sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Passos, mas não Seguro(s):

Vem este título a propósito da desimportância que Seguro e Passos Coelho deram a António Costa. Seguro julgava que tinha o PS na mão. Julgou mal.

E tanto que julgou mal que teve uma estrondosa derrota nas directas. Quando se julga que se tem o rei na barriga dá nestas coisas.

Os militantes e simpatizantes do PS estavam fartos do baixar das calças de Seguro a Passos Coelho. Faz-me lembrar a subserviência de Passos Coelho à chanceler alemã Ângela Merkel e Maria Luís Albuquerque a Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças Alemão.

Seguro era permeável. Tinha receio de enfrentar as circunstâncias que podiam advir. Por isso a sua derrota nas directas. Nunca acreditou que António Costa era melhor negociador do que ele.

O mesmo aconteceu a Passos Coelho. Aliás, este o que queria era levar Portugal para a era de Salazar. O seu lema era:

Casa Portuguesa «Numa casa portuguesa, fica bem pão e vinho sobre a mesa. E se à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa co ´a gente. Fica bem esta franqueza, fica bem que o povo nunca desmente. A alegria da pobreza está na grande riqueza de dar, e ficar contente.»

Era assim que Passos Coelho preconizava. Que aos pobres fossem atribuídas senhas de alimentação em lugar do subsídio de pobreza. Com este método queria ter os pobres nas suas mãos. Para depois dizer:

Cantiga da boa gente «Três palmos de terra, com uma casa à beira, e o Manel mais eu pela vida inteira! Ele e quatro filhos são tudo o que eu gosto, gente mais feliz não há neste mundo, aposto! Vamos pra o trabalho, logo ao clarear, e de sol a sol, vá de mourejar, tenho a vida cheia, tenho a vida boa, que Deus sempre ajuda a quem é boa pessoa!»

Só que mesmo ganhando as eleições nunca lhe passou pela cabeça que António Costa tinha um trunfo na mão. E que trunfo!

António Costa fez-lhe ver que o ter mais votos não era o suficiente para governar o País. É preciso ter uma base de apoio de deputados na Assembleia da República. Foi avisado várias vezes para apresentar um programa de governo credível. Nunca se convenceu disso. Confiava na confiança de Cavaco Silva. Andou-se quase um mês de Anás para Caifás. Cavaco Silva fez tudo por tudo para que Passos Coelho fosse o Primeiro-ministro. Outro que desvalorizava o poder de negociação e de acordos de António Costa.

Passado um ano vemos como é possível governar com acordos entre Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português e Partido Ecologista os Verdes. E vê-se como as águas acalmaram nesse mar agitado que nos queria impor PSD e CDS. Hoje agitam-se e de que maneira com a fórmula como o PS leva a água ao seu moinho. Governar não é difícil quando a verdade está acima de tudo.

Para confirmar o que digo no parágrafo acima está a vontade do povo. Na sondagem da Universidade Católica, feita para a RTP, Antena 1, DN e JN está o descalabro do PSD. Não é de estranhar. Quem não faz uma oposição credível não pode esperar outro resultado. Sempre a dizer mal dos governantes e dos partidos que o apoiam não favorece o PSD e Passos Coelho. Os seus deputados na Assembleia da República portam-se com claques de futebol. Quanto pior melhor.

Assim tentam atirar areia para os olhos dos portugueses. Só que os portugueses estão fartos das charlatices de Passos Coelho. Tem um método de comunicar aos portugueses que não lhe dá nenhuma credibilidade. Só os seus seguidores mais directos é que lhe aturam tantas alarvidades. É como se diz: “Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras!» E… obras Passos Coelho não tem.

Por isso ao fazer um ano da tomada de posse do vigésimo primeiro governo constitucional e depois dos elogios de Marcelo Rebelo de Sousa, o catavento de Passos Coelho, sobre a governação do PS é caso para dizer a Passos Coelho como diz Mateus em 7:3:



«Por que reparas tu o cisco no olho de teu irmão, mas não percebes a viga que está no teu próprio olho?»

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