sábado, 15 de junho de 2019

Conversa de café:

Há dias estava sentado a uma mesa de um café e na mesa mais próxima estavam dois amigos de escola e tropa a cavaquear assiduamente sofre os vários problemas que afectam Freamunde.
De muitas coisas um dizia: já não há homens em Freamunde como antigamente. Aquilo sim! É que eram laboriosos. Viviam e faziam sentir aos concidadãos as necessidades prementes. Ouvia e, nesse ouvir, lembrava-me do que era e é Freamunde. 

Mas o mais interessante é que o que mais criticava, ainda há pouco tempo os da sua cor política, deixaram de ter os desígnios do concelho e de Freamunde. Da boca dele só saía fel em relação a tudo que acontece desde Setembro de dois mil e treze em Freamunde. Seja no S. C. Freamunde ou na Autarquia.

Mas ainda se admitia se tal personagem lutasse afincadamente por Freamunde. Mas não! Viveu em Freamunde até casar. Vem a Freamunde esporadicamente. Quer dizer neste momento tem mais anos a viver fora de Freamunde do que em Freamunde. Não é eleitor nesta terra. Como referi está sempre a dizer mal.

Acontece que há muitos não Freamundenses – a viver fora de Freamunde – mas fazem de Freamunde a sua segunda terra – para não dizer a primeira porque só vão para a sua para dormir – e defendem Freamunde, seja na critica construtiva ou desconstrutiva. A estes, não sendo eleitores cá, por cá vivem e sofrem o seu Freamundismo.

Em tempo, um dia também, em conversa com um tipo nascido e criado em Freamunde mas que abalou por casamento dizia: se cada um fosse viver para a sua terra Freamunde estava bem melhor. Esta frase teve a intenção de ferir uma pessoa que optou por Freamunde por casamento.
Não gostei da forma, do conteúdo e da maneira que foi proferida, embora soubesse que foi em jeito de crítica. O que me levou a perguntar: há quantos anos vive fora de Freamunde? Respondeu-me há cinquenta anos. Quantos anos tem? Disse-me setenta e cinco. Perguntei ao outro indivíduo. Há quantos anos mora em Freamunde? Disse-me há quarenta e oito. Que idade tem? Setenta. Fazendo a conta vemos quem é mais Freamundense.
O mesmo acontece com o que chamo à liça. Tem mais anos a viver fora de Freamunde. Mas se por acaso fosse um cidadão que volta e meia aqui fazia o seu poiso vá que não vá. Mas Só aparece por cá para desdizer de Freamunde.
Freamunde não fica grato a gente deste quilate. Gosta de todos e ainda mais de quem anda por este Portugal e Mundo fora a laborar e a tornar o nome de Freamunde em boas causas. Uma ou mais vezes por ano vem cá passar férias e “beber” dos bons e maus momentos porque passa Freamunde.
Não vêm destilar o fel acumulado na vesícula aderente ao glóbulo do fígado como a personagem em causa. Vêm com o coração cheio de saudades. E angustiado pela vida ainda não lhes proporcionar o seu regresso à terra. Saudades imensas por durante trezentos e trinta e cinco dias viverem longe do seu torrão.
Não como outros que vivendo a poucos quilómetros de Freamunde raras vezes cá vem e quando vem é para depreciar a terra. Freamunde remedeia bem sem eles. Já basta alguns velhos do “Restelo” que cá habitam.

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