Há tempos quando Carlos Magno aceitou o lugar de Presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), aqui no meu blogue, referi que este órgão nunca mais ia ser o que era. Pela convicção que tinha e tenho de Carlos Magno, achava que ele não ia pactuar com a bagunça que reinava na ERC. Ouvia todas as sextas-feiras o programa “Contraditório” e nele me apercebia do naipe de comentadores, três, destacava Carlos Magno e Luís Delgado, de uma imparcialidade indiscutível. Da Helena Matos, bastante parcial, não simpatizava, achava e acho nas suas intervenções, antes cortava a eito o governo de José Sócrates, hoje está nitidamente a favor deste governo. Quem ler o público e outros órgãos de comunicação social em que ela escreve ou fala, apercebe-se disso. Mas, para não julgarem que o faço por livre arbítrio aqui subscrevo a acusação que fez à deputada do PS, Inês de Medeiros.
“Quando escreveu isto, dia 30 de Março de 2010, eu própria, como se pode ver na caixa de comentários dessa peça, perguntei directamente a Helena Matos em que é que se baseava para afirmar que Inês de Medeiros "deu outra morada", para além, claro, da nojenta notícia citada e desmentida pela Deputada. Helena Matos não piou. Não piou.” Palavras de Fernanda Câncio, no blogue Jugular. Podia exibir milhentas delas mas, tornar-me-ia enfadonho dado o amontoado.
Mas, como ia dizendo não fiquei surpreendido que após uma reunião com a ERC, a Direcção de Informação da RDP tenha posto o lugar à disposição da Direcção de Informação da RTP. Aqui fez-me pensar que houve dedo de Carlos Magno. As pessoas quando são isentas e verticais só podem ter um rumo: a reposição da legalidade ou abandonar o cargo e aqui julgo que foi o que Carlos Magno impôs a si mesmo. Pena não vermos noutros órgãos de Comunicação Social atitudes destas. Basta ver o que se passa nalguns jornais, caso DN, CM, Público e outros, em que os seus directores estão agarrados ao poder como as lapas agarradas às rochas.


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