domingo, 9 de junho de 2019

RENDAS ACESSÍVEIS:


Não me lembro de nenhum Governo português, nenhum (nem o de Sócrates antes de 2010), que tivesse contra si todos os media. É fácil perceber porquê: os media são controlados pela Oposição. Mesmo a RTP, estatal, tem uma gestão predominantemente de Direita. Idónea, mas alinhada à Direita.

Exemplo recente, o Programa de Arrendamento Acessível tem sido ilustrado pelos tectos máximos da tabela aplicados a casas localizadas nas zonas mais caras do país. Se explicassem que os valores médios (repito: médios) correspondem a 4,8 euros por metro quadrado, lá se ia o brilharete.

Quem ler com atenção as portarias publicadas anteontem, verifica que, dentro de tipologias específicas

— a um T1 corresponde uma renda de 301 euros
— a um T2 corresponde uma renda de 387 euros
— a um T3 corresponde uma renda de 458 euros

Com certeza que haverá rendas superiores, para casas de maior dimensão.

Mas quem leia jornais, veja televisão e ouça comentadores, retém apenas o número mágico: São 1.200 euros por um T2 em Lisboa... Ora nem sequer existe uma renda tabelada por concelho.

E assim se vai envenenando a opinião pública.

A questão que devia ser discutida é o valor máximo do rendimento anual colectável que permite às famílias candidatarem-se. O estabelecido é tão baixo que, por exemplo, deixa de fora famílias com rendimento anual 44 mil euros, mais coisa menos coisa. Ou seja, toda a classe média-média.

Do blogue Da Literatura

Publicada por Eduardo Pitta à(s) 11:00

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