segunda-feira, 7 de julho de 2014

Respostas que se devem:

Depois do post que publiquei sobre o encerramento das piscinas municipais de Freamunde, recebi uma mensagem de Humberto Brito, Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, a esclarecer-me sobre o assunto. Diz ele:
“Caro Sr. Pacheco, as piscinas de Freamunde não serão encerradas. Foi equacionada a hipótese de ceder o espaço ao SC Freamunde como pavilhão. As piscinas precisam de uma intervenção de fundo dado o seu elevado grau de deterioração. E foi por isso que se equacionou a alteração da finalidade do edifício. Mas, para que fique claro, as piscinas de Freamunde não serão encerradas.
Cumps.
Humberto Brito”
Ao receber esta mensagem não podia calar-me. Assim dou conhecimento a quem me lê e aos “velhos do restelo” sobre a decisão equacionada pela Câmara Municipal de Paços de Ferreira. E, outra coisa não podia ser.
Freamunde que tudo o que tem se deve ao seu bairrismo e desenvolvimento não podia ver-se usurpado de uma infra-estrutura que é uma mais-valia para a sua população. Que houve e há erros mas os Freamundenses estão a leste deles. Que se ponham pessoas capazes à frente destes organismos e se peçam responsabilidades quando são de as pedir. Não é prescindir dessa regalia. Os Freamundenses, tudo merecem. 

domingo, 6 de julho de 2014

Há coisas que custam ouvir:

Mas ouve-se. E são casos para nos deixar preocupados. Corre à boca cheia que a Câmara Municipal de Paços de Ferreira tem intenções de encerrar a piscina municipal de Freamunde. Dizem para poupar dinheiro. Mas será que Freamunde tem de servir sempre de cobaia! Quando é preciso cortar em algo, Freamunde é logo apontado. Será que nas outras freguesias que compõem o concelho se passa o mesmo? Será que só dá prejuízo a piscina de Freamunde? Já com o votar abaixo das Lojinhas no centro cívico de Freamunde e o Lago não serviu de exemplo para mostrar como a Câmara Municipal de Paços de Ferreira despreza Freamunde. Julgava eu que era só a outra “senhora”.
Porque não fazer um estudo e ver o que dá mais prejuízo? Se a piscina de Freamunde ou a de Paços de Ferreira. É que assim é malhar sempre nos mesmos. Já aborrece. E… senhor Presidente da Câmara não “brinque” com a gente de Freamunde. Olhe que são do antes quebrar do que torcer.
 E o senhor na campanha eleitoral prometeu benefícios para Freamunde e não o seu contrário. Tenha em atenção que quem o ajudou a ser eleito também o sabe fazer destituir do cargo. Não nos queira pôr à prova. Somos humildes mas não gostamos que brinquem connosco.
Praticamente, tudo o que existe em Freamunde, devemos a Freamundenses que tudo fizeram para Freamunde ser o que é hoje. Na indústria, no comércio, na educação, na cultura, no desporto e mais várias coisas. Se somos o que somos a nós o devemos. Há muito que estamos adormecidos mas não abuse do nosso adormecimento.
Olhe que há vários anos, o senhor devia de ser criança, os sinos da igreja matriz, capelas de S. Francisco e S. António, tocaram a rebate por nos quererem tirar os CTT. E… olhe que a população de Freamunde compareceu ali em peso o que evitou tal retirada. Não queira passar por esse vexame.
E, aqui faço um apelo aos que compõem a junta de freguesia na pessoa da senhora presidente para que caso isso aconteça ponha o seu lugar à disposição do senhor Presidente da Câmara. Não aceite que brinquem com os Freamundenses. Se isso acontecer pode crer que tem a admiração dos Freamundenses. E se numas eleições posteriores concorrer como independente de certeza que tem uma maioria absoluta.
Se for para poupar dinheiro tenha o mesmo procedimento com a piscina de Paços de Ferreira. Se assim for certamente tem a compreensão dos Freamundenses. É que nós somos favoráveis ao comem todos ou não há moralidade.
Também sabemos que na sua vereação há quem não goste de nós. Temos verificado aqui em palestras que se refere a Freamunde como sendo Paços de Ferreira. O que com o senhor presidente não acontece. Quando vamos para algum lado devemos saber como, quando e porquê.
Quem me lê pode pensar que sou fanático por Freamunde. Nada disso. Sou frontal e digo o que muitos Freamundenses gostavam de dizer. Não me importo de criar inimizades. O que me interessa é velar por Freamunde. Não tenho muito por onde mas no que posso faço-o com sinceridade.
Por isso senhor Presidente da Câmara, Humberto Brito, antes de tomar qualquer decisão sobre o encerramento das piscinas de Freamunde, pense e repense. E tenha sempre em atenção quem é frontal com o senhor.
E termino com versos de António Rodela sobre;



