sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Evento.

Freamunde receberá, no dia 9 de Março, a 1ª Taça Cidade de Freamunde de Karaté, no recentemente inaugurado Pavilhão da Escola Secundária de Freamunde. A competição contará com a presença de, aproximadamente, uma centena de atletas, dando à população vários motivos para marcarem presença na assistência.
A organização do torneio é da responsabilidade do clube local (CKF - Clube de Karate de Freamunde) e conta ainda com o apoio da respetiva Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Paços de Ferreira.
A competição iniciar-se-á às 15h00 horas, com a atuação do grupo de bombos da Associação Pedaços de Nós a abrirem o espétaculo.

Nacos de vida. Poesia de Rodela:

A pele da honra

Levei longe de mais o meu orgulho
e a fome entrou-me em casa, sem chamar
era a raiva ali já p´ra se vingar
por eu não me vergar àquele entulho.

E foi muita a “lazeira” que passei,
com tanta gente à espera p´ra se rir
consegui levantar-me sem cair,
p´ra ninguém reparar que tropecei.

Os meus não aprovaram esta ideia,
não abdicaram do almoço nem da ceia
o presente é que conta para eles.

E não só, para toda a estupidez
infelizmente, só vêem fiz de mês,
eu renego vestir as mesmas peles.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Fazia hoje noventa anos de idade se fosse viva:

Por esse motivo quero lembrar o dia vinte e sete de Fevereiro de mil novecentos e vinte e quatro. São dias de calendário mas tornam-se especiais porque lembram algum acontecimento. E, este lembra-me o nascimento de minha mãe. Eram épocas difíceis para a sobrevivência de qualquer recém-nascido. A mortalidade infantil era uma constante. Mas a minha mãe sobreviveu e se fez mulher. Ainda bem.
Assim deu à luz no casamento com Maximino Ferreira Pacheco seis raparigas - uma morreu com pouca idade, se não eram sete - e quatro rapazes todos orgulhosos com a mãe que tiveram. Não nos pôde dar uma infância confortável. Deu-nos educação. Hoje agradeço-lhe essa dádiva.
Não sou pessoa de frequentar cemitérios ou de ir pôr um ramo a lembrar o aniversário. Assim, aproveito o dom que Deus me deu para lhe endereçar este texto. Porque o falar de quem já não está entre nós para alguns torna-se difícil. A mim não.
É esse o motivo que me leva a falar do dia vinte e sete de Fevereiro e dos noventa anos que fazia hoje se fosse viva, Maria da Glória Ribeiro Pacheco, minha mãe e, esteja onde estiver receba estas letras como um ramo repleto de flores pelo seu aniversário. 

Esta é a forma dos reformados agradecerem a Passos Coelho o que tem feito por eles:


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O concílio do Coliseu:

Levanta-te, e caminha"- disse o Rabi a Lázaro; e este levantou-se, impulsionado pela força divina. Milagre! Milagre!, exclamaram os que ao facto assistiram." A parábola da Ressurreição, ou do Ressurrecto sobreveio-me à memória, quando assisti a um morto, não só político, mas sobretudo moral, emergir do mundo das trevas. Foi no congresso do PSD, quando Pedro Passos Coelho fez ressurgir Miguel Relvas das tumbas da calamidade para ocupar um lugar importante da direcção do partido. Entre a perplexidade e a repulsa, os sentimentos dos circunstantes dividiam-se. Mas a notícia não deixou de ser escabrosa. O título académico de "doutor", "dr." Miguel Relvas, voltou a circular entre as afirmações dos dirigentes mais importantes do PSD, como se a ressuscitação da criatura reabilitasse a própria mentira.
Passos Coelho é um homem em constante sobressalto, tomado de pequenas angústias quotidianas. A necessidade de se impor provém das pessoais inseguranças. E a reabilitação de Relvas, assim como a expulsão de António Capucho, possui, somente, um significado: quero, posso e mando. Não é novidade. O que ele tem feito ao País é a injunção de ideias confusas, desordenadas, que pertencem a outros e que ele mistura no almofariz de uma certa perversidade.
Disse, no congresso, de que estamos melhor do que há dois anos. Mentira. E mentira desaforada. Também disse que o PSD nunca se afastou da "matriz" social-democrata. Mentira e ignorância. Nem nos seus melhores tempos o PSD foi, alguma vez, social-democrata. Aliás, a mentira e a ignorância tornaram-se razões no discurso dele e dos seus.
Passos Coelho pertence à geração da insignificância que povoou a Europa de fatuidades, por ausência de cultura política e geral, e por cansaço e desistência de quem tinha a obrigação de defender e de desenvolver os testamentos legados. Não é só ele. Marcelo Rebelo de Sousa é outro, acaso mais responsável porque lê, pelo menos é o que se diz.
Ele foi o bobo da festa, no conclave do Coliseu. Tem a tineta de açambarcar os holofotes, e quando viu que a ocasião era propícia, saltou para o tablado e fez rebolar de riso os circunstantes. Passos concedeu-lhe a esmola de um escasso sorriso, enquanto a barriga do ministro Miguel Macedo saltava de gozo e satisfação, por igual insanos.
O congresso do PSD para nada serviu, a não ser o de congregar, para as televisões e para o retrato de grupo, alguns "notáveis" desavindos, e demonstrar a falta de carácter de outros, fingidamente esquecidos das afrontas de que têm sido alvo, por Passos Coelho. Ele é que quer, pode e manda. Tem-no comprovado com minuciosa implacabilidade e extrema frieza. Já o disse e escrevi: este homem é muito perigoso.

BAPTISTA BASTOS
 no DN de hoje

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Estás melhor do que em 2011?

A democracia a estes tudo deu. Ao contrário eles deram pouco à democracia. Aliás, são gente do antes tirar do que pôr. Por isso levaram o País ao estado que está. Que o diga o sujeito da última fotografia. As aves de rapina comparadas com estes cromos são umas santas porque só rapinam quando têm fome. Ao contrário destes.