quarta-feira, 9 de julho de 2014

Ainda voltando ao tema das piscinas:

Como devem ter lido, quem me lê no facebook ou no meu blogue, fiz reparos à situação de encerrarem a piscina de Freamunde. Protestei e sempre que seja preciso aqui estou de novo para o fazer. Freamunde merece-o. Assim o senhor Presidente da Câmara de Paços de Ferreira veio a terreiro justificar a resolução e dizer que estava fora de questão o encerramento da piscina e até propunha uma nova modalidade de pagamento para fazer com que os munícipes adiram mais à frequência das piscinas de Freamunde e Paços de Ferreira. Achei bem.
Quando as coisas não correm bem deve-se tentar outros meios. Não é o encerramento que resolve a situação. Os munícipes merecem que se faça tudo por eles. São eles a razão por que existe freguesias, vilas, cidades, juntas de freguesia e câmaras municipais. Todas as juntas de freguesias devem lutar para que a sua freguesia esteja dotada dos bens essenciais para os seus fregueses. Não sendo assim algo está mal. Se todos tiverem de recorrer só ao que existe nas sedes de concelho a desertificação é um facto nas freguesias que compõem esses concelhos.
Falo nisto porque li no facebook um comentário de um pacense dando como solução que o Presidente da Câmara não tem nada que ir ao encontro dos interesses da piscina de Freamunde. Dá como solução que os Freamundenses se querem frequentar a piscina se desloquem a Paços de Ferreira. Solução mais estúpida. Se assim fosse e caso todos os munícipes do concelho resolvesse frequentá-la queria ver onde se arranjava horários para tanta gente. Diz ele que Freamunde não é diferente de Frazão, Carvalhosa e as restantes freguesias. Coisa mais tonta. E julga que os Freamundendes se deslocariam ali. Quase que aposto dobrado contra singelo que antes preferiam ir para as de Lousada.
Não sabe que Freamunde se é o que é deve isso à sua gente porque nunca deixou de lutar pelos seus interesses. Não faz como a maioria das outras freguesias que comem o que a câmara municipal lhes põe à frente. O caso mais recente aconteceu em Modelos. A sua gente nada fez para evitar acabar como freguesia. Ai se fosse em Freamunde. Os sinos da igreja matriz e das capelas de S. Francisco e S. António não paravam de tocar a rebate.
Depois Freamunde tem estatutos e história. Não é por acaso que foi vila desde dezanove de Março de mil novecentos e trinta e três até dezanove de Abril de dois mil e um. Sei que este título veio para calar a sua gente da pretensão de ser concelho. Mas nada está esquecido. Por isso a inveja que alguns munícipes pacenses têm sobre Freamunde. Mas não nos ofende. Porque somos dos que quando vêem alguém com uma camisa lavada não o censuramos, tentamos sim, lavar a nossa.
Apresento um pequeno vídeo onde se dá mostra como é o sentir dos Freamundenses. E… pode crer que para se comparar com Freamunde tem de lutar para que isso aconteça e não invejar a sua maneira de ser. Se julga que estamos a ser um dispêndio para o concelho proponha à Assembleia de Câmara a nossa independência. Depois vai ver como estamos a ser prejudicados.
E volto a repetir. Se julga que caso a piscina de Freamunde encerrar os Freamundenses iam frequentar as da Paços de Ferreira, saia dessa. Sabemos o que queremos, como queremos e para onde vamos.
Antes a junta de freguesia tinha medo de se impor. Hoje pode crer que a Presidente da Junta se julgar que Freamunde está a ser lesado põe o lugar à disposição do Presidente da Câmara. E… tem o apoio da maioria dos Freamundenses. Somos humildes e urbanos até que nos apertem os calos.
Ou julga que caso a piscina de Freamunde encerrar os Freamundenses iam frequentar a de Paços de Ferreira? Volto a repetir. Saia dessa. Iam sim para a de Lousada.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ao que chegou o concelho de Paços de Ferreira:

Tenho o jornal Imediato à minha frente e não dá para acreditar no que leio. Serão notícias falsas? Creio que não! Quem as produz não são inimputáveis. São pessoas que já na campanha eleitoral faziam ver para o estado lastimoso que se encontravam as finanças concelhias. Eram desmentidos e até usavam impropérios para tentar abafar o alarido. Só que nunca pensavam perder as eleições e assim continuavam a entreter a oposição e os seus munícipes, entre eles os seus apoiantes. Mas como a mentira tem perna curta eis que chegam notícias nos órgãos noticiosos locais e regionais. E o que vemos não dá para crer. O que a oposição, neste caso o Partido Socialista, dizia está a acontecer.
O concelho de Paços de Ferreira é dado como caloteiro mas não o assume. É preciso recorrer para entidades judiciárias para que se aclare o que realmente é verdade. Ninguém assume a “criança”. O parto ainda admite.
Depois é esta vereação que tem de cortar nas finanças concelhias para dar cumprimento a certos compromissos. A vereação anterior mete a cabeça debaixo da areia, como quem diz, daqui até às próximas eleições tentam passar debaixo de pingos de chuva sem se molhar.
O mais bonito é que são os mesmos que fizeram eco contra a governação socialista a nível nacional, principalmente contra José Sócrates, como tive oportunidade de ouvir no dia da inauguração do Centro Escolar de Freamunde. Um vereador da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, em conversa comigo, tive há anos relacionamento profissional com ele, por isso o à vontade de me dizer que os socialistas, incluindo José Sócrates, eram uma cambada de gatunos. Contestei e por afinidade por ele (vereador) contive-me porque me apetecia dizer que gatunos eram eles que estavam associados aos BPNs e afins. Hoje ao ler as tais notícias que refiro acima o que me apetece dizer é o provérbio português: chama-lhe tu minha filha! Mas mãe, ela não é! Não importa, o que importa é que conste.
Depois não dá para perceber onde se gasta tanto dinheiro. As benfeitorias não são assim tantas. Aliás, até se deram ao luxo de votar abaixo obras inauguradas há vinte anos como aconteceu aqui em Freamunde. As Lojinhas além de serem alagadas ainda se teve de indemnizar os seus locatários. Que rico negócio fizeram os locatários. Em poucos anos ganharem para ter instalações próprias. Ao Lago aconteceu o mesmo só que não houve indeminizações. Além de se dizer à boca cheia que não se sabe dos seus artefactos. É assim que se trata o bem público.
Lê-se que um terreno que custou dois milhões e novecentos mil euros foi vendido por duzentos e setenta mil a serem pagos em trinta e cinco anos. Não dá para crer. Ou há mentira ou há gestão ruinosa. Mas… vamos dar tempo ao tempo.
Porque assim não custa estar à frente dos desígnios de qualquer instituição. É gastar à tripa forra e os que venham a seguir que resolvam os problemas. Quer queiramos ou não foi muito tempo que o PSD esteve à frente dos destinos do concelho. Não lhes eram pedidas responsabilidades. Neste tipo de coisas devia de ser como os treinadores de futebol e os bois: um ano ou dois. Aqui o máximo, dois mandatos.
Depois para resolver estas situações há que cortar em quem em nada contribuiu para este tipo de coisas. Era o que ia acontecer a Freamunde com as suas piscinas. Não fosse a galhardia da sua Presidente da Junta o edifício era doado para um pavilhão gimnodesportivo ao Sport Clube Freamunde. Não quero dizer que o Sport Clube Freamunde não seja merecedor, de um, pelos serviços prestados ao concelho. Agora à custa da retirada de uma mais-valia aos Freamundenses sou contra. Por isso logo que soube do que a Câmara Municipal intentava o meu protesto fez-se logo sentir.
Se vêem que não têm condições para manter Freamunde nas despesas do concelho dêem-nos a independência e vão ver como somos capazes de nos governar. Quer sozinhos ou acompanhados pelas freguesias que fazem parte do norte do concelho. Aliás já somos nós que fazemos a administração da Segurança e do Parque Escolar. Gostamos que nos ponham à prova para dar mostras como somos eficientes. Aliás, é ver os eventos que aqui em Freamunde se produzem.
Se não acreditam visitem Freamunde.
Termino com versos de Rodela;

Que lindo Azul!

Cá na terra dos capões,
Que justiça seja feita,
Os correios são razões
P´ra desmascarar a seita.

Quem não gosta desta gente,
Não quer amar a cultura,
Tenta queimar a semente
Duma raiz já madura

Da música ao Teatro
Bombeiros e Futebol,
Eis o mais velho retrato
Deste concelho ao sol.

Aspiramos ser concelho
Não há guerra pelo trono,
Mas respeitem o mais velho,
Dêem o seu a seu dono.

Respeitarei a bandeira,
Como respeito um santo,
A de Paços de Ferreira?
“Não!... morro de azul e branco!”     

