Ontem ao ouvir Cavaco Silva Silva dizer que o que ganha com a sua reforma não dá para viver, fiquei com a sensação, que batemos mesmo no fundo. Não tem respeito pelos milhões de portugueses com reformas inferiores ao ordenado mínimo nacional.
Quando o Presidente da República – escrevo em letra maiúscula pelo respeito ao cargo e não à pessoa – tem estas declarações, diz que as agências de notações deviam ter mais confiança em Portugal e, ele que devia ser o garante dessa confiança, vem lamentar-se que não ganha para as suas despesas o que pensam essas mesmas agências de nós.
Depois admiram-se que o comandante do navio, Costa Concórdia, Francesco Schettino, o tenha abandonado para salvar a pele! Com gente desta, que chora na praça pública, com a barriga cheia e não se lembra que a maioria da população portuguesa vive abaixo do lumiar da pobreza, que não tem amigos nos bancos, nem acções oferecidas para vender, vê-se o carácter delas.
Cavaco Silva sempre demonstrou ser um ser humano desprezível. Foi com a denúncia sobre o sogro na ficha preenchida na pide. Com o estatuto dos Açores. A guerra que desencadeou com Sócrates para pôr no Governo a sua amiga de estimação. O rodear-se de pessoas corruptas e gatunas. O povo português diz e com razão: diz-me com quem andas dir-te-ei quem és ou é tão gatuno o que rouba como o que fica à porta.
Depois não admira ouvir dizer que isto não é uma Presidência da República nem um Governo mas, sim uma gruta com Ali Babá e os quarenta ladrões. Se assim não fosse não se compreendia com tantos poucos ganhos quererem estar à frente da “gruta”.
Cavaco Silva está a léguas de Presidentes da República como Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Nestes víamos sabedoria, em Cavaco Silva só estupidez. Se a pudéssemos exportar algum ganho teríamos. E… se também fosse o dono da patente o ganho era a dobrar. Pense nisso, Cavaco. Só uma minoria ficava a perder… os seus amigos.

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