sábado, 29 de março de 2014

Humor fim-de-semana:

Certo dia perguntaram ao Sol porque não casava com a Lua, tão linda que ela era.
Ao que ele respondeu:
- Eu? Casar com essa gaja que, só porque é Nova, anda de Quarto em Quarto e de vez em quando aparece Cheia?
De igual modo perguntaram à Lua porque não casava com o Sol.
Esta, já habituada à má-língua do Sol, respondeu prontamente:
- O quê, casar com aquele “frouxo” que leva 12 horas para se pôr e outras 12 para se vir?

sexta-feira, 28 de março de 2014

Nacos de vida. Poesia de Rodela:

A fonte da verdade

Procuro nas minas d´água pura e fresca,
sem ela não respira mais um coiro,
longe do meu anseio as minas d´oiro,
não é lá que a humildade se refresca.

Porquê o lavrador não quer lavrar
em barras d´oiro as almas de baptismo?
Ele sabe que o fruto do egoísmo
não liga com o amor que nos quer dar.

Só tem paz quem na fonte pura bebe,
porque fica mais livre, limpo e leve,
para poder ouvir o coração.

De quem chora sem força p´rá beber
e seca já com sede de morrer
p´ra não ceder à fonte da razão!

quinta-feira, 27 de março de 2014

A bela arte de tirar mais um pedacinho:

Que a "política é uma questão muito séria para ser deixada para políticos", como notou Charles de Gaulle, já todos tínhamos reparado. Os dias severos que nos castigam sem folga apenas vieram acentuar essa incontornável verdade. Que a economia é, do mesmo modo, coisa demasiado séria para ser entregue às mentes de alguns economistas também já todos desconfiávamos.
Chega agora prova irrefutável desse facto. A economista Teodora Cardoso propôs nas jornadas parlamentares do PSD a criação de uma taxa aplicável a todos os levantamentos feitos por titulares de contas bancárias. Parece que esta genialidade está a ser discutida em Inglaterra - e a também presidente do Conselho de Finanças Públicas não vê por que motivo não hão de os portugueses puxar pela cabeça para encontrar modo de pôr a coisa em prática.
Resumidamente, Teodora Cardoso acha piada à ideia de o Estado nos obrigar a depositar nos bancos os nossos salários, as nossas pensões ou outros rendimentos. Para começo, não está mal. Depois, sempre que levantássemos dinheiro dessa conta, apanharíamos com um novo imposto. Que seria progressivo sobre o valor da despesa. Isto é: quanto maior fosse o levantamento, maior seria a pancada.
Exemplo comezinho: preciso de 500 euros para encher a despensa e garantir que ninguém passa fome lá em casa. Tenho duas possibilidades: ou levanto aos poucos e vou levando pequenas pancadas, ou levanto de uma só vez e levo uma valente cacetada. Seja qual for a hipótese escolhida, uma coisa é certa: o Estado vai-me sempre ao bolso.
Teodora Cardoso vê nesta manigância duas vantagens, pelo menos: incentiva-se a poupança (o dinheiro à disposição dos portugueses é, como se sabe, imenso: dá para gastar e poupar) e incentiva-se o investimento (pressuponho tratar-se aqui do chamado "bom investimento", seja isso o que for).
Não sou capaz de discutir tecnicamente a medida. Posso até acreditar que dela brotem muitas virtudes. Sobram dois problemas, ambos graves.
A consumar-se, esta medida violaria flagrantemente a minha liberdade. O Estado não tem o direito de me obrigar a pôr o meu dinheiro onde acha que é mais conveniente. Quando muito, o Estado tem o direito de saber se o meu dinheiro está num sítio recomendável. A consumar-se, esta medida transformar-se-ia num esbulho, numa encapotada forma de nos tirarem mais alguma coisinha do pouquinho que sobra, numa vergonha indizível aplicada a incautos contribuintes transformados em agentes ativos de novas experiências sociais.
Graças a Deus, este imposto "não existe em lado nenhum", disse a autora da proposta sem corar. Não chega para alívio: os tipos da troika adoram novas experiências. E o Governo tem sido um belíssimo parceiro nessa matéria. É ver os vergonhosos números da pobreza conhecidos esta semana...
No JN de hoje

segunda-feira, 24 de março de 2014

O espaço Sócrates:

Aos domingos como é do conhecimento público José Sócrates depois do telejornal das vinte horas tem ali o seu espaço. Quando foi convidado prontificou-se fazê-lo a título gratuito - ao contrário da maioria de outros comentadores - e sempre ali fez o seu comentário com contraditório quer por Cristina Esteves ou João Adelino Faria. Era programa que gostava de ver e quando não tinha oportunidade gravava-o. Ontem não tive apetite de ir ao café estar com os amigos e sintonizei a minha televisão no canal um para ver o telejornal e o referido programa de José Sócrates.
 Deitei-me no sofá e como tenho dormido mal de há uns dias a esta parte o sono foi mais forte que eu e assim fui levado por ele. Acordei e vi no ecrã da minha televisão uma luta acesa entre José Rodrigues dos Santos e José Sócrates. Fiquei aparvalhado. Pois não era suposto tal programa ter um contraditório tão aceso. José Rodrigues dos Santos estava a levar o debate para uma luta corpo a corpo ou um duelo. Acontece que nas lutas corpo a corpo ou duelos os lutadores sabem as armas que vão ser usadas. Aqui não. Rodrigues dos Santos sabia ao que ia e não deu a mesma oportunidade ao seu interlocutor. Quando assim acontece é cobardia.
Há entrevistadores que tudo fazem para ter um momento de glória. Foi o que pensou Rodrigues dos Santos. Só que o tiro saiu-lhe pela culatra. E, quando José Sócrates começou a desfilar os seus conhecimentos Rodrigues dos Santos começou a bracejar. Parecia um náufrago. É o que acontece aos nadadores quando não conhecem a praia. Atiram-se à sorte e depois pedem socorro. Era o que estava a acontecer com Rodrigues dos Santos.
De tudo isto deixo uns apartes aqui, aqui e aqui de pessoas que assistiram a toda a entrevista e mais vocacionados para temas de política que eu. Acreditem que vale a pena ler e fazer um juízo aos muitos comentários que quando mete Sócrates suscita esse rol. Depois dizem que não lhe dão importância.   

