sábado, 7 de abril de 2012

Páscoa. Dia de reconciliação


Humor de fim-de-semana:

Uma mulher vai a uma casa de tatuagens e pede ao tatuador para desenhar um coelho da páscoa e a inscrição "Páscoa Feliz" na nádega direita. O cara diz que sim e começa o trabalho. O resultado é perfeito. O coelho parecia ter vida.
Não satisfeita, a mulher pergunta se era possível fazer uma tatuagem do papai Noel com a inscrição "Feliz Natal" na nádega esquerda. O sujeito mete mãos à obra e mais uma vez o resultado é perfeito.
Depois de pagar e quando a mulher se preparava para sair, o cara resolve perguntar:
- Desculpe, mas porque essas tatuagens tão incomuns?
Responde a mulher:
- É por causa do meu marido. Diz que entre a Páscoa e o Natal nunca há nada de bom para comer lá em casa...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Clubismo só encapotado


 por FERREIRA FERNANDES Ontem 27 comentários

"De João Gobern só havia a esperar, mesmo em pleno estúdio de televisão, que ao saber de um golo dramático do Benfica, o saudasse. O que fazia ele no estúdio de televisão? Opinava sobre futebol. Pois foi o que Gobern fez, e bem, de punho no ar. Ao contrário do que pensam os geómetras das linhas de passe e os aritméticos da situação de um para um, o futebol não é nada disso, é um jogo, é paixão. Esses nossos parolos cientistas da bola que falam dela como ninguém usa no mundo do futebol televisivo, exceto por cá, fazem passar a objetividade da opinião em futebol como uma virtude, quando é uma forma capada de o contar. As melhores páginas em língua portuguesa sobre futebol são de Nelson Rodrigues, cegueta incapaz de ver o relvado do meio da bancada do Maracanã, mas que narrava um jogo como ninguém, só iluminado pela cegueira pelo seu Fluminense. Soubessem as televisões o que é o futebol e só tinham gente sincera e talentosa a torcer pelos seus clubes ou, então, quem se derreta seja pela bola colada ao pé esquerdo de Messi, seja pela arrancada de galgo de Cristiano, torcendo pelo mais belo jogo do mundo. Gobern foi despedido por se emocionar com o futebol - quando essa era uma das justificações para ele ter sido escolhido. Entretanto, continuam os trios de amanuenses, cada um posto lá porque a direção de um clube o escalou, e que fingem que são imparciais em qualquer penálti, seja na "nossa" área, seja na "deles"."

Pode parecer declaração de parte interessada, mas não é. E dá-me igual que pensem que é. por PRD, Qui 05/Abr/12

"Entendo o futebol como entendo a música ou o cinema, a literatura ou a culinária: todos temos os nossos gostos, as nossas preferências, e isso não faz de nós piores pessoas. Pelo contrário: faz de nós pessoas - logo, melhores pessoas.

