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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Piegas:

Não sejam piegas, vamos trincar a língua, custe… o que custar. Estas frases são ditas por quem não tem experiência da vida e não sabe o que é a vida.
”Sabeis o que é a vida? Eu sei que não sabeis…
porque a vida não é isto que vós viveis.
Fiz de vós cavadores, honrados e leais,
também fui cavador e o foram já meus pais.
Vós que nunca saístes aqui da nossa terra
ignorais o que há p’ra além daquela serra!
Existe um mundo imenso onde vai lado a lado
o que é bom e o que é mau pois é de braço dado
que a luz e a escuridão, a vileza e a bondade,
o honrado e o ladrão, a mentira e a verdade,
o que muito produz e aquele que explora,
unidos como um só vão pela vida fora,
mas quem se verga e sofre a mais cruenda lida
é quem semeia o pão que é quem não vive a vida.”

Estes versos foram escritos em Dezembro de 1952 por José Rosa Figueiredo com o título “A morte do camponês” em que descrevo só estes. O escritor não sabia que íamos ser prendados com um iluminado como Pedro Passos Coelho. Mas que cada palavra se ajusta a ele – Passos Coelho – é uma realidade. O que sabe ele da vida! A viver à custa do papá. Não tenho nada a ver com a vida do papá dele, tenho a ver que só devia ter direito a comer quem produz ou produziu.
Depois quando diz que somos piegas é uma indirecta para Cavaco Silva. Há dias não faltaram comentadores a afirmar que não havia diferendo entre S. Bento e Belém, quando parecia que estava tudo esclarecido, Passos Coelho abre novo diferendo. Falar de boca cheia é feio mas falar de cabeça vazia é… bem pior. Depois tem medo de ir ao Parlamento prestar declarações sobre as secretas. Assim se vê as pieguices, refugia-se nos seus deputados e presidente da Assembleia da República. Quando não se deve não se teme.   
Quando se andou quase toda a vida a romper os cueiros nos bancos das escolas, universidades e nas jotas do PSD dá nisto. Não se aprende o suficiente depois fala de cabeça vazia. Ao contrário os seus assessores falam de boca cheia. É feio. Noutros tempos em programas de televisão criticavam outros por menos. Estou a referir-me a Rui Batista. Nesse tempo não se era piegas!

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