domingo, 21 de outubro de 2012

O moribundo quer-se agarrar à vida:


O Governo estava em coma, mais para a morte do que para a vida. Reapareceu e notou-se o seu desespero para mostrar que está a gravitar por essa mesma vida. Paulo Portas aliviou-lhe as dores mas não curou a doença. Após três dias de silêncio, quando todos julgavam que Paulo Portas ia desligar a máquina da vida, este deu mais algum tempo para Passos Coelho resolver o que tem de resolver.
A seriedade deste Governo há muito que anda fugida embora só a partir de sete de Setembro se tenha manifestado mais. Nem a Nini com os seus quinze anos lhe valeu. Agora é de toda a maneira e feitio. São as falcatruas. Hoje aplica-se uma medida, amanhã outra sempre em nome da troika. Aplicam medidas que não constam no memorando.
É ver a triste figura do Sôr Álvaro na Assembleia da República. Não soube compreender as três palavras que Victor Gaspar lhe dirigiu: “Não há dinheiro”. Vem agora armado em guerreiro, malhar em toda a gente. Só diz aleivosias. Não se lembra que está a ser usado como um peão é usado no jogo de xadrez. Vai à frente tentando romper contra tudo e todos e não sabe que é o primeiro a tombar. O PSD como não tem cão caça com um gato.

sábado, 20 de outubro de 2012

Humor fim-de-semana:


Depois de passar a noite com a amante, o sujeito entra em casa e percebe que está com um arranhão na cara. Vendo o gato deitado no sofá, ele tem a brilhante ideia de dar um piparote no bichano, que solta um desesperado Miauuuuu!!!
A mulher acorda assustada e pergunta:
- Que barulho foi esse?
- Foi o estupor do gato! - responde o marido, fazendo uma cena - Entrei em casa e ele atirou-se a mim, arranhando-me!
- É verdade! Concorda a mulher. Este gato está impossível! Olha só o chupão que ele me deu no pescoço!  

Dar de comer a quem tem fome e dar de beber a quem sede:


Este preceito foi-nos ensinado por Jesus Cristo. “ - Eu estava faminto… e me destes comida”, “ - Eu tinha sede... e me destes de beber”.  Estas duas frases são o bastante para qualquer ser humano pensar e repensar. A formação do ser humano não se vê pelos estudos, pelo que ensina, se se está destituído destes valores. Que interessa um burro carregado de livros se não os sabe ler!
Fiz este intróito para falar do caso da criança que foi proibida de almoçar pelo motivo dos pais não ter pago a mensalidade. Esperei para ver se tinha veracidade. Hoje li que afinal a criança comeu uma sandes separada das restantes crianças. Se a notícia que a criança teve de estar junta das outras a vê-las comer era grave o pô-la numa sala separada das outras crianças a comer uma sandes torna-se gravíssimo.
Não compreendo o método de requisição da alimentação. Se a criança estava em falta de pagamento de certeza a escola não requisitou refeição para esse dia. O que à partida a criança não almoçaria. Se  fez a requisição para quem foi a refeição? 
Há decretos-leis que proíbem o corte a qualquer empresa por falta de pagamento de uma mensalidade, caso das operadoras de telemóveis e afins. E, aqui trata-se de bens de somenos importância e feita a adultos. Neste caso não vi qualquer referência se havia ou não atraso no pagamento de outras mensalidades o que me faz pensar que não. O que me faz prever uma vingança da directora sobre os pais mas quem sofreu no estômago foi a criança. 
Espero que aos filhos da directora, se é que os tem, que não venham um dia a sofrer o mesmo que esta criança sofreu. Andamos a educar crianças e não a marginá-las. Só não sabe dar valor ao desprezo a que esta criança, foi dado, quem nasceu num berço de oiro e não sabe o que é fome.
Em criança deslocava-me diariamente à cantina escolar que distava um quilómetro da minha casa para tomar uma malga de leite em pó e um pão com queijo amarelo e ao almoço uma malga de caldo. Ficava radiante. Se por qualquer motivo me fosse negado ainda hoje renegava o autor dessa “façanha”.
Também vi hoje no Facebook o pedido de apoio à directora. Por mim espero que receba uma onda de protestos pela sua atitude. Aqui vai o meu neste texto. Sei que quando isto acontece os lambe botas aparecerem a solidarizar-se com os seus superiores. É o corporativismo a funcionar.
Peço ao Ministério da Educação para que ande em cima deste caso porque prevejo que à criança e seus pais vai haver vinganças.  

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Manuel António Pina:


Hoje através da comunicação social soube da sua morte. Há um ano e três quando se deslocou a Freamunde para ser condecorado como Sócio Honorário da A. C. R. Pedaços de Nós constava-se que tinha problemas de saúde. Notava-se a sua fragilidade mas nunca se pensava que fosse por tão pouco tempo. Sabe-se que a vida não é eterna. 
Também quando se morre é usual perdoar todos os seus males e enaltecer as poucas virtudes que se têm. Não era o caso de Manuel António Pina. Via-se que irradiava bondade.
Fiz umas gravações da pequena festa que A. C. R. Pedaços de Nós lhe fez e fui-lhe pedir autorização para fazer uso da sua imagem num vídeo que tencionava fazer, como faço com a maioria de quem filmo e, foi-me dito com uma simpatia admirável que estava autorizado e nem era preciso a pedir. 