domingo, 23 de março de 2014

Em casa de ferreiro espeto de pau:

Tenho ouvido conversas e lido no facebook críticas construtivas e destrutivas sobre a actuação da Junta de Freguesia de Freamunde. É evidente que todas são bem-vindas mas sempre dentro do razoável. Mas quando são por cá dá aquela palha então o caso muda de figura. 
Se se tem vários elementos quer sejam da Câmara Municipal ou da Junta de Freguesia de Freamunde em trabalhos em Freamunde os meios são muitos e não compensam os gastos. Ouço isto nos cafés ou em grupo de amigos. 
Antes, na vigência da outra Junta de Freguesia, esses mesmos diziam que havia falta de meios e Freamunde estava necessitado de um arranjo total quer nas estradas, vias públicas, parque de lazer, arvoredo e passeios de acesso a peões. Agora, que tudo está a ser solucionado, aos poucos e poucos, que se vê obra e dinâmica, continuam as críticas.
 Comprou-se uma carrinha de três mil e quinhentos quilos para valer às carências antes sentidas, ou seja, não estar dependente das viaturas da câmara municipal, que se sabe vinham quando podiam e o trabalho não podia levar o seguimento desejado, há os que criticam que os funcionários da junta só andam na carrinha e não olham a meios para poupar combustível. Se calhar queriam que se comprasse uma carrinha para estar parada. Se assim fosse a crítica vinha em sentido contrário.
A propósito disso conto uma passagem numa visita a uma fábrica. Depois de várias passagens por vários pontos dessa fábrica um dos convidados viu um funcionário que não estava a fazer nada e admirado com a situação deu conta disso ao dono da fábrica. Recebeu como resposta o seguinte: não me importo que esse funcionário não faça nada porque é bom sinal. Enquanto ele está parado é sinal que as máquinas estão todas em laboração. Para uma melhor informação esclareço que a profissão desse funcionário era electricista.
Portanto deixem a carrinha da junta andar e que gaste combustível porque é sinal que o trabalho está a ser executado. Agora se for em passeios a belo prazer dos funcionários da junta há que denunciá-los mas não tem sido esse o caso. Mais a mais que não faltam fiscais. Porque é usual cada freguês ser um fiscal.
Agora uma coisa é certa. Se há críticas a fazer não pode ser a este executivo porque desde que tomaram posse puseram todo o seu saber ao serviço de Freamunde. Com isto não estou a fazer críticas ao outro executivo. Cada um cose com as linhas que sabe coser.
Mas uma coisa se vê. Dizem e é apanágio que quem assume estas funções a primeira coisa é fazer arranjos na área da sua residência. Não comungo deste dizer. Mas se assim fosse até nisto a Presidente da Junta de Freguesia está ilesa. Não reside em Freamunde e nem no concelho de Paços de Ferreira.
E… ainda para melhor prova uma das estradas em pior estado é que dá acesso à Junta de Freguesia de Freamunde. Por isso digo e reclamo a metáfora: em casa de ferreiro espeto de pau. 

sábado, 22 de março de 2014

Humor fim-de-semana:

Estava uma velhinha, na varanda da sua casa, na cadeira de baloiço, a descansar com o seu gato, reflectindo sobre a sua longa vida, quando de repente uma fada surge na frente dela e lhe diz que tem direito a 3 desejos.
- Bem… - diz a velhinha - gostaria de ser muito rica!
* PUFF * a cadeira de baloiço transforma-se em ouro puro.
- Uau… - gostava de ser uma jovem e bonita princesa!
* PUFF * ela transforma-se numa mulher jovem e bonita.
- Bem… - gostaria que transformasse o meu gato num formoso príncipe!
* PUFF * e diante dela fica um jovem varão mais formoso que qualquer um poderia imaginar.
A ex-velhinha fica embasbacada a olhar para o ex-gato agora todo jeitoso.
E então, com um sorriso de derreter qualquer mulher, o rapaz aproxima-se e sussurra no ouvido da ex-velhinha:
- Tenho a certeza que agora estás arrependida de me ter mandado castrar…

sexta-feira, 21 de março de 2014

Nacos de vida. Poesia de Rodela:

Aos entendidos

Passei por plagiador
por revoltado e vendido,
e também por vencedor
mas sempre fui um vencido.

Lá porque a vida me deu
o gosto de versejar
não tenho que ser sempre eu
em quem procuram “ malhar”.

Mas não deixo de fazer
aquilo que eu entender
p´ra agradar aos entendidos.

E se o que eu canto os chateia
hei-de espremer esta veia
p´ra castigar-lhe os ouvidos.