Como podemos ajudar alguém que anda constantemente a enganar-nos e a tentar sobrevalorizar-se com frases tais como: para ser mais honesto que eu tem de nascer duas vezes; é fundamental falar verdade aos portugueses; há limites para os sacrifícios que podem exigir ao comum dos cidadãos; muitos dos nossos políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático.
Depois desculpa-se! As minhas palavras iam ao encontro dos muitos portugueses que recebem reformas de miséria e com isso queria ilustrar essa mesma miséria. Mas, não é bem assim, senhor Cavaco Silva. Como tudo na vida - posteriormente - recebe-se conforme se dá, por outras palavras, para se receber uma boa reforma tem de se fazer descontos condizentes.

Em tempos os métodos eram: os melhores dez anos de descontos praticados nos últimos quinze. Com este método qualquer trabalhador podia fugir aos descontos durante vários anos, nos últimos quinze descontavam pelo ordenado que auferiam nessa data, - os funcionários públicos e de empresas que se não prestavam a este género de trafulhice - que pagavam na íntegra, é que alimentavam essa mesma trafulhice, mais tarde a Segurança Social não podia suportar tais pagamentos. E, quem cabritos vende e cabras não tem... Mas, em boa hora apareceu um primeiro-ministro como Sócrates para acabar com este regabofe.
Por isso Cavaco Silva devia criticar os baixos ordenados, baixos descontos e a trafulhice que existe nos dias em que o patronato declara que o empregado trabalhou nesse mês. Não é crível que se descontasse pela totalidade do vencimento, um quadro superior, como julgo que Cavaco Silva o era, tinha forçosamente de receber mais assim como a sua esposa. A respeito da reforma da esposa, disse: - Devido à parca reforma que aufere tem de viver à minha custa!
Por falar nisso e aqui dirijo-me ao Movimento da Igualdade da Mulher, julgo que existe, não censurar estas palavras. A comunicação social deixar passar em claro esta subjugação do homem pela mulher e, mais grave ainda, vir do mais alto magistrado da Nação, se fosse outro não faltavam parangonas de primeira página. Por isso digo e está provado que para limpar mais branco não há como o algodão e Cavaco Silva está longe de o ser e de servir de exemplo.

Sem comentários:
Enviar um comentário