Comecei a admirá-lo pelos textos, "Por outras Palavras", que escrevia na última página do Jornal de Notícias. Nunca percebi porque era na última página. 
O que é certo é que todos dias lá ia ao JN para ler o artigo. Aliás, faço-o com dois jornalistas que para mim são o melhor que há no jornalismo português: Manuel António Pina no JN e Ferreira Fernandes no DN
Há tempos que não via os artigos de Manuel António Pina e alguma coisa me dizia que algo se estava a passar. Sei que os seus escritos incomodavam muita gente e pensava que alguém conotado com o governo o queria calar nunca pensando que era um ser superior que o ia calar para sempre. 
O Blogue Coisas que Podem Acontecer, na minha pessoa, envia à viúva, restante família e amigos mais próximos os sinceros pêsames. 
Pessoas assim não morrem. Desaparecem. 

Freamunde x Benfica:


Não criou supressa nenhuma a vitória do Sport Lisboa e Benfica sobre o Sport Clube de Freamunde. Foi como escrevi há dias: era o confronto entre David e Golias. Mas o que interessava era a festa do futebol e quanto a mim isso aconteceu. É bonito quando o David sabe receber o Golias. E nisto Freamunde deu uma lição a quem vem cá por bem. Quando assim é devemo-nos sentir orgulhosos. Sabíamos de antemão que a taça não é para nós, quanto muito, era mais uma ou outra eliminatória. Acho o resultado um pouco exagerado.

Boa sorte para o Sport Lisboa e Benfica em tudo que está metido mas principalmente na Taça de Portugal porque quanto mais longe for eleva o seu nome e o do Sport Clube de Freamunde.
Aos jogadores do Sport Clube Freamunde um bem haja pela abnegação posta em campo enquanto tiveram força e mais sorte ainda para os jogos do campeonato que é essa a nossa verdadeira ambição.      

A honra no sítio errado:


VIRIATO SOROMENHO MARQUES

O primeiro-ministro (PM) no mais recente debate parlamentar afirmou: "Eu pertenço a uma raça de homens que honra os compromissos do país." E continuou num registo onde se identificava a conduta do indivíduo singular com a acção do governante. O que o PM não parece compreender é que as dívidas de um Estado não são as dívidas de uma família ao merceeiro da rua. O lema de conduta do estadista é o "salus populi" (o bem público). A responsabilidade do PM é para com o povo português. Para com a sua segurança e liberdade. A honra do homem e a prudência do estadista não se contradizem necessariamente, mas também não se confundem. Quando o rei de Leão, Afonso VII, cercou Guimarães para quebrar a vontade independentista do jovem Afonso Henriques, foi a palavra de honra do seu aio, Egas Moniz, que fez levantar o cerco. Contudo, o fundador do reino de Portugal seguiu o seu rumo. Mudou a capital para Coimbra e invadiu a Galiza. A honra de Egas Moniz foi salva com a coragem moral e física que o levou a Toledo, colocando a sua vida e a da sua família nas mãos do rei a quem tinha prometido o impossível. Afonso VII perdoou ao homem, comovido pela sua dignidade, e foi obrigado a reconhecer a grandeza do seu primo, o nosso primeiro rei. Invocar a honra para justificar uma austeridade suicidária, em vez de arriscar uma estratégia que permita, em diálogo firme com os nossos aliados e adversários na Zona Euro e na troika, um novo caminho nacional e europeu que salve a esperança, é o erro imperdoável do PM. Se tivesse a grandeza do estadista, teria o país a apoiá-lo, nos sacrifícios internos e na coragem externa. Assim, sem a grandeza do rei, nem a honra do aio, o PM corre o risco de se confundir com a teimosia servil que, na Idade Média, era o atributo dos lacaios. «DN»

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Lágrimas de saudades:


Como acompanho diariamente, as redes sociais através da Internet, deparei com esta excelente carta enviada por Pedro Marques ao Senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Esta carta tocou-me no coração. Como ele, estive ausente por duas vezes de Portugal Continental, em Angola no serviço militar e na Madeira a trabalhar. Pedro Marques de certeza brotou algumas lágrimas na partida mas ainda vai brotar algumas mais amargas. Quando estiver sozinho e recordar a sua família, seus amigos e a sua Pátria. Acreditem que isto é uma verdade e quem o diz não tem vergonha de o fazer.
Quantas vezes, queria que isso não acontecesse, mas as lágrimas não se separavam das saudades da esposa, filhos, pais, irmãos e amigos, festas anuais, das Sebastianas e outras. Ainda hoje corre pela minha face de vez em quando mas estas agora vão no sentido do meu filho, sua companheira e neto que como Pedro Marques foi à conquista de melhor vida para França.
Os tempos são outros. Hoje temos uma tecnologia que nos leva em segundos a percorrer o mundo e pôr-nos em contacto com quem quer que seja especialmente os nossos familiares. É o que faço diariamente para matar saudades do meu filho, companheira e especialmente o meu neto, através do Facebook. A partir daí fico melhor e se sai alguma lágrima esta é de alegria. Pelas brincadeiras do meu neto (Diogo), pelas conversas tidas e pelo francês que às vezes aplica – está no segundo ano da primária - e eu pouco percebo. Pedro Marques também o vai poder fazer mas nunca é como a presença física. 
A todos os emigrantes aqui vai um conselho. Nunca esqueçam Portugal porque mesmo magoado e mal tratado não deixa de ser a nossa Pátria. Estas pessoas que nos governam vão passar e julgo que melhores tempos vão voltar mesmo que tenham posto o nosso maior orgulho de pernas para o ar.