Tenho por Guimarães um carinho especial. Se não existisse Freamunde e me fosse dado escolher onde queria nascer essa minha escolha teria sido Guimarães. Foi a primeira cidade que visitei.
Em 1953, tina 4 anos de idade, o C. F. Os Belenenses deslocou-se a Guimarães para um jogo de futebol com o Vitória de Guimarães, da 1ª. Divisão nacional, como era apelidada. De Freamunde foi uma excursão de autocarro de freamundenses, simpatizantes do Belenenses, no qual se incluía o meu falecido pai e presenteou-me com o ir ver o seu Belenenses que - por força disso - ganhou mais um simpatizante. O jogo decorreu no campo da Amorosa e estava recheado de espectadores. Venceu o Belenenses por 3 a 2 com dois golos de Matateu e faziam parte dessa equipa além de Matateu, Feliciano, Capela, Vicente, irmão de Matateu e outros mais.
Foi uma viagem agradável onde me maravilhei com as terras por onde passei, pois para mim nesse tempo só conhecia Freamunde e S. Mamede de Negrelos onde vivi dois anos. A passagem por Vizela, a chegada a Covas, freguesia de Polvoreira, no concelho de Guimarães, onde por força das circunstâncias tivemos de parar. A passagem de nível estava fechada, assim pude, pela primeira vez ver um comboio.
Nesse tempo quem se dirigisse no sentido de Vizela para Guimarães era obrigado a atravessar a passagem de nível que existe em Covas. Hoje com a melhoria das acessibilidades já se contorna esse obstáculo. Tanto a viagem e jogo decorreram bem.
Era um ambiente de festa. Ainda me lembro de andarem a vender em volta do recinto de jogo rebuçados e chupa-chupas e perto de mim estava um senhor acompanhado com uma criança da minha idade e comprar um chupa-chupa para o filho e oferecer-me um a mim, o que fiquei contente e o meu pai agradeceu.
Por isso e por outras mais comecei a gostar de Guimarães. Mais ainda quando na escola aprendi a História de Portugal e soube que Guimarães era o berço de Portugal. Sempre que podia e a vida o permitia deslocava-me a Guimarães ou para ver um jogo de futebol, principalmente o Belenenses, ou ir às noitadas das festas Gualterinas.
Mais tarde e por força da minha vida profissional, na minha promoção a Subchefe da Guarda Prisional, optei pelo Estabelecimento Prisional Regional de Guimarães. Em boa hora o fiz. Se já tinha carinho e afeição por Guimarães ainda mais angariei pela sua simplicidade. Guimarães nessa altura estava-se a transformar. À sua frente tinha um homem que tudo fazia pelo seu engrandecimento. Havia contestação mas, António Magalhães, presidente da Câmara, nunca se incomodou e pôde levar os seus projectos a avante, pois contava com uma maioria absoluta.
Teve sempre detractores mas as suas ideias foram sempre em frente e quem via Guimarães e vê hoje está grato por assim ter um presidente. Guimarães sabe receber quem ali vai por bem e o seu contrário aos que ali vão para serem notados.
Teve sempre detractores mas as suas ideias foram sempre em frente e quem via Guimarães e vê hoje está grato por assim ter um presidente. Guimarães sabe receber quem ali vai por bem e o seu contrário aos que ali vão para serem notados.
Assisti às comemorações, via televisão, vi os órgãos de comunicação social de volta do presidente da República, Cavaco Silva, 1º. Ministro, Passos Coelho e tantos outros, a lambê-los, quem tudo fez e tanto lutou para que Guimarães se projectasse a nível mundial ser ignorado. Mas quem trabalha em prol das populações não liga a este tipo de comportamentos.

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