água ao nosso moinho.
Nesta hora de defeso desejo a todos que compunham o S. C. Freamunde umas boas férias. Aos que vão deixar o plantel que sejam felizes e que nunca esqueçam esta terra e clube. Aos que ficam que se preparem bem para fazerem um bom campeonato de dois mil e quinze/dezasseis. Faço votos que vençam no campo mas também fora dele. O futebol não é só pontapé na bola. É mais que isso.

sábado, 23 de maio de 2015

Envolver o bastão com "Os Irmãos Karamazov"

O livro é grosso, quase mil páginas. Já lá irei. Entretanto, comentadores disseram que a culpa do subcomissário que bate num pai com filhos à volta é, no fundo, a do governo para nos convencer das virtudes da repressão. Outros, que a culpa é do Benfica, que tem adeptos que vão a casa alheia partir a mobília e assaltar os faqueiros. Houve, ainda, quem acusasse o género humano, por atacado. Então quando se lhe dá uma farda e um bastão, o bicho homem é terrível - dizem...
Pois, não sei. Se os governos em geral e os clubes em geral têm um gostinho especial por espicaçar subcomissários, esse lado do assunto pouco me interessa. Confesso, gosto de ver nos homens, o homem. E neste homem, o subcomissário, o que há para saber é que não leu o livro certo.
Por isso não vou pela generalização humana da violência nem pela sua versão especial fardada. Não que ambas sd violências não existam, mas não sou sociólogo. Nasci jornalista, peço desculpa porque isso acarreta um montão de vícios, mas é assim. No momento em que um pai foi atirado ao chão em Guimarães por um polícia, eu estava no Sumbe, Angola. Parei o carro numa estação de gasolina e um guarda, de farda e de bastão, veio falar comigo depois de me ter longamente observado. "É doutor?", perguntou-me. Tinha os olhos cansados, febris. Que não, disse eu. Mas ele insistiu: "Doutor de consulta? Não é doutor, mesmo?" Não, eu não era médico. "Obrigado, então", disse-me ele, afastando-se, derrotado. Eu estava de balalaica branca, talvez daí o engano. Eu não tinha culpa nenhuma, mas entristeceu-me tanto ter-lhe acendido uma esperança falsa... Isto para dizer que me habituei a ver, num homem, um homem. Mesmo quando com farda e bastão.
Pois, não sei, já disse, sobre a quem mais, além do subcomissário, atribuir as culpas da agressão policial a um pai com os dois filhos e um velho familiar ao lado. Já a culpa do subcomissário é fácil de ver. Então, eu que não gosto de fazer sociologia dos atos dos homens resolvi lavrar a sentença. Crime e castigo. Por falar nisso, o subcomissário devia ser condenado a ler o tal livro grosso que refiro no começo da crónica. Os Irmãos Karamazov, do russo Fiódor Dostoiévski. Freud disse que era o maior dos romances. Acho que era o psicanalista a falar: o pai Karamazov, homem rico e imoral, e o seu filho primogénito, Dmitri, partilham uma amante. Mas para a minha sentença o assunto é outro e está a meio do romance. Qualquer tipo que transporte uma arma consigo devia ler essas páginas, só uma vintena. Qualquer tipo com um poder que pode ser caprichoso: um polícia com cassetete, um patrão com trabalhadores a prazo, um atleta com esteroides nos bíceps...
Nessas vinte páginas, Aliócha Karamazov vai à casa de Snieguirióv, um antigo capitão caído na miséria, pedir desculpa. O mais novo dos irmãos Karamazov, piedoso (e o herói do romance, segundo Dostoiévski), quer falar do que ele chama "o assunto", acontecido oito dias antes. Dmitri, o seu irmão impetuoso e gastador, agredira o capitão num cabaré. Depois, arrastou-o até à rua puxando-o pelas barbas. Um grupo de pequenos estudantes saíam da escola e, entre eles, vinha Iliúcha, de 9 anos, o filho do pobre Snieguirióv.
Aflito, o garoto correu para os dois homens. É o próprio capitão agredido que conta a Aliócha Karamazov: "Quando ele me viu no chão, agarrou-se a mim, gritando: "Paizinho! Paizinho!", com os seus braços prendeu a mão e beijou-a, a mesma mão que... Lembro-me da cara dele nesse momento, nunca me esquecerei." Primeiro, a humilhação, depois a revolta. Quando Iliúcha volta à escola, os colegas gozam-no. Da barba arrancada do pai ( "pano do chão", escarnecem os garotos) à aflição do filho. Este deixa de ir à escola. O pai propõe irem lançar papagaios, mas ele amarra-se no silêncio. Até um grito: "Paizinho, como ele te humilhou!" E desatou a chorar.
Li Os Irmãos Karamazov adolescente, numa cidade que não se poupava a gritos e murros. Dei ambos. Mas escrevi-me com letras inapagáveis: quando te irritares com um homem, garante que ele não tem um filho perto. Além da sentença já por mim ditada, esta história triste de Guimarães devia ser redimida por olhares de reconhecimento. De cada vez que passar por aquele polícia que afastou o filho da humilhação do pai - nunca vi um escudo policial ser tão sabiamente usado -, a cidade deveria dizer-lhe: obrigada, por ter uma arma e saber ler.
FERREIRA FERNANDES
Hoje no DN

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Em defesa de Filipe Silva:

Pela expulsão da PSP do subcomissário Filipe Silva" é o nome de uma página no Facebook com mais de 14 mil "gostos". O dobro da petição que exige o mesmo "ao ministro da Administração Interna" - por acaso ministra. Inusitado: é a primeira vez que por cá se exige em coro a expulsão de um polícia por violência e abuso de autoridade. Somos um país muito tolerante com a violência policial e o conceito de "abuso de autoridade" passa-nos ao largo. Quem - no Twitter, por exemplo - se insurja contra uma e outro ouve, invariavelmente: "Preferes os bandidos, não é?" ou "queres o quê, que a polícia perca ainda mais a autoridade?"
Aliás, a última vez que uma onda de indignação criou páginas e petições a propósito de violência policial foi para defender o polícia. 107 mil "gostos" no Facebook e 99 210 assinaturas numa petição intitulada "Absolvição do militar Hugo Ernano, condenado a nove anos de prisão por matar criança que seguia num assalto com o pai", mais 9000 euros angariados numa página que diz "contribui com o que puderes para esta causa, na defesa dos direitos quase inexistentes que o Hugo Ernano ou qualquer Profissional das Forças de Segurança atualmente possuem".
Mas ninguém parece preocupar-se com os "direitos quase inexistentes" do profissional das forças de segurança Filipe Silva. O que não é justo, porque o que ele fez é normal - a normalidade da PSP. Isso mesmo se confirma na reação dos restantes agentes: todos colaboraram na violência injustificada. Um vem a correr e derruba o agredido agarrando-o pelo pescoço, por trás (sorte não lhe partir a cervical) quando este tenta reagir às primeiras agressões; outro afasta o pai que tenta ajudar o filho; outro agride um circunstante que se aproxima em protesto. Há, é certo, o celebrado agente que agarra a criança em pânico - mas só quando esta foge; no meio da confusão nenhuma farda se preocupou com ela.
E depois há o auto. Nele, Silva acusa o homem que agrediu de ameaças e de lhe cuspir na cara, e o pai dele de injúrias, justificando com isso o uso da força. Escrito horas depois e decerto após troca de impressões com colegas e superiores - já se sabia que tudo tinha sido filmado -, o auto não é, obviamente, a versão de Silva, mas da corporação. Uma versão que, frise-se, despreza a lei e os regulamentos que estabelecem ser a força para usar apenas e só em última instância e sempre com proporcionalidade, jamais por vingança ou desagravo. Mas na cultura da PSP, que este jovem oficial (tem 30 anos) aprendeu e incorporou e decerto ensina aos subordinados, só há uma lei: a da autojustificação, do encobrimento e daquilo que se considera ser a defesa da imagem da instituição - lá está, da "autoridade". Exceto quando, azar, se é apanhado em vídeo, de cara destapada, e os agredidos são brancos, benfiquistas, bons pais de família, e pode ser preciso um bode expiatório para apaziguar os deuses do Facebook.
FERNANDA CÂNCIO
Hoje no DN

quinta-feira, 21 de maio de 2015

SNS:

Assim escrito não quer dizer nada. Mas se escrever a frase por inteiro, quer dizer: Serviço Nacional de Saúde. É dele que venho falar, mais propriamente, do Hospital do Tâmega e Vale do Sousa, que fica situado na freguesia, hoje denominada, de Guilhufe Urrô. Para ali fui no dia catorze de Maio para ser internado no serviço de Cardiologia para fazer um exame de cateterismo ao coração, exame esse que se ia efectuar no Hospital de S. João, no Porto, em virtude da máquina que fazia esses exames estar avariada há meses no Hospital do Tâmega e Vale de Sousa.
Já conhecia o Hospital por que infelizmente tive familiares ali internados. Mas não conhecia a sua laboração. Embora ouvia falar que tinha camas articuladas, olha se não tivesse, por uma sumidade chamada Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado da Saúde. Como se fosse este governo e ministério a inventar as camas articuladas. Haja paciência para aturar tal sumidade.
Tanto ele como o Ministro da Saúde, Paulo Macedo, é que deviam ser internados nos hospitais públicos para saberem o que são os hospitais. Não é de camas articuladas que os hospitais vivem. Vivem sim de toda a estrutura. Desde Director, pessoal Médico, Enfermeiros, Auxiliares de Acção Social, pessoal Administrativo e tantos outros que tenho receio de esquecer algum. Se acontecer as minhas desculpas.
Como em cima referi ali dei entrada no dia catorze do corrente mês e fui alocado num quarto, que não tem número, na cama mil e quatro. O quarto é composto por quatro camas sendo que as outras três já estavam ocupadas. Também não percebo porque em lugar de quatro camas não puseram quartos de duas camas. Era mais funcional e dava mais conforto aos utentes. Assim por vezes é um problema ter de aturar certos doentes. Já basta a doença. Mas acontece que nos dávamos lindamente.
Ao outro dia, sexta-feira, um doente pegou-se com a médica e pediu para ter alta. Acontece que o ouvi e vi a reclamar mas entendo que não tinha razão. Por isso saí do quarto e vim para o corredor. Há doentes que por tudo e nada reclamam e não vêem que o Serviço Nacional de Saúde foi a melhor dádiva que nos foi dada. O que seria de nós sem ele!
O que é certo é que além dele também foi dada alta a outro doente. Ficamos só dois. Mas não foi por muito tempo. Mas em lugar de um doente foi ali alocada uma doente. Ainda referi que que a nossa e dela privacidade ia acabar. Disseram-me que tinha de ser assim. Havia falta de camas e os homens eram em maior número na unidade de cardiologia. Lá ficou a senhora. Tanto eu como o outro doente, tudo fizemos para a ajudar. O que não sabia era o que estava para vir. 
Ao outro dia, sábado, o outro doente também teve alta. Passado pouco tempo vieram mais duas doentes para o quarto e propuseram-me a ida para outro. Respostei. Foi-me dito que podia permanecer ali mas que tinha de ter por companhia três doentes. Nesse momento dá entrada uma e pela fisionomia e vocabulário não hesitei em ir para o outro quarto. O que fiquei com pena foi da senhora que já tinha passado uma noite ali connosco.
No outro quarto tinha três doentes e foi-me dada a cama mil e dezasseis. Dois doentes tinham perto de oitenta anos e outro era quase da minha idade. Os mais idosos eram débeis fisicamente e de memória e precisavam de serem ajudados no banho e nas suas necessidades. Um, a filha ia diariamente dar-lhe o almoço. À noite era a esposa e uma filha. Por vezes não diziam coisa com coisa.
Como nestas casas os dias não são todos iguais há que o doente da minha idade receber alta. Lá fiquei eu com os outros dois doentes mas não foi por muito tempo. Há que entrar outro. Só que fiquei outra vez a perder. Para ali foi um que julgava que ali era uma estrebaria. Pessoa sem respeito por mim e pelos mais idosos. Os idosos não podiam dizer nada. Agora eu não deixei passar em claro as suas javardices. Disse-lhe que ali estavam pessoas de respeito. Fez que não ouviu por que não me respondeu.
Chegou a segunda-feira dia do meu exame ao cateterismo no Hospital de S. João. Para ali fui levado por uma ambulância do Hospital do Tâmega e Vale do Sousa às treze horas e trinta minutos. Ali fui entregue às enfermeiras que ali laboram. Outra simpatia de funcionários.
O medo era bastante. Até que chegou a vez de eu entrar na sala de exames. Outras enfermeiras tomaram conta de mim. Explicaram-me o que iam fazer embora já estivesse avisado pelas enfermeiras do Hospital do Tâmega e Vale do Sousa. Fizeram os preparativos tais como a anestesia local.
Entrou o médico. Começou a perguntar-me uma série de coisas que notei que era para me confortar. No decorrer do exame a conversa foi para a jornada de futebol do dia anterior o que deu para eu notar que estava a falar com um portista de alma e coração. Perguntou-me qual o clube da minha simpatia. Disse-lhe que tinha dois: S. C. Freamunde e Clube de Futebol Os Belenenses. Aqui ainda hesitei. É que na véspera tinha sido o clube que tirou as esperanças ao F. C. Porto. Mas como bom profissional não ligou a isso.
Acabou o exame e vim novamente para o corredor à espera que me fossem buscar. Uma enfermeira toda sorridente perguntou-me se queria tomar alguma coisa. Disse que não. Mas a insistência dela levou-me a tomar um chá. Estava em jejum e já eram dezasseis horas. Passado pouco tempo apareceu uma enfermeira do Hospital do Tâmega e Vale do Sousa juntamente com dois bombeiros que mais tarde soube que eram dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã.
A viagem decorreu normalmente até que chegamos ao hospital mas sempre ligado a uma máquina. Dei entrada no meu quarto. Foi-me posto soro. Passei uma noite tranquila.
Ao outro dia de manhã apareceu o meu médico a inteirar-se da minha situação. Disse-me que ao outro dia me ia dar alta. Disse-lhe por que não hoje. Disse que ia ver. A ânsia de ter alta é que estava farto de estar no hospital. Não por estar a ser maltratado. Pelo contrário.
Enquanto esperava e porque continuava ligado ao soro deu-me para meditar. O que seria da maioria dos portugueses sem Serviço Nacional de Saúde! Essa grande invenção de António Arnaut.
Pode-se criticar. Mas entendo que uma grande parte das críticas vem de gente necessitada de tudo. Ouvia ali no hospital uma ou outra pessoa a queixarem-se das refeições e de ou outro funcionário. Não havia razões para isso. O tratamento por parte dos funcionários fosse Auxiliar de Acção Médica, Enfermeiros ou médicos era bom e humano. Na parte da alimentação quem dera a uma grande parte da população mundial ter assim uma.
Por tudo isto resolvi escrever este texto e solicitar a todos os funcionários que referi que nunca percam o brio e abnegação porque a maioria dos utentes que por ali passam merecem esse vosso esforço. Ao Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado da Saúde, faça mais visitas surpresas que vê que o que segura no Ministério da Saúde são as pessoas referidas por mim. Por isso a todas o meu muito obrigado.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Em pouco se diz tudo:

O meu sms de jornalista ao político Rangel,
Resumindo os episódios dum não-assunto. Um diretor do Expresso, João Vieira Pereira, escreveu um artigo de opinião sobre a política do PS e qualificou-a, assim: "Cheia de falta de coragem e reveladora da ausência de pensamento político consistente." Tem direito a dizê-lo. O responsável pela política do PS, António Costa, mandou um sms ao jornalista: "Envio-lhe este sms para que não tenha a ilusão de que lhe admito julgamentos de carácter." Outro a exercer o direito que tem. Foi isto. Um jornalista a dizer mal da política dum político e este a responder dizendo que não lhe admite o tom. No fundo, dois cidadãos exercendo o seu direito à fala - banalidade. Ora, depois de o jornalista ter publicado o sms no seu jornal, o bocejo tornou--se um caso nacional. Ontem, um político e num jornal, Paulo Rangel no Público, cunhou o caso, assim: "O sms de António Costa é um ato de bullying contra a liberdade de expressão, contra João Vieira Pereira e contra o Expresso. E o bullying intimida, condiciona e apouca." Saltamos, assim, do caso nacional para o meu caso. O que Paulo Rangel diz sobre a pequenez e a cobardia dos que exercem a minha profissão - os jornalistas seriam, para ele, mariquinhas que se borram com o sms dum político - não lhe admito. Não lhe mando um sms, porque prefiro dizer-lho na cara da próxima vez que o vir. Com palavras, exercendo o meu direito de dizer coisas. E, para dizer a verdade, só lho direi se entretanto não me esquecer.
FERREIRA FERNANDES
Ontem no DN

domingo, 3 de maio de 2015

Dia da Mãe:

Já não a tenho fisicamente vai em dezoito anos. Mas tenho-a espiritualmente todos os dias no meu pensamento. Lembro-me dos ralhetes; dos ensinamentos, embora dizia-me que não era uma pessoa culta; das vezes que saía à noite e vinha com a frase: não venhas tarde; das vezes que deixava de comer uma “bucha de broa” para a dividir pelos filhos. 
Era assim a minha mãe. Uma coruja no toca a defender os filhos. E… qual mãe não o faz! Por isso neste dia da mãe aqui venho lembrar a melhor mãe do Mundo: claro está na minha óptica. Esteja onde estiver, receba um beijo de eterna gratidão.