Bairristas de Freamunde

Sou filho da semente das noitadas
e cheiro ao galinhaço dos capões
atiro mel às novas gerações
para que elas me sigam as peugadas!

Dizem que ser bairrista é doentio
sendo assim considerem-me um doente,
porque eu amo esta terra e esta gente
e tenho frio se ela tiver frio!

Minha mãe onde estiver se me ouvir,
obrigado por cá me vir parir!
Que este poema vá ser o mensageiro

desta minha alegria, grande amor,
e a transformar-se venha numa flor
do tamanho de Freamunde inteiro.

sábado, 5 de julho de 2014

Humor fim-de-semana:

Há um culturista que está a mirar-se ao espelho e repara que está todo bronzeado, menos numa parte. Resolve ir para a praia, enterra-se todo na areia e deixa de fora apenas a parte onde não está bronzeado. 
Entretanto passam duas velhotas e diz uma para a outra: - Olha para isto Emengarda! Não há justiça no mundo! Aos dez anos eu tinha medo disto; aos vinte anos eu andava curiosa sobre isto; aos trinta anos eu gozei-o; aos quarenta eu perdi-o; aos cinquenta, eu cheguei a pagar por isto; aos sessenta anos, eu cheguei a rezar por isto; aos setenta anos, até me cheguei a esquecer disto; e agora, que já tenho oitenta anos, estas porcarias até crescem assim na areia!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Depois de um interregno de uma semana eis-me de volta à minha escrita:

Por motivos familiares desloquei-me a França, mais propriamente à Ville de la Ricamarie, Saint Étienne, com a finalidade de trazer o meu neto Diogo, para em Freamunde passar as férias escolares. Os pais, só têm férias em Agosto e, para ele não estar sozinho em casa vem para junto dos avós paternos uma vez que os maternos também ali se encontram. Como disse foi este o motivo da minha ausência durante esse período. Não foi por falta de assunto. Aliás, não fosse esse o motivo já me tinha referido a um de grande importância, o que vou fazer aqui e agora.
No dia vinte e seis de Junho realizou-se a assembleia de freguesia no auditório Fernando Santos, Casa da Cultura, à qual fui com o intuito de assistir, pois gosto de estar informado com os problemas da terra. Mas quem se der a esse “trabalho” passado pouco tempo abandona a sessão, pois o que para ali levam para tratar, não tem interesse para o público. Discutem-se assuntos de lana-caprina e os essenciais parecem querer escondê-los. Não assisti a todos, aos que assisti, deixou-me bastante incomodado pois ali só se defende o orgulho próprio. Parece que são mais importantes que os problemas que Freamunde enfrenta.
Concorrerem a deputados e passado uma ou duas assembleias de freguesia põem o seu lugar à disposição. É coisa que não se compreende. Depois de terem andado de porta em porta a pedir que votassem neles. É como digo que não compreendo.
Não dá para o comum dos mortais estar ali horas e horas a ouvir assuntos como: as silvas à minha porta não são cortadas. Não taparam uns buracos. O fontenário e o lavadouro da Fonte dos Moleiros não têm água. Não se lembram como deixaram Freamunde.
Depois há como disse alguém, não ouvi, já me tinha ausentado pois nessa madrugada tinha de me pôr a pé cedo para ir apanhar o avião às seis e trinta para ir para França, que não sabia o que dizer à esposa dada a hora tardia em que acabou a sessão. É que sendo assim as esposas não acreditam que uma reunião que começou às vinte e uma horas e trinta minuto acabe à uma e trinta ou duas da manhã que dure aquela eternidade. É que dá para desconfiar do argumento.
 Assim proponho uma solução: porque não mudar a ordem de trabalhos. Os trinta ou quarenta e cinco minutos que se dá ao público porque não são os primeiros temas a discutir. Assim, havia temas para serem tratados e o público não necessitava de estar ali tanto tempo à espera para votar “faladura”. Também não dava o desconforto aos deputados de verem eles a abandonar a sessão.
Mas estou como me disse um amigo. - É o que eles querem. Assim não ouvem as críticas. - E têm razão. Quantos mais se forem embora menos críticas ouvem. Porque não usar o relógio e cronometrar o tempo despendido? É que assim falam, falam e não saem dali. Também sugiro que quando um deputado intervém devia levantar-se. Era a maneira de se puder ver quem fala. E… também uma questão de respeito. Quando não seja por isso ao menos para ver se ele se cansa de estar em pé e resolve calar-se. 
Assim a continuar podem crer que vão cair no desprezo dos Freamundenses. Quem não tem respeito por quem ali os pôs não merece o respeito deles.     

