domingo, 5 de janeiro de 2014

Adeus Eusébio:

Há muitos anos que deixou de jogar futebol mas manteve sempre o seu estatuto de Rei no futebol. Não teve uma carreira de treinador. Há jogadores que foram do melhor como jogadores mas não tinham vocação para treinar. Não se pode ter tudo. Mas uma coisa teve. A lealdade para com o Sport Lisboa e Benfica. Assim como o clube teve para com ele. Nunca o desamparou. É gratificante quando se vê a entidade empresarial segurar o maior ídolo.
Há vários clubes assim mas não muitos. Pelo menos em Portugal. Também não há muitos clubes a ter reis com Eusébio. Por isso os benfiquistas estão tristes e contentes por ver o que um homem é na vida do seu clube. Um clube não se torna grande pela soma dos troféus. O que o torna grande é a humildade e o modo como são tratados os seus atletas. E… quer queiramos ou não o Sport Lisboa e Benfica é um exemplo neste capítulo.
Por isso é digno ver o que a comunicação mundial diz de Eusébio e do Benfica. Pode-se morrer fisicamente. Mas a obra essa permanecerá para todo o sempre. Quantos se aproveitam desta situação para melhorar a sua conduta. Mas coitados.  

sábado, 4 de janeiro de 2014

Humor fim-de-semana:


Diz o ginecologista à paciente:
- O seu clitóris parece a tampa de uma caneta BIC!
- Porquê? Está azul?
- Não, está todo mordido!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Passagem de ano ou virada de ano:

Já escrevi várias vezes que não ligo grande coisa à passagem de ano. Desde que me lembro os momentos em que senti maior alegria com a passagem de ano foi nos anos mil novecentos e setenta e um e dois mas por motivos pessoais. Cumpria serviço militar em Balacende, Angola, e ansiava que esses dois anos passassem rápidos para vir para o seio da família e amigos. Eram tempos difíceis e a distância era longa.
Depois sempre vi nas comemorações da passagem de ano uma forma de consumismo. Não digo que não deva haver. Sabe-se que o comércio, turismo e outras activades que asseiam pela chegada destas datas para que as finanças renasçam. Mas uma coisa é ser solidário com as necessidades destas instituições e outra é compreender a maneira exuberante como se festeja a vinda de um ano que à partida sabe-se que para os portuguese ainda vai ser pior. Só por puro narcisismo.
Mais a mais que não é uma passagem. Quando se dá uma passagem a pessoa ou coisa que a recebe assume o activo ou passivo. Mas aqui não. Os problemas transitaram e a vinda de outros está por breve. Ao menos se se pudesse varrer para debaixo do tapete como muitos fazem com o lixo ainda tinha atenuantes. Sendo assim têm razão os brasileiros de chamar à passagem de ano virada de ano. Porque a passagem de ano não foi mais que um virar de página. Tudo ficou igual. Quem devia ser passado ainda ganhou mais benesses.
Cavaco Silva sem pudor não se importa de prejudicar sempre os mesmos. E beneficiar os da sua laia. Que pena não lhe acontecer o mesmo que a Afonso VI. Não vejo personagem mais real para esse papel. Não tem cabimento nenhum no que faz, ou seja, o que faz é o que lhe mandam porque não tem voto na matéria e há quem diga que o mesmo acontece a ele como com D. Afonso Henriques. Passo a explicar:
Quando o jovem D. Afonso Henriques teve de assumir o poder da nação foram-lhe detectadas uma série de complicações psiquiátricas. Por esse motivo teve-se de se arranjar um substituto para tomar o lugar sem que o povo se apercebesse. Egas Moniz que tinha um rapaz à sua guarda da mesma idade e sexo viu nisso a forma de remediar a situação. É o que sempre ouvi dos “mentideiros”. Portanto não dou como seguro.
Assim como não dou como seguro como alguém disse há tempos que não é Cavaco Silva quem aparece na televisão e que toma as muitas más decisões mas sim um sósia. Duvido e não. Mas vendo as coisas há algo de real. Quem viu o primeiro mandado de Cavaco Silva fica perplexo com as decisões de hoje. Quando invectivava os jovens para a insubordinação no governo de Sócrates porque o povo não aguentava tantos sacrifícios este era o verdadeiro Cavaco Silva. Por isso a minha desconfiança por tal mudança. E não concordo com a passagem de ano. Porque o que está a acontecer é como dizem os brasileiros: viragem de ano: 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O presidente no seu melhor:

A mensagem de Ano Novo dita ontem aos portugueses pelo presidente da República é um bocejo. São seis páginas de conversa mole e desinteressante em que Cavaco Silva mostra como politicamente é: um monumento ao taticismo e ao equilibrismo, de modo a não chatear Deus, nem incomodar o diabo.
Ao dar uma no cravo e outra na ferradura, como diz o povo, o chefe de Estado mostra, por outro lado, toda a sua fragilidade enquanto ator político. Num tempo que reclama decisão e ação, o presidente da República escolhe a lassidão (política, claro).
Cavaco Silva está metido na trincheira que o próprio cavou quando, na crise do verão quente de 2013, tentou transformar um triângulo num quadrado, tese em que ontem insistiu, ainda que de maneira mais sibilina. A embrulhada do "compromisso de salvação nacional" foi de tal forma mal gerida e teve um tal resultado que, agora, o chefe de Estado não pode, sob pena de abrir o flanco, tecer um encómio ao Governo ou, ao invés, dirigir-lhe uma crítica mais severa - seria imediatamente acusado de estar a tramar Passos, por quem, como se sabe, não morre de amores.
Piscar o olho a Seguro é, igualmente, possibilidade fora de causa. A inversa também é verdadeira. Um elogio ou um ralhete ao líder do principal partido da Oposição seriam tomados como uma ajuda ao Governo e uma afronta ao PS.
É por estar metido nesta camisa de onze varas que o chefe de Estado nos presenteou com pérolas do seguinte calibre:
- "O desemprego manteve-se em níveis muito elevados". Ai sim?
- "Orgulhamo-nos de viver numa democracia consolidada". Viva!
- "No ano findo, surgiram sinais que nos permitem encarar 2014 com mais esperança". Consta que o comum dos portugueses ainda não avistou tais "sinais", apesar de redobrados esforços para chegar ao final do mês com os bolsos mais compostos.
- "Há que reconhecer o extraordinário esforço feito pelos nossos empresários e trabalhadores". Ai sim?
- "Há razões para crer que Portugal não necessitará de um segundo resgate. Um programa cautelar é uma realidade diferente". A sério?
Há um ano, o presidente da República mandou o Orçamento do Estado para o Tribunal Constitucional, por entender que os gigantes sacrifícios pedidos aos portugueses afetavam "alguns mais do que outros", facto que naturalmente lhe suscitava "fundadas dúvidas".
Este ano, apesar da violência da crise continuar a manifestar-se em todo o seu esplendor, Cavaco não esclareceu sequer se pretende pedir aos juízes do Palácio Ratton ajuda para descortinar eventuais problemas no Orçamento. A razão é simples: o presidente da República odeia, mas odeia mesmo, meter-se em (inevitáveis) problemas antes do tempo.
No JN de hoje

As pessoa não aguentam:

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Quem devia acabar hoje era o governo:

Caminhava pela rua fora com dificuldade. O peso dos dias fazia-se sentir no seu “lombo” além do saco de sarapilheira com os poucos haveres que sobraram dos trezentos e sessenta e cinco dias. Sabia que o seu fim estava por horas. Por isso o arrastar pelas ruas da sua terra para todos verem o quanto é difícil chegar a velho. Nestas situações todos esperam a sua “ida” com alegria. Fazem festas. Gasta-se rios de dinheiro para comemorar a vinda de outro. Desde que o Mundo é Mundo é o que tem acontecido.
Mas se olharmos para o passado cada vez mais somos contemplados com anos piores. Mesmo assim continua-se a gastar rios de dinheiro para termos anos piores. O povo enlouqueceu. Fazem-se greves por tudo e nada. Porque não para mantermos este ano sabendo de antemão que vem aí um ainda pior. Mesmo assim este não foi tão mau como o que substituiu. Conseguiu a reposição de certas regalias sociais através do Tribunal Constitucional o que veio dar mais folga às finanças dos portugueses. Por isso não compreendo a ânsia de o mandarem embora. Usa-se dizer: “atrás de mim virá quem bom me fará”. É o que vai acontecer. Embora este fizesse esquecer o de dois mil e doze. Assim, aconselho a não se exorbitarem com a vinda do de dois mil e catorze porque as uvas passas vão sair estragadas.  
Depois desta reflexão vai continuar pela rua fora com dificuldade e o saco de sarapilheira com os poucos haveres que conseguiu juntar. Aliás, o que este governo permitiu que juntasse: miséria! Não se envergonha da sua situação. O mesmo está a acontecer a ele como aos idosos deste País. Só que com os idosos não lhes fazem festa e gasta-se rios de dinheiro: esperam que morram. 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Todos os dias são dias de aniversário:

Mas o de trinta de Dezembro tem muito de especial. Mais a mais quando é o oitavo na “construção” de um homem. Sim! Que de pequenino se torce o pepino. E o Diogo vai sendo torcido para essa construção. Os primeiros anos fê-los em casa dos avós paternos. Ali soprava as velas - conforme os anos - do bolo que a avó “Bina” lhe confeccionava. Enchia o peito de ar e de uma assentada punha a sala às escuras. Quem passa por estas situações sabe que ao acender as velas apaga-se a luz eléctrica do local onde se esteja a festejar o aniversário. Seja na cozinha, na sala ou na garagem. As crianças sabem isso. E… regra geral, nestas situações gritam: aaapppaaaggggaaarrr aaasss llluuuzzzeeesss. É uma gritaria em uníssono. Depois cantam: Parabéns a você, nesta data querida, muita felicidade, muitos anos de vida / hoje é dia de festa vivam as nossas almas para menino Diogo uma salva de palmas / Tenha tudo de bom do que a vida contém, tenha muita saúde e os amigos também". / Hoje o Diogo faz anos. Porque Deus assim quis. O que mais desejamos. É que seja feliz!
Mas sabe bem ouvir e ver a alegria do aniversariante e convivas. Não se importam do bolo. O que querem é brincadeira. E em redor lá escolhem os jogos a jogar: Play Station, Legos, Monstros, Aéreos, Futebol, querendo aqui imitar o Cristiano Ronaldo e que o aniversariante regra geral tem de ganhar. É que se assim não fosse a festa ficava estragada.
Ao ver a realidade de hoje vou ao baú das minhas memórias e recordo a malga de café com um trigo de quatro cantos que a minha mãe oferecia aos filhos quando faziam anos. Tempo difícil e pobre. Para dar essa prenda as finanças semanais iam padecer. E para demonstrar essa pobreza nesse dia não se dizia, aniversário. Dizia-se: fazer anos. Hoje tudo é diferente. Mas… nestes últimos aniversários do Diogo quase que aposto que não se importava de ser uma malga de café com o trigo de quatro cantos e em casa dos avós paternos. Não pode ser por força das circunstâncias. Tem de ser em La Ricamarie, S. Étienne, França, sua segunda terra e Pátria. Quase que aposto que trocava todos os presentes a receber por poder celebrar o aniversário na sua terra (Freamunde) e no seu Portugal. Mas como a situação não o permite que tenha um melhor aniversário que os outros sete.
De certeza que não vai ter muitos miúdos para apagar as oito velas. Assim como não se vão sentar em redor e escolher os brinquedos. Mas de uma coisa estou certo. Vai ligar o “brinquedo” do seu pai para brincar e apagar as velas, não na presença real dos seus avós, mas na virtual, nessa coisa maravilhosa que se chama computador e internet. E assim os avós, tia e primo paternos vão estar a assistir ao sopro das velas dos seus oito anos.
Que venham cheios de felicidade são os votos dos teus avós Manel e Bina, tia Sónia e primo Duarte.