quarta-feira, 7 de março de 2012

Coisas estranhas:

Do blogue "Jumento"

Num país onde se odeia os sindicalistas é estranho que um dirigente sindical tenha tanto protagonismo nos jornais e televisões, sendo bajulado por jornalistas e políticos apesar de não dizer nada que mereça a perda de tempo de o ouvir.
Num país onde a classe política detesta sindicatos e sindicalistas é estranho que a tomada de posse dos órgãos de um sindicato seja tão concorrida por colunáveis políticos como a posse de um Presidente da República.
Num país onde os banqueiros odeiam sindicatos é estranho que financiem um congresso sindical.
Num país onde os trabalhadores estão a ser empobrecidos e onde os funcionários públicos já perderam um terço dos seus rendimentos é estranho que um sindicato organize um congresso num hotel de luxo com programa de três dias para acompanhantes, com direito a refeições e cruzeiro pela costa algarvia.
Num país em crise é estranho que um sindicato convide uma dúzia de jornalistas  e os instale num hotel de cinco estrelas com direito a pensão completa e programa social.
Tudo isto deixa de ser estranho quando se sabe que o sindicato em causa é ele próprio um sindicato muito estranho, o absurdo sindicato dos magistrados do Ministério Público, uma espécie de magistrados que alguém escolheu para polícias da democracia mas pelo estado da justiça não têm desempenhado esse papel. Pois os nossos ilustres sindicalistas organizaram um congresso de luxo com direito a programa para acompanhantes e com borlas para jornalistas. Até aqui tudo normal, as dúvidas surgem quando se percebe que o congresso tem o patrocínio da banca e de grandes empresas, bem como dos jornais, os tais que têm beneficiado de acesso generalizado a processos em segredo de justiça.
Se a moda pega o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos organizarão o seu congresso numa estância de neve da Suíça, o sindicato dos investigadores da PJ poder escolher entre a Bretanha e o hotel de gelo na Finlândia. Qual será o gestor de bom senso que recusará um patrocínio ao pessoal do fisco ou o criminoso que se arma em forreta se o pedido vier da PJ.
Não admira a generosidade do sindicato para com os jornalistas, vem na tradição da generosidade que a justiça portuguesa tem para com os jornalistas, dão-lhe cópias dos processos e um dia destes ainda vão inventar investigações para combater a crise que a imprensa está a atravessar. É evidente que na hora de opinar sobre a escolha do próximo procurador-geral os jornalistas não esquecerão de qual tem sido o grupo de pressão que os tem ajudado e ainda os convida para encher a mula num hotel de cinco estrelas.
Corrupção? Não senhor, corrupção é só o que está previsto no Código Penal. Isto é só pouca vergonha.

terça-feira, 6 de março de 2012

Que filhos piegas!:

UM PONTO É TUDO:

Ao ler a crónica de Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias, não resisti a publicá-la aqui no meu blogue. Não é todos os jornais que nos deliciam com crónicas como as de Ferreira Fernandes. É este – para mim – o motivo por que vou à Internet lê-las, por que gosto de bons escritores.

Álvaro e André, gémeos separados.

"Ontem, ao fim da tarde, Portugal sobressaltou-se: o Álvaro foi encontrar--se com o Abramovich dele e temeu- -se que tivesse o destino do André despedido. Mas não. Treinador sem balneário é mais grave do que ministro sem pasta: Álvaro continua na Economia. Infelizmente, porém, mais treinador de bancada do que outra coisa. Porque aquilo do sem pasta, e sem QREN, é como dizer que se manda em Stamford Bridge tendo o Lampard, o Terry e o Ashley Cole (que todos juntos valem o Gaspar) a darem-lhe a volta na Gomes Teixeira. Mas, soube-se ontem, tiveram destinos diferentes, o Álvaro e o André. No entanto, começaram gémeos, só cinco dias separaram o anúncio das suas contratações: Álvaro, a 17 de junho de 2011, André, a 22. Ambos sem conseguirem ser special one (Mourinho e Gaspar não deixaram), mas especiais. Um, vindo diretamente da Universidade de Vancouver, outro do jardim-escola. Um sublinhando ser professor no estrangeiro, outro sendo aluno de um estrangeirado. "Sou o Álvaro", apresentou- -se um, mostrando anglofilia nos costumes. O outro, mostrando dicção e sintaxe anglófonos. Contas feitas, secaram aí as cartas dos dois. Mas continuaram com um percurso similar, embora com variantes: um com uma equipa grande e sem verbas, o outro com milionários mas sem equipa. Nove meses depois, chegaram ao mesmo ponto: resultados medíocres. Só ontem os seus destinos divergiram: André sem emprego e rico, Álvaro com emprego e sem dinheiro.
Ao ler a crónica de Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias, não resisti a publicá-la aqui no meu blogue. Não é todos os jornais que nos deliciam com crónicas como as de Ferreira Fernandes e é este – para mim – o motivo por que vou à Internet lê-las."
FERREIRA FERNANDES 

sábado, 3 de março de 2012

Um Euro mal gasto é um Euro em falta aos contribuintes:

Sábias palavras. O que falta são os actos! Não faltam propagandistas nas várias feiras, mercados e praças portuguesas. Estes ao contrário dos que aterram nos ministérios são sérios. Sempre que propagandeiam o artigo mostram-no ao cliente para se inteirarem do que estão a adquirir. Os dos ministérios vão para Assembleia da República e Comissões de Inquérito vender aldrabices. Mas, como é usual, de aldrabões está o Inferno cheio. Pena que não tenham um pingo de vergonha e continuem a mentir aos portugueses. Então um Euro mal gasto é um rombo no bolso dos contribuintes! E quatro milhões é uma insignificância na carteira dos seus amigos? Dá - me vontade de dizer uns adjectivos a esta gente mas por educação evito-o. 
O Estado atribuía à Lusoponte uma compensação quando não se pagava portagem na ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto. O Governo acabou com essa benesse aos banhistas da Costa da Caparica, mas manteve a compensação dada à Lusoponte. 
«O Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, autorizou o pagamento de 4,4 milhões de euros à Lusoponte para compensar a empresa pela não cobrança de portagens na Ponte 25 de Abril. Isto, apesar de saber que a isenção em Agosto neste trajecto acabou o ano passado e que a Lusoponte ficou com o dinheiro das portagens - as receitas de todas concessões rodoviárias é das Estradas de Portugal. Assim, a empresa recebeu duas vezes. »
Se fosse numa empresa privada este secretário de estado era corrido sem direito a ser compensado por qualquer subsídio se, não tivesse de indemnizar a própria empresa. Mas, como é num departamento do estado ainda vai ser louvado. Espere-se pelo dia 10 de Junho. 

Humor fim-de-semana:



Uma loira entrou na competição de natação, modalidade 'peito'. As outras competidoras eram uma morena e uma ruiva. A morena chegou em primeiro e a ruiva em segundo.
Depois de certo tempo, chega a loira, completamente exausta. Após ser reanimada com café e cobertores, ela fala:
- Não quero reclamar, mas acho que aquelas outras duas usaram os braços.
........................................................................................................................................................................


Após terminar o seu looonnngo curso, a Advogada loira abre o seu escritório e logo no seu primeiro dia de serviço, alguém bate à porta.
Para marcar aquela presença e impressionar, a Advogada loira pede à pessoa para entrar, sentar-se e esperar um pouco… Enquanto pega no telefone e finge uma conversa telefónica, durante largos minutos:
- Sim, claro! Eu nunca perdi uma causa! Esta até está bem fácil.
O homem, que se encontra á sua frente, olha para ela com uma cara de espanto e desconfiança.
- Com certeza, no próximo julgamento o Dr. Juiz certamente dará a sentença a nosso favor e venceremos – continuou a Advogada loira, com ar de convencida!
Quando desligou, após aquela ” longa e expressiva conversa “, toda delicada pergunta:
- Bom dia, cavalheiro, em que posso ser útil?
O homem, com ar insinuante, responde:
- Sou da Portugal Telecom e venho instalar a sua linha de telefone…

sexta-feira, 2 de março de 2012

A crise já chegou às Forças de Segurança:


Manifestação de Soldados e Sargentos da Guarda Nacional Republicana a caminho do Ministério da Administração Interna onde derrubaram as barreiras que os dificultava de chegar junto daquele ministério. Receou-se o pior mas houve voz de comando e os ânimos serenaram. Pode ser que numa próxima vez essa voz de comando ande desaparecida como o ministro. Aliás, roga-se a quem o tenha visto que informe o Quartel do Carmo.

Ir à lã e ser tosquiado:

Sempre que posso assisto ao Canal Parlamento. Gosto de estar a par do que se passa na Assembleia da República e da política em geral. Umas vezes concordo com que ali se discute outras não, quer na forma quer no conteúdo.
Foi lema de campanha por parte do PSD que se fossem governo não iam usar o passado como arma de arremesso. Que a sua governação ia mostrar como se faz política e o passado era passado.
Nada mais falacioso. Não há dia, quer seja na Reuniões Plenárias ou nas Comissões de Inquérito, que não venha uma acusação à governação anterior. Aliás, o nome de José Sócrates é mais pronunciado que alguns deputados ali presentes. Chega até ser ridículo. Já vai em oito meses que está fora da política e é mais falado que qualquer ministro ou secretário de estado.
No PS há poucos deputados para o defender. Parece que têm vergonha da governação de José Sócrates. Enquanto estavam a governar não saíam do pé dele. Esperavam benesses. Agora que não é primeiro-ministro renegam a sua defesa. Faz lembrar quando o cão tem... sarna até as pulgas fogem dele.

Mas este lamento não é extensivo a todos os deputados do PS. Ainda ali existe quem diga em alto tom que tem honra e orgulho em ter feito parte do governo de José Sócrates. Refiro-me a José Junqueiro. E, dá gosto ver a forma e conteúdo com que o fez. Assim fossem todos.
Por que dá asco ouvir o que se ouviu do deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, sobre José Sócrates e do seu governo. Nada mais fácil que falar de pessoas ausentes. O que ele não contava era com a reacção por parte de José Junqueiro na defesa da honra por parte da sua bancada. O que lhe foi dito nunca lhe passou pela cabeça ouvir. Mas as verdades são para ser ditas no sítio e na hora.
Quando se tem um passado como Carlos Abreu Amorim tem não é exemplo para dar lições de governação e moral seja a quem for e muito menos a José Sócrates. A valentia destes senhores é malhar em quem está ausente. Depois ouvem que são para-quedistas, que ora estava no PND, CDS e agora aterrou no PSD. O mais extraordinário estava para se ouvir sem que Carlos Abreu Amorim reagisse a esta célebre frase: sem coluna vertebral e fez um discurso rente ao chão - só faltou a José Junqueiro dizer que ao contrário dos suínos ele não precisa de arganel, "anel de arame que se coloca no focinho dos porcos para impedir que focem."