Dá gosto ver e ouvir Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Marques Mendes, ambos militantes do PSD, defensores acérrimos do governo de Portugal e Presidente da República. Não é de estranhar esta defesa pois nunca despiram a camisola, já se sente o cheiro a suor, devido ao uso abusivo, na defesa desses incompetentes que, só sabem ser fortes com os fracos e fracos com os fortes, sendo estes senhores os rostos dos fortes.
Na era de Sócrates a crítica e o bota-abaixo não influenciava os investidores e os mercados, pelo contrário, até lhes dava jeito para o partido deles subirem na cotação das sondagens. Arvoravam-se em patriotas pois tudo o que nos impingiam era em defesa da soberania. Não havia crise mundial, a que havia era Portuguesa, e só existia por culpa de Sócrates. Mas como em tudo na vida a conta só é validada depois da prova. E, essa prova para nosso mal, é pior que a da era de Sócrates.
Nesse tempo os juros a 7% eram incomportáveis, hoje que já ultrapassa o dobro ninguém se refere. Os cortes na Segurança Social eram abusivos e não havia sensibilidade social, eram debates e mais debates em todos os canais televisivos, com instituições de solidariedade social, hoje isso é banal por que o pobre não pode ter dinheiro pois não sabe o que lhe fazer.
Apareceu morto um septuagenário que tinha morrido há dias abandonado, foi um regabofe sobre o assunto na Assembleia da República pelo líder parlamentar do CDS, hoje ministro da Segurança Social, e nada diz aos vários idosos mortos na era do seu mandato, por abandono. É como diz o ditado " os defeitos que vemos nos outros nos nossos são virtudes".
Comparando o início do ano passado com este chegamos à conclusão que saímos do purgatório e descemos para o inferno. Não sei para que se deitou, o governo democraticamente eleito, abaixo para nos pôr nesta situação. Estão descontentes os trabalhadores; os patrões, os ricos e os pobres, as forças de segurança e os marginais, as pessoas sérias e as desonestas, enfim, está tudo mal e só com uma mudança de governo é que se lá vai.
Oxalá que se vá a tempo. Porque este só demonstrou que queria uma ida ao pote.


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