Nacos de vida. Poesia de Rodela:

Eterno viajante

Se a morte for tão doce como o vento,
em dias de verão, ai! quem me dera,
tê-la ali no portão à minha espera
para fazer o casamento.

Não temo as tuas garras podes vir
és de abraços abertos recebida
para que possas ser bem sucedida
quando esta alma suja, em ti, florir!

Que ninguém, por mim, reze nessa hora
façam de conta que eu me fui embora
e que volto amanhã a cada instante.

Sei lá se numa flor de primavera
ou talvez numa velinha de cera
Quero ser eterno viajante. 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O meu antigo lugar:

Era feio e ermo. Mesmo assim era onde vivia. Para ali fui viver em mil novecentos e cinquenta e quatro mais precisamente no mês de Junho. Digo Junho porque no primeiro dia que ali cheguei na entrada da minha ilha (rua) ter uma cascata ali exposta. Era uma ilha com cinco inquilinos. O senhorio era a família Brito da drogaria que existia na rua do Comércio com o mesmo nome.
Todos os vizinhos procuravam se entender para haver harmonia entre eles. As casas eram pequenas mas naquele tempo tudo era pequeno. A cozinha não dava para comermos todos ao mesmo tempo. A não ser uns sentados à mesa, que não era mesa, mas sim uma masseira, os outros no cimento do chão.
A masseira tinha este nome porque tinha duas funções: servir de mesa de refeições, tinha um tampo que dava para abrir, que depois de aberto, tinha um vão onde as mulheres - regra geral eram elas - amassavam a farinha para levar ao forno e dali aparecia a célebre broa de pão caseira. Parávamos ali pouco tempo porque o espaço não dava para mais. Tinha dois quartos e uma sala mas também de reduzidas dimensões. Mas era a minha casa e o lugar em que vivi vinte e um anos.
Ainda hoje guardo boas recordações de ambos. Assim como dos vizinhos, a maioria já não está entre nós. A família Sousa da Tipografia, depois na mesma casa, Zeca “Rabão”, a seguir Alberto “Mirra” e por fim Zé “Mula”. Na outra casa a seguir, pois elas uniam-se em quadrado, tendo duas saídas - uma para os quintais, cortes e retretes, a outra dava saída para o exterior - contando pela esquerda de quem entra na dita ilha, Maximino “Frita”, ou seja a minha família, fomos para a casa onde antes viveu a família “Malga”. Na outra a família Juca “Careca” que quando para ali fomos já ali morava há anos. Esta família para mim era a minha segunda família. Dávamo-nos lindamente. Ainda recordo as pombas de papo que o senhor Juca tinha. Estavam bem domesticadas que até vinham à sua palma da mão buscar alimento. A seguir a família do António “Coroa” que depois emigrou para África. Depois dele os pais do Chico do “Parrilhada” que passado tempos foram viver para Chaves. Assim, após o matrimónio do António “Carvalho” com a Bina “Pedra”, ali deram entrada como inquilinos. Fez casa e vagou esta que a partir daí os meus pais arrendaram dado o número de filhos e a escassez de aposentos da outra casa. Assim ficamos com duas moradias. Na outra, que perfaz as cinco casas, vivia a senhora Marquinhas viúva do pai do senhor Manuel “da Bouça” dono daqueles terrenos, depois vendidos à família Brito.
Ali havia um pouco de tudo. Nos quintais onde os seus proprietários cultivavam algumas culturas para o dia-a-dia ou mesmo para vender ou dar. Neles existia as chamadas estrumeiras. Para quem não saiba eram os excrementos fisiológicos do nosso corpo que juntamente com mato que se ia ao monte cortar tudo junto fazia-se o estrume que fertilizava os quintais e campos de lavoura. No lugar da Bouça havia umas quantas estrumeiras. Tantas, quantos moradores. Também havia os campos de lavoura.
De manhã cedo regra geral ouvia-se o berrar do gado, o chilrar dos carros de bois e o barulho do arado a sulcar a terra além dos brados dos agricultores ameaçando o gado bovino com a sua voz grave e o aguilhão sempre afiado. Como recordo esses tempos. E… que saudades dele.
Dos dias da cozedura do pão em que a minha mãe me mandava a casa do agricultor mais próximo pedir bosta fresquinha para tapar o forno. Era com este excremento que se tapava as fendas entre a tampa e orifício do forno. Coisas que se contar a esta juventude não acreditam.
Também lembro os dias ou manhãs, quando não tinha aulas, ia para casa do senhor Armando ajudar na lavoura. Tinha filhos de tenra idade e precisava de alguém à frente da junta de bois. Assim lá ia o Manel todo prazenteiro à frente da dita junta de bois. E dizia: anda russo! Acompanha amarelo! Era assim que se chamava a junta de bois.
Assim a minha contribuição dava para a esposa do senhor Armando, dona Lourdes, cegar erva e fazer o almoço ou a janta. Depois esperava pelo meio-dia ou tarde para jantar aquele arroz com feijão entremeado com chouriça e umas sardinhas fritas que a dona Lourdes ia confeccionar. Que farnel! E que saboroso! Ou seria da fome. Era das duas coisas. É que em casa dos lavradores podia não haver dinheiro mas não faltava géneros alimentícios.
Acabado aquele dia esperava por outro. Hoje quando passo no lugar da Bouça, ou seja, na rua da Bouça, vem-me à memória estas recordações. Sei que o tempo não se compadece com nostalgias.
Mas sabe-me bem recordar esses momentos. Assim hoje ali não há campos de lavoura, quintais para cultivar e muito menos estrumeiras. Esses terrenos deram lugar à construção civil. Por isso o meu admirar da falta de cheiro a estrume e bosta de boi.
E como intitulo: “O meu antigo lugar” deixou de ser lugar para ser rua da Bouça.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Não se pode agradar a toda a gente ao mesmo tempo:

Apresento este post para mostrar que não se pode agradar a gregos e troianos. Há sempre quem aproveite qualquer situação para fazer críticas destrutivas. Está no ADN do ser humano. Comentam conforme a ocasião. Se são os seus que estão ao comando de uma qualquer agremiação escondem a cabeça debaixo da areia por qualquer anomalia. Se são os seus adversários, tudo comentam e criticam. É o que se passa em Freamunde.
Não dão tempo ao tempo. Querem que em meio ano de governação resolvam o que outros em vários anos não resolveram. Ainda recordo de os ver a bater palmas aquando da inauguração do centro cívico. Acho que fizeram bem. Pois eu também fiquei contente com esse arranjo. Ainda recordo o prazer de certos noivos, após o casamento, virem tirar fotografias junto à fonte luminosa. Via e gostava do acontecimento.
Não sendo uma grande obra, entendo que Freamunde merecia melhor, mesmo assim regozijava com tal feito. Por isso o meu espanto quando a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Freamunde resolveram deitar abaixo as lojinhas. É que além do seu desmoramento as indeminizações foram bastantes caras. Diziam que havia um projecto para um novo centro cívico. O que nunca veio a acontecer.
Passados anos resolveram acabar com a fonte luminosa. Há muito que não brotava água. E fiquei estupefacto aquando do acabar com ele. Os mesmos que bateram palmas com a sua inauguração foram os mesmos a aplaudir com o seu desmoramento. Coisas impensáveis.
Sou dos que critica quando tenho que criticar e elogio quando é de elogiar. Agora dou tempo às agremiações para mostrar o seu valor. Caso não o mostrem faço a minha crítica mas dentro da urbanidade. Também tenho por hábito autenticar-me. Não tenho feitio de atirar a pedra e esconder a mão. Mesmo sabendo que com isso crio inimizades. O ser racional é assim que procede.