Quem comenta, critica, analisa, estas artes e actividades, não deixa de ter preferências pelo facto de comentar. Lembro-me sempre do meu pai, que muitas vezes me dizia que só valia a pena dizer mal do restaurante que nos desilude por ter obrigação de ser bom, não daquele que sempre foi mau. Ou seja, merece bola preta aquele de quem esperamos cinco estrelas e não nos convenceu.
Neste quadro, não consigo perceber a polémica que envolveu o meu amigo, “sócio” e compadre João Gobern – e o consequente afastamento do programa Zona Mista, na RTP-I. O facto de ser benfiquista nunca fez dele, um comentador menos rigoroso (até já ouvi acusações de que era excessivamente exigente para com o Benfica...), e não conheço um só amante de futebol que não vibre com as vitórias do seu clube. É o mínimo. É o âmago da coisa.
Entender o futebol como ciência e tratá-lo como assunto político – em que cada clube é um partido – é absurdo, estapafúrdio, e paradoxal com o próprio futebol, na essência uma actividade lúdica e que naturalmente legitima paixões. Não perceber isto é levar a vida demasiado a sério – “não bom”, como gosto de dizer...
Como se não bastasse, o caso serviu para alimentar a gritaria sobre o serviço público de televisão. Já percebi que agora é mesmo assim: qualquer coisinha que ocorre nos canais estatais de comunicação e aqui-del-rei que é o serviço publico e o povo a pagar e o catatau. Fica escrito: os mesmos que agora reclamam ainda vão ter muitas saudades do tempo em que havia dois canais de serviço publico de televisão. Como vão ter saudades da inteligência, do saber e do falar português (tão cada vez mais raro...) que o João levou à Zona Mista."
Ao ler estas duas crónicas só posso estar de acordo com os seus autores. Se aos comentadores fosse exigido fazer uma declaração de interesses, na certeza porém, que os consumidores destes programas não estranhavam tal atitude vindo de João Gobern, Bruno Prata ou de quem quer que seja. 
Se nestes programas não se pode manifestar com qualquer gesto, uma alegria, mais vale amarrar-lhes os braços, não mostrar a cara, sempre de cabeça para baixo para não se ver os gestos faciais, - tipo Victor Gaspar a ouvir as intervenções de João Galamba nas Comissões de Inquérito – para assim mostrar a sua imparcialidade. Não percebo qual a finalidade do programa, Zona Mista, ter como comentadores um simpatizante do Benfica e outro do Porto se estes não se podem manifestar. Ponham lá outros de clubes inferiores. 
Se em lugar de um gesto de alegria fosse de desagrado por a sua equipa ter sofrido um golo talvez não houvesse o mesmo procedimento. 
A não ser que a direcção da RTP compare este gesto ao de Manuel Pinho na Assembleia da República. O de Manuel Pinho foi de repúdio - insulto. O de João Gobern de paixão. Para que casos como o de João Gobern não aconteçam ponham lá robôs. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Páscoa:


Replicam por mais que uma vez! Dlim dlam dlim dlam. São os sinos da Igreja Matriz, da Capela de S. Francisco e S. António em Freamunde a anunciar a saída do Compasso Pascal. O povo aglomera-se no adro da igreja - a missa das sete tinha acabado - para presenciar a saída dos vários compassos pascais. Sim! Em Freamunde são precisos vários para percorrer toda a cidade. Agora o replicar é das campainhas: tlim, tlim, tlim que fazem parte do grupo de leigos - Acólito, Homem da Cruz, da Caldeira da água benta, da Pasta de Oferendas e Campainha - que tem a missão de ir a cada casa das várias ruas que lhes estão destinadas. Ouve-se também o estralejar de foguetes a avisar a população da sua saída. Cada Compasso Pascal tem um itinerário pré-determinado que leva a cada casa interessada a boa nova da Ressurreição de Jesus. Para dar conhecimento das casas ou apartamentos interessados na visita, nas entradas, é posto um tapete de hera, flores ou verdura.
Antigamente eram três Compassos Pascais, representados por um padre, cada um. Eram tempos em que estes abundavam. Os padres das paróquias iam aos Seminários requisitá-los e assim todas as casas eram visitadas neste dia. Em certas freguesias não se procedia assim. Era o próprio padre que visitava todos os lugares e casas. Assim, na segunda - feira também era dia de Páscoa. Havia quem criticasse esta medida. Também não a compreendia. O dia de Páscoa devia ser para todos no mesmo dia. 
Mais tarde, muito mais tarde, em pleno século vinte e um, tomei conhecimento de outra tradição. A Páscoa tinha sido no mês de Abril. Como todos os anos em minha casa abre-se a porta para receber o Compasso e comemorar-se essa tradição. Mas nesse ano, julgo dois mil e oito, desloquei-me à ilha da Madeira no mês de Maio, quando assim acontecia ficava alojado em casa de um meu irmão que ali reside. No domingo fui surpreendido pela visita Pascal em sua casa. Qual não foi o meu espanto! Os costumes são os mesmos só que ali se dá o nome do Espirito Santo.
Antigamente Freamunde era composto por muitos lugares e só uma rua: a do Comércio. Antes uns dias era uma azáfama para o pôr toda engalanado: muros pintados, valetas limpas e arbustos aparados. Via-se os cantoneiros e empregados da Junta de Freguesia, Sr. Manuel da “Joana” e Srª. Raquel, o Sr. Vitorino Ferreira no lugar de Miraldo, este a expensas suas, limpavam os caminhos e valetas.
Eram abertas as portas e janelas das casas de par em par com a finalidade dos seus aposentos serem limpos e receberem a brisa da Primavera para no dia de Páscoa estarem bem arejadas para receber tão ilustre visita: Jesus Cristo. Nas janelas eram colocadas colchas a dar um ar de festividade.
Nós, os garotos daquela época, prontificávamos a irmos arranjar hera e outras verduras. Deslocávamo-nos ao lugar do Coração de Jesus, na freguesia de S. João de Covas, às espadanas, uma flor muito usual, pelo menos nesta região, no uso de tapetes a assinalar a vontade do compasso visitar aquela casa. Eram sacos e mais sacos de espadanas. Alguns eram vendidos para angariar algum dinheiro para comprar amêndoas. Esses tempos eram míseros.
 Hoje não faltam guloseimas: amêndoas, umas de açúcar, outras de chocolate. Também nos abeirávamos dos nossos padrinhos para receber o folar. A mim, os pais de meu padrinho ofereciam-me uma rosca de pão das grandes. O meu padrinho era estudante e todo o dinheiro que angariava para ele ainda era pouco. Os vizinhos e alguns familiares ofereciam aos rapazes umas roscas de pão com cornos, às meninas uma pomba de pão que nós chamávamos “pitinhas”.
Era usual naquele tempo, já lá vão mais de cinquenta anos, os Compassos Pascais fazerem a sua recolha ao fim do dia no lugar de S. Francisco em frente à casa do Sr. Luís Teles de Meneses. Juntava-se uma multidão de pessoas. Era uma festa. Era atirado pelas janelas da casa do Sr. Teles e da família Nunes que mora em frente, amêndoas e confeitos para a ganapada apanhar. Era o que mais podia agarrar.
 Os participantes dos Compassos davam vivas de missão cumprida. Uns já com vários cálices de vinho do Porto a fazer efeito. O padre antes oito dias, na homilia, bem pedia aos chefes de família das casas visitadas para não fazer tal oferta. Mas quem resiste a não oferecer algo numa visita a sua casa e para mais num dia destes.
Os jovens que lêem este texto julgam que estou a delirar. Mas não. Estou lúcido. O que gosto é de relatar a vivência de antigamente. Creiam que eram tempos difíceis. Parece que estamos a caminhar para lá. 

“Páscoa dia de Festa”


Ouço ao longe a campainha
mãe já não tarda o compasso
já ninguém faz farinha
das crianças do terraço.

Cá na nossa freguesia
todos fazem com amor
um tapete que anuncia
a chegada  do Senhor.

Depois de tanta agonia
este é o dia da alegria
para os homens que no fundo.

Seguiram sempre a peugada
da palavra anunciada
do Salvador deste mundo.


Autor do poema: Rodela

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Querem arrumar com o S. C. Freamunde:


O S. C. Freamunde fez no dia 19 de Março setenta e nove anos. Hoje em dia quando se atinge uma certa idade há imberbes que não percebendo nada da vida, como se cria uma instituição, o trabalho que dá para a manter em actividade, as lágrimas que se vertem, de alegria e tristeza, o carinho que uma terra sente nos feitos e de um momento para outro aparece um inimputável que a soldo de um qualquer interesse, resolve amputar as pernas a um ancião como o S. C. Freamunde.   
Os senhores que dirigem o futebol, principalmente a arbitragem, não gostam de ser criticados, mas nada fazem para que isso não aconteça. Que vejam quantos penaltis sofreu o S. C. Freamunde nos últimos minutos de jogo. Há uns quantos que ditaram a derrota. Depois não querem que as massas associativas se revoltem!
Estou em crer que lhes vai sair o tiro pela culatra quanto à descida do S. C. Freamunde. Somos um clube digno, sem rabos-de-palha, pobre mas honrado. E a honra não se compra e não se vende: nasce-se com ela. É o que acontece com o meu S. C. Freamunde.  

domingo, 1 de abril de 2012

A Anafre:



Levou a Lisboa uma manifestação que orgulha os seus organizadores quer pela forma ordeira como decorreu quer pela mostra da cultura e etnografia das suas gentes. Os lisboetas devem estar gratos a este evento pois é raro ver-se espectáculo desta natureza. Os organizadores falam em duzentos mil mas para mim essa soma não têm importância. Fosse qual fosse o número há quem perdeu e já se sabia quem era o perdedor: o governo e Miguel Relvas. Quando se faz algo contra o povo, este responde e de que maneira.
Andei pela blogosfera e Internet a ver se via ou ouvia notícias sobre este evento. A não ser a SICN que deu uma reportagem digna de um canal de televisão. A TVI24 e a RTP Informação foram de uma pobreza confrangedora. Têm medo de exibir um evento de cultura como foi este. Os jornais que se dizem de referência, nada referem. O Record que é um jornal desportivo publica uma imagem. Não é por caso que são escolhidos jornalistas para assessores do governo e ministros. Rui Batista não foi para assessor de Passos Coelho pelos seus lindos olhos. Foi para controlar os seus colegas. João Marcelino era e ainda é um crítico de José Sócrates e com Passos Coelho não faz crítica alguma. De certeza espera ter um lugar de assessor assim como outros, seus colegas, estou a lembrar-me de António Ribeiro Ferreira "o relativo", Eduardo Dâmaso e tantos outros.
O que me apetece é mandá-los todos à merda. Como fez Al Pacino no brilhante discurso, no filme Perfume de Mulher, que fez na Universidade Baird, que ontem tive o prazer de ver no Canal Hollwood. Só com pessoas deste timbre é que País pode sair da cepa torta. Pessoa que não se vende, como aconteceu com o jovem Charlie. "Jornalistas e apresentadores" que não sabem honrar o juramento que fizeram e a deontologia que juraram servir é mesmo de mandá-los à merda.
Mas como disse é difícil encontrar pessoas dessas. E, para mais me convencer, ontem ao ler a “Revista TV” numa entrevista à “Maya”, Eunice Cristina Maia Morais de Carvalho, a dado momento é-lhe perguntado como se sentiu no papel de apresentadora de televisão ao qual respondeu: “já fui apresentadora do programa Contacto, nas tardes da SIC, com Nuno Graciano, e não gostei. Gosto de fazer televisão neste formato que tenho agora, mas fazer televisão, ser apresentadora de Day Time não gosto. Eu gosto muito de falar, de ter opiniões próprias. E gosto de as expressar. Sou nitidamente uma comunicadora e uma comentadora. Gostei de fazer a Tertúlia Cor-de-rosa, gostava de ser jurada do Ídolos. O que gosto é de dizer o que penso. Como sabe, os apresentadores tem um auricular por onde se manipulam até as entrevistas, várias vezes queria perguntar coisas a convidados e não me deixavam. E havia sempre uma voz a ordenar-me “pergunta isto, pergunta aquilo”. O editor do programa tem uma orientação. O apresentador nunca tem vontade própria.
Já tinha uma ideia como estas coisas acontecem. Ouvia jornalistas e comentadores dizerem que eram livres e independentes mas, não compreendia se era assim. Tinha e tenho como são a voz do dono. Compreendo que o tempo não corre de feição para a maioria e que tem de fazer das tripas coração para sobreviverem. Sei que usam o lema: primeiro eu, depois eu e sempre eu. Mas não querem admiti-lo. É preciso vir a Maya desmascará-los.
 Quando acontece isto nos programas de televisão o que fará no jornalismo! Aqui têm mais tempo para usar o lápis azul. Por isso é que evento como o de trinta e um Março não é referido em vários jornais. Lamento. Mas não posso fazer nada. O obscurantismo é o lema deles.     

Ainda há na Justiça Homens Dignos:

Usam todos meios, possíveis e imaginários, para incriminar José Sócrates. Como sabem que estamos numa república das bananas, por enquanto, com um governo que tudo faz para destruir o País. Se não houvesse homens na Justiça como Noronha Nascimento, Pinto Monteiro e Marinho e Pinto os lacaios da ministra da justiça, não vale a pena referir os seus nomes para não conspurcar este texto, há muito que já não havia pedra sobre pedra.