sexta-feira, 2 de março de 2012

A crise já chegou às Forças de Segurança:


Manifestação de Soldados e Sargentos da Guarda Nacional Republicana a caminho do Ministério da Administração Interna onde derrubaram as barreiras que os dificultava de chegar junto daquele ministério. Receou-se o pior mas houve voz de comando e os ânimos serenaram. Pode ser que numa próxima vez essa voz de comando ande desaparecida como o ministro. Aliás, roga-se a quem o tenha visto que informe o Quartel do Carmo.

Ir à lã e ser tosquiado:

Sempre que posso assisto ao Canal Parlamento. Gosto de estar a par do que se passa na Assembleia da República e da política em geral. Umas vezes concordo com que ali se discute outras não, quer na forma quer no conteúdo.
Foi lema de campanha por parte do PSD que se fossem governo não iam usar o passado como arma de arremesso. Que a sua governação ia mostrar como se faz política e o passado era passado.
Nada mais falacioso. Não há dia, quer seja na Reuniões Plenárias ou nas Comissões de Inquérito, que não venha uma acusação à governação anterior. Aliás, o nome de José Sócrates é mais pronunciado que alguns deputados ali presentes. Chega até ser ridículo. Já vai em oito meses que está fora da política e é mais falado que qualquer ministro ou secretário de estado.
No PS há poucos deputados para o defender. Parece que têm vergonha da governação de José Sócrates. Enquanto estavam a governar não saíam do pé dele. Esperavam benesses. Agora que não é primeiro-ministro renegam a sua defesa. Faz lembrar quando o cão tem... sarna até as pulgas fogem dele.

Mas este lamento não é extensivo a todos os deputados do PS. Ainda ali existe quem diga em alto tom que tem honra e orgulho em ter feito parte do governo de José Sócrates. Refiro-me a José Junqueiro. E, dá gosto ver a forma e conteúdo com que o fez. Assim fossem todos.
Por que dá asco ouvir o que se ouviu do deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, sobre José Sócrates e do seu governo. Nada mais fácil que falar de pessoas ausentes. O que ele não contava era com a reacção por parte de José Junqueiro na defesa da honra por parte da sua bancada. O que lhe foi dito nunca lhe passou pela cabeça ouvir. Mas as verdades são para ser ditas no sítio e na hora.
Quando se tem um passado como Carlos Abreu Amorim tem não é exemplo para dar lições de governação e moral seja a quem for e muito menos a José Sócrates. A valentia destes senhores é malhar em quem está ausente. Depois ouvem que são para-quedistas, que ora estava no PND, CDS e agora aterrou no PSD. O mais extraordinário estava para se ouvir sem que Carlos Abreu Amorim reagisse a esta célebre frase: sem coluna vertebral e fez um discurso rente ao chão - só faltou a José Junqueiro dizer que ao contrário dos suínos ele não precisa de arganel, "anel de arame que se coloca no focinho dos porcos para impedir que focem."

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dança da chuva:


Dizem que não há fome que não traga fartura. Ainda me lembro de quando era criança da maneira como éramos bafejados quer com a chuva, no tempo dela - Inverno - quer com  sol,  no tempo dele - Verão. Tínhamos períodos nas quatro estações, - Primavera, Verão, Outono e Inverno - as duas primeiras eram praticamente de sol e as outras duas de chuva.   
Nesse tempo, a chuva era arreliadora, e causava transtorno à maioria da população. A agricultura não estava tão desenvolvida, quase tudo era laborado manualmente, desde o lavrar, ceifar, adubar as terras e outros artifícios.
De Inverno era trabalhar à chuva para se ganhar para comer e pagar ao senhorio, pois a maioria dos contractos eram à “terça”, para quem não saiba, do que se produzia duas partes era para o senhorio e uma para o agricultor, tendo este que arcar com a matéria prima. 
Quando os Invernos eram agrestes o que se produzia não chegava para pagar o contractado e viam-se obrigados a ir trabalhar à jornada. Quer isto dizer que iam trabalhar uns dias por conta de outrem para poder pagar ao senhorio e fazer face ao dia-a-dia. 


A indústria era o meio de trabalho mais seguro, embora se auferisse ordenados pequenos. Durante o ano tinha-se trabalho assegurado pois este era efectuado em lugares abrigados. A construção civil é que era o calcanhar de Aquiles para quem laborava nela. Trabalhavam meio ano, o outro meio, passavam-no em casa derivado à chuva, que ia de Setembro a Março.
Era nosso vizinho uma família numerosa de filhos. O pai era o único sustento, trabalhava na construção civil, no período da chuva passava os dias em casa. Sei das dificuldades por que passavam. Não havia os meios de Segurança Social como acontece hoje, os meios tecnológicos, caso do Boletim Meteorológico que prevê o tempo, bom ou mau, por um período de dias. De Verão constrói-se a parte exterior das casas ou apartamentos e de Inverno dá-se seguimento aos interiores.
Por estes factos a chuva era arreliadora e prejudicial para a economia familiar da maioria dos trabalhadores portugueses. Hoje faz-se promessas, auto de fé, dança da chuva, rezas e mesmo assim ela não aparece. 
Temos que nos habituar à mudança que o planeta está a atravessar e em lugar de promessas é preciso estudar e cumprir o tratado de Quioto. Enquanto isso temos que viver com este drama: chuva quando não faz falta e seca quando não é desejada.    

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Humor fim-de-semana:

Numa manhã de inverno um casal ouvia a rádio enquanto tomava o pequeno-almoço. 
O locutor a dada altura diz: 
"Hoje vamos ter neve. Prevê-se a formação de uma camada com 10 a 16 cm de espessura.
Lembramos que devem arrumar os vossos carros no lado direito das ruas para permitir a intervenção dos limpa-neves." 
A mulher, loira e com elevado sentido de dever, imediatamente saiu e arrumou o carro no lado direito da rua. 
Na semana seguinte o casal tomava novamente o seu pequeno-almoço quando ouvem pela rádio outro aviso: 
"Hoje esperamos 20 a 25 cm de neve. Por favor arrumem os carros do lado esquerdo para permitir o trabalho dos limpa-neves." 
A boa mulher lá foi outra vez a correr para arrumar o carro do lado esquerdo da rua. 
Passados mais uns dias, tudo se repete. Da rádio lá chega o aviso: 
"Hoje esperamos que se formem camadas de 20 cm de neve. Por favor arrumem..." 
A energia eléctrica subitamente faltou. O rádio calou-se... 
A mulher ficou transtornadíssima por não saber de que lado devia desta vez arrumar o carro. 
-E agora o que faço? Logo faltou a luz nesta altura... Agora não sei de que lado da rua devo arrumar o carro!" Dizia ela aflita. 
Então o marido, com muito amor e compreensão, diz-lhe tentando sossegá-la: 
- Olha querida, porque é que, desta vez, não deixas ficar o carro quietinho na garagem?
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Num escritório trabalhavam três raparigas e tinham uma chefe. A cada dia elas notavam que a chefe saía sempre mais cedo. 
Um dia todas decidiram que, quando a chefe saísse, elas fariam o mesmo. Afinal, depois de sair, a chefe nunca mais voltava, nem dizia mais nada, por isso estariam seguras. E porque é que também não poderiam ir para casa mais cedo? 
A morena ficou absolutamente radiante por ir para casa mais cedo. Pôde tratar um pouco do jardim, passar algum tempo a brincar com o filho, e foi para a cama mais cedo. 
A ruiva ficou também deliciada com esse tempinho extra. Aproveitou para uma curta aula no ginásio antes de se preparar para um encontro ao jantar. 
A loura ficou contente por chegar a casa mais cedo e surpreender o marido, mas quando chegou ao quarto, ouviu vários sons abafados.   Abrindo a porta lenta e silenciosamente, ficou mortificada por ver o marido com a sua chefe em grande acção na cama! Suavemente fechou de novo a porta e saiu da casa.  
No dia seguinte, durante a pausa para café, a morena e a ruiva planeavam sair de novo mais cedo e perguntaram à loura se ela queria fazer o mesmo. 
- Nem pensar! - Foi a resposta - Quase que fui apanhada ontem!

Os pasquins:


A comunicação social portuguesa quer escrita, vista ou falada está pela rua da amarguraNão sei onde esta rua está situada mas… tudo indica que ela existe. Isso indica!
Todos os dias somos massacrados com notícias díspares. Uma grande parte dos portugueses deixou de comprar jornais. Uns para poupar mais uns euros ao fim do mês, outros porque não estão para ler disparates. Estou no grupo dos primeiros. Tomo conhecimento das notícias dos jornais através da Internet e como disse poupo uns euros.
Tudo para eles serve para noticiar. Em tempos antes de sair as notícias havia direito ao contraditório. Assim é que era notícia. A parte que era mencionada tinha direito à sua versão se entendesse que sim. Não como agora. Tudo que lhes dizem as fontes anónimas sai em primeiro mão e o lesado que prove que não é assim. Mesmo depois de provado o impacto é menor porque revelam esse desmentido em parangona menor e num lugar de menor importância do jornal. Estou em crer que não vai faltar muito para estes pedidos de desmentidos comecem a ser divulgados nos anúncios de sexo, como a maioria dos jornais portugueses são useiros e vezeiros neste tipo de publicidade. É que os directores dos jornais julgam que todos são como eles.
Noticiam de tudo e de tudo sabem! São como os treinadores de bancada que acertam sempre depois do jogo acabado. Não admira que depois sofram dissabores pelas “notícias” dadas. Aliás o intuito deles é que seja só notícia. Porque a veracidade para os jornalistas é coisa de somenos importância. O que interessa é vender o papel. Antigamente os jornais depois de lidos serviam para algo, hoje nem para isso. As castanhas têm outros adereços para serem embrulhadas e com o evento do papel higiénico os jornais perderam concorrência.
A maioria dos jornalistas deviam ser adaptados nos WC púbicos ou nas áreas de serviço. De certeza que a selecção era fácil de fazer.   

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Não sabe nadar yo:

GOVERNO - põe mulher de 65 anos como nadadora-salvadora em Castro Verde

O Estado pretendia colocar uma funcionária de 65 anos que está actualmente no quadro de mobilidade especial depois de ter sido dispensada dos serviços do Ministério da Agricultura em Aljustrel a desempenhar funções a 20 quilómetros de casa, como nadadora-salvadora nas piscinas municipais de Castro Verde. Uma situação que Maria da Conceição Sargaço classifica de brincadeira de "mau gosto", pois… nem nadar sabe!
"Só podia ser uma brincadeira. E de mau gosto! Na minha idade não ia ser nadadora-salvadora. Só tenho a quarta classe, não tenho formação e nem sei nadar. Ainda nos afogávamos aos dois. Tudo isto teria muita graça se não estivessem a brincar com a minha dignidade", diz ao "CA".
Maria da Conceição Sargaço está no quadro de mobilidade do Ministério da Agricultura desde 2007, depois de 28 anos a trabalhar como auxiliar de manutenção no pólo de Aljustrel da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Aljustrel, onde fazia limpezas e jardinagem.
De momento recebe apenas 66% do seu vencimento-base, cerca de 388 euros, mas no início do ano recebeu, juntamente com outra colega também colocada na mobilidade, uma carta onde era comunicada a possibilidade de ambas irem trabalhar para as piscinas de Castro Verde como salva-vidas. Uma proposta que foi prontamente recusada pelas duas funcionárias.
"A minha colega já tem 70 anos e está reformada. Mas eu tive de escrever uma carta a dizer que não podia aceitar", lembra Maria da Conceição, que não aceitou de bom grado a colocação no quadro da mobilidade e agora só pensa em reaver o seu antigo serviço, para poder trabalhar até ter os 70 anos que lhe permitam reformar-se.
Além do mais, sublinha esta cidadã, a sua reintegração permitiria ao Ministério da Agricultura "poupar" alguns euros, dado que após a sua dispensa contratou duas empresas de limpeza para fazerem o seu trabalho. "Assim estão a pagar mais do que me pagavam a mim. É por isso que gostava de voltar ao meu antigo serviço", justifica.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Os Vampiros - Zeca Afonso:

Faz hoje 25 anos que faleceu Zeca Afonso. Este tema tem 49 anos, e tal como nesse tempo demonstra a realidade do País.
Vale a pena ouvi-lo.