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Respostas que se devem:

Depois do post que publiquei sobre o encerramento das piscinas municipais de Freamunde, recebi uma mensagem de Humberto Brito, Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, a esclarecer-me sobre o assunto. Diz ele:
“Caro Sr. Pacheco, as piscinas de Freamunde não serão encerradas. Foi equacionada a hipótese de ceder o espaço ao SC Freamunde como pavilhão. As piscinas precisam de uma intervenção de fundo dado o seu elevado grau de deterioração. E foi por isso que se equacionou a alteração da finalidade do edifício. Mas, para que fique claro, as piscinas de Freamunde não serão encerradas.
Cumps.
Humberto Brito”
Ao receber esta mensagem não podia calar-me. Assim dou conhecimento a quem me lê e aos “velhos do restelo” sobre a decisão equacionada pela Câmara Municipal de Paços de Ferreira. E, outra coisa não podia ser.
Freamunde que tudo o que tem se deve ao seu bairrismo e desenvolvimento não podia ver-se usurpado de uma infra-estrutura que é uma mais-valia para a sua população. Que houve e há erros mas os Freamundenses estão a leste deles. Que se ponham pessoas capazes à frente destes organismos e se peçam responsabilidades quando são de as pedir. Não é prescindir dessa regalia. Os Freamundenses, tudo merecem. 

domingo, 6 de julho de 2014

Há coisas que custam ouvir:

Mas ouve-se. E são casos para nos deixar preocupados. Corre à boca cheia que a Câmara Municipal de Paços de Ferreira tem intenções de encerrar a piscina municipal de Freamunde. Dizem para poupar dinheiro. Mas será que Freamunde tem de servir sempre de cobaia! Quando é preciso cortar em algo, Freamunde é logo apontado. Será que nas outras freguesias que compõem o concelho se passa o mesmo? Será que só dá prejuízo a piscina de Freamunde? Já com o votar abaixo das Lojinhas no centro cívico de Freamunde e o Lago não serviu de exemplo para mostrar como a Câmara Municipal de Paços de Ferreira despreza Freamunde. Julgava eu que era só a outra “senhora”.
Porque não fazer um estudo e ver o que dá mais prejuízo? Se a piscina de Freamunde ou a de Paços de Ferreira. É que assim é malhar sempre nos mesmos. Já aborrece. E… senhor Presidente da Câmara não “brinque” com a gente de Freamunde. Olhe que são do antes quebrar do que torcer.
 E o senhor na campanha eleitoral prometeu benefícios para Freamunde e não o seu contrário. Tenha em atenção que quem o ajudou a ser eleito também o sabe fazer destituir do cargo. Não nos queira pôr à prova. Somos humildes mas não gostamos que brinquem connosco.
Praticamente, tudo o que existe em Freamunde, devemos a Freamundenses que tudo fizeram para Freamunde ser o que é hoje. Na indústria, no comércio, na educação, na cultura, no desporto e mais várias coisas. Se somos o que somos a nós o devemos. Há muito que estamos adormecidos mas não abuse do nosso adormecimento.
Olhe que há vários anos, o senhor devia de ser criança, os sinos da igreja matriz, capelas de S. Francisco e S. António, tocaram a rebate por nos quererem tirar os CTT. E… olhe que a população de Freamunde compareceu ali em peso o que evitou tal retirada. Não queira passar por esse vexame.
E, aqui faço um apelo aos que compõem a junta de freguesia na pessoa da senhora presidente para que caso isso aconteça ponha o seu lugar à disposição do senhor Presidente da Câmara. Não aceite que brinquem com os Freamundenses. Se isso acontecer pode crer que tem a admiração dos Freamundenses. E se numas eleições posteriores concorrer como independente de certeza que tem uma maioria absoluta.
Se for para poupar dinheiro tenha o mesmo procedimento com a piscina de Paços de Ferreira. Se assim for certamente tem a compreensão dos Freamundenses. É que nós somos favoráveis ao comem todos ou não há moralidade.
Também sabemos que na sua vereação há quem não goste de nós. Temos verificado aqui em palestras que se refere a Freamunde como sendo Paços de Ferreira. O que com o senhor presidente não acontece. Quando vamos para algum lado devemos saber como, quando e porquê.
Quem me lê pode pensar que sou fanático por Freamunde. Nada disso. Sou frontal e digo o que muitos Freamundenses gostavam de dizer. Não me importo de criar inimizades. O que me interessa é velar por Freamunde. Não tenho muito por onde mas no que posso faço-o com sinceridade.
Por isso senhor Presidente da Câmara, Humberto Brito, antes de tomar qualquer decisão sobre o encerramento das piscinas de Freamunde, pense e repense. E tenha sempre em atenção quem é frontal com o senhor.
E termino com versos de António Rodela sobre;



Bairristas de Freamunde

Sou filho da semente das noitadas
e cheiro ao galinhaço dos capões
atiro mel às novas gerações
para que elas me sigam as peugadas!

Dizem que ser bairrista é doentio
sendo assim considerem-me um doente,
porque eu amo esta terra e esta gente
e tenho frio se ela tiver frio!

Minha mãe onde estiver se me ouvir,
obrigado por cá me vir parir!
Que este poema vá ser o mensageiro

desta minha alegria, grande amor,
e a transformar-se venha numa flor
do tamanho de Freamunde inteiro.

sábado, 5 de julho de 2014

Humor fim-de-semana:

Há um culturista que está a mirar-se ao espelho e repara que está todo bronzeado, menos numa parte. Resolve ir para a praia, enterra-se todo na areia e deixa de fora apenas a parte onde não está bronzeado. 
Entretanto passam duas velhotas e diz uma para a outra: - Olha para isto Emengarda! Não há justiça no mundo! Aos dez anos eu tinha medo disto; aos vinte anos eu andava curiosa sobre isto; aos trinta anos eu gozei-o; aos quarenta eu perdi-o; aos cinquenta, eu cheguei a pagar por isto; aos sessenta anos, eu cheguei a rezar por isto; aos setenta anos, até me cheguei a esquecer disto; e agora, que já tenho oitenta anos, estas porcarias até crescem assim na areia!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Depois de um interregno de uma semana eis-me de volta à minha escrita:

Por motivos familiares desloquei-me a França, mais propriamente à Ville de la Ricamarie, Saint Étienne, com a finalidade de trazer o meu neto Diogo, para em Freamunde passar as férias escolares. Os pais, só têm férias em Agosto e, para ele não estar sozinho em casa vem para junto dos avós paternos uma vez que os maternos também ali se encontram. Como disse foi este o motivo da minha ausência durante esse período. Não foi por falta de assunto. Aliás, não fosse esse o motivo já me tinha referido a um de grande importância, o que vou fazer aqui e agora.
No dia vinte e seis de Junho realizou-se a assembleia de freguesia no auditório Fernando Santos, Casa da Cultura, à qual fui com o intuito de assistir, pois gosto de estar informado com os problemas da terra. Mas quem se der a esse “trabalho” passado pouco tempo abandona a sessão, pois o que para ali levam para tratar, não tem interesse para o público. Discutem-se assuntos de lana-caprina e os essenciais parecem querer escondê-los. Não assisti a todos, aos que assisti, deixou-me bastante incomodado pois ali só se defende o orgulho próprio. Parece que são mais importantes que os problemas que Freamunde enfrenta.
Concorrerem a deputados e passado uma ou duas assembleias de freguesia põem o seu lugar à disposição. É coisa que não se compreende. Depois de terem andado de porta em porta a pedir que votassem neles. É como digo que não compreendo.
Não dá para o comum dos mortais estar ali horas e horas a ouvir assuntos como: as silvas à minha porta não são cortadas. Não taparam uns buracos. O fontenário e o lavadouro da Fonte dos Moleiros não têm água. Não se lembram como deixaram Freamunde.
Depois há como disse alguém, não ouvi, já me tinha ausentado pois nessa madrugada tinha de me pôr a pé cedo para ir apanhar o avião às seis e trinta para ir para França, que não sabia o que dizer à esposa dada a hora tardia em que acabou a sessão. É que sendo assim as esposas não acreditam que uma reunião que começou às vinte e uma horas e trinta minuto acabe à uma e trinta ou duas da manhã que dure aquela eternidade. É que dá para desconfiar do argumento.
 Assim proponho uma solução: porque não mudar a ordem de trabalhos. Os trinta ou quarenta e cinco minutos que se dá ao público porque não são os primeiros temas a discutir. Assim, havia temas para serem tratados e o público não necessitava de estar ali tanto tempo à espera para votar “faladura”. Também não dava o desconforto aos deputados de verem eles a abandonar a sessão.
Mas estou como me disse um amigo. - É o que eles querem. Assim não ouvem as críticas. - E têm razão. Quantos mais se forem embora menos críticas ouvem. Porque não usar o relógio e cronometrar o tempo despendido? É que assim falam, falam e não saem dali. Também sugiro que quando um deputado intervém devia levantar-se. Era a maneira de se puder ver quem fala. E… também uma questão de respeito. Quando não seja por isso ao menos para ver se ele se cansa de estar em pé e resolve calar-se. 
Assim a continuar podem crer que vão cair no desprezo dos Freamundenses. Quem não tem respeito por quem ali os pôs não merece o respeito deles.     

Nacos de vida. Poesia de Rodela:

Eterno viajante

Se a morte for tão doce como o vento,
em dias de verão, ai! quem me dera,
tê-la ali no portão à minha espera
para fazer o casamento.

Não temo as tuas garras podes vir
és de abraços abertos recebida
para que possas ser bem sucedida
quando esta alma suja, em ti, florir!

Que ninguém, por mim, reze nessa hora
façam de conta que eu me fui embora
e que volto amanhã a cada instante.

Sei lá se numa flor de primavera
ou talvez numa velinha de cera
Quero ser eterno viajante.