domingo, 4 de dezembro de 2011

O Natal dos 50%:


Que trapalhada de governo. De manhã dizem uma coisa à tarde desdizem-se e à noite voltam a confirmar. Sempre que o governo era confrontado que havia folga para não cortar 50% no subsídio de Natal deste ano e no total dos próximos anos, vinha o ministro da propaganda, dizer o contrário e que para o País ter salvação estas medidas tinham de ser aplicadas. Mas, aplicadas à Função Pública, Forças Armadas e de Segurança, deixando de fora o sector Privado, Bancários e Banco de Portugal. 
Como é fácil prejudicar os mais fracos! Mais fracos no aspecto remuneratório. Noutro aspecto  têm a maior força que existe em Portugal: armas, viaturas e pessoal. Não sou apologista que se use esta “força”. Mas sim a força da razão. Esta, mais cedo ou mais tarde há-de aparecer e prevalecer. Faz hoje trinta e um anos que faleceu Sá Carneiro. Se fosse possível a ressurreição voltava a morrer de vergonha pelo que o seu PPD/PSD se transformou.    
O Natal da maioria dos que ficaram sem os 50% do subsídio de natal deste ano vai o passar com dificuldades e tudo porque temos um primeiro-ministro e um ministro das finanças aldrabões. Agora sabemos que havia folga orçamental para o evitar. Mas esse dinheiro é para dar aos amigalhaços: aos grandes empresários, que depois dizem que são uns pobres trabalhadores. Estou para ver o que vai fazer o aldrabão mor. Se vai mandar a lei que determina o corte do subsídio para o Tribunal Constitucional ou não. Agora tem matéria para o fazer. Assim tivesse… coragem!
PS - Escrevi os adjectivos de primeiro-ministro, ministro das finanças e aldrabão mor em letra miniscúla para condizer com as suas estaturas civilizacionais. 

UM PONTO É TUDO:

Um desvairado gosto pela fava

por FERREIRA FERNANDESHoje
O Expresso publicou ontem uma mentira. Só pode. Disse que na Assembleia Municipal de Cascais, tendo sido apresentada uma moção para que o cabaz de Natal e o bolo-rei oferecidos habitualmente aos deputados municipais pela autarquia fossem distribuídos este ano por famílias carenciadas, a votação ficou empatada (16-16); e tendo o presidente (em exercício) da Assembleia sido chamado a desempatar, votou pela habitual oferta aos deputados, e não a pobres. Essa, a notícia do Expresso. Manifestamente falsa. Primeiro, porque Cascais, com fama de ser de gente bem, é também de gente boa como as de Abrantes e Vouzela. Segundo, porque a sua Assembleia Municipal é composta pelos mesmos partidos que estão na Assembleia da República, o que confirma a normalidade do município. Terceiro, porque se fala aqui de autarcas, isto é, dos políticos portugueses que mais próximos estão dos seus eleitores. Quarto, porque a moção não pedia aos deputados para prescindir de parte dos seus direitos (salário, por exemplo), mas de oferta paga com dinheiro dos munícipes. E quinto, porque, se a votação 16-16 feita em grupo ainda podia esconder a honra de cada um, a votação do desempate era pessoal, com nome e cara: nenhum político com bom senso (já não falo de sentido de justiça) se permitiria dar aquele voto. Logo, o Expresso mentiu. Só pode. Porque a ser verdade a outra hipótese, a tacanhez de certos políticos assusta.

Aí vem a contestação:


Quando julgam que têm o rei na barriga acontece-lhes isto. O descontentamento está a chegar. Vão bater com os pés no... fundilhos quando começarem a fugir. Não demora muito.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Europa e o Euro:

Tradução:
Dois homens, um atrás do outro.
Devíamos ter percebido logo que o Euro
Nos iria enrabar a todos!

Humor fim-de-semana:

Uma loira tinha acabado de vir das compras e reparou que a porta do carro estava amolgada. 
Um rapaz que passou por ali disse no gozo: 



















- Sopre pelo tubo de escape que a porta volta ao normal! 
Ela fez o que o rapaz disse.
Passado um bocado aparece outra loira que lhe pergunta:
- O que estás a fazer?
- Estou a soprar pelo tubo de escape para a porta voltar ao normal.
A outra loira desata às gargalhadas.
- Porque te estás a rir?
- Porque com as janelas abertas nunca vais conseguir!


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Uma mulher já madura está a fazer um curso de preparação para o seu quarto casamento e, a certa altura, pergunta ao padre:
- Sr. Padre, como é que vou dizer ao meu futuro marido que sou virgem?
- Desculpe, minha senhora - diz o padre indignado. - Mas eu tinha entendido que este seria o seu quarto casamento.
- É verdade, sr. Padre! É que o meu primeiro marido era político, a única coisa que ele gostava era de falar; o segundo era empreiteiro, deixava tudo para amanhã; e o terceiro era ginecologista, mandava-me abrir as pernas, mas só ficava a olhar...
- Chiça, a senhora não teve mesmo sorte!
- Sim, mas desta vez, sr. Padre, vou-me casar com um advogado! Tenho a certeza de que ele me vai foder!

Os Abutres:

Como é habitual, logo de manhã passo uma vista de olhos pela imprensa diária escrita, através da Internet, não estou disposto a pagar para que digam mal dos meus, e o que consigo descortinar são notícias de segundo plano ou sobre a desgraça humana. Notícias que nos faça elevar a moral, essas mesmo que surjam, logo desaparecem. Dá mais realce, falar do Estripador de Lisboa, da Casa dos Segredos, etc., etc..
Ontem de manhã fomos surpreendidos com uma notícia que devia orgulhar todos os Portugueses, e não só os seus familiares e amigos, sobre o resgate de seis pescadores das Caxinas, desaparecidos na terça-feira ao largo do mar da Figueira da Foz, que faziam parte do barco de pesca “Virgem do Sameiro”, quando andavam a labutar pelo seu sustento de vida.
Devemos estar todos gratos, não só os pescadores e familiares, às Forças Armadas pelo seu bom desempenho de serviço público. É sabido que a sua missão é exclusivamente para desempenhar bom serviço. Mas, da mesma forma que aparecem os “Velhos do Restelo”, a desancar quando algo ocorre de menos bom, também agora devia haver uma imprensa a dar mais relevo a estas acções. Sei que sou ingénuo ao não considerar que estas notícias pouco papel vendem e poucos minutos despertam no ecrã, a não ser entre familiares, amigos e população local.
Se fosse uma má notícia apareciam as Felícias Cabritas para dar relevo às mesmas. São como os Abrutes o que querem, é carne e sangue, seja fresca ou velha.
Por isso o